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04/09/2012 - Jornal A Cidade Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Polícia realiza operação contra fraude na obtenção de CNH

Por: Jucimara de Pauda

Três proprietários de autoescolas foram presos, sendo dois deles de Ribeirão Preto.

A Polícia Civil desbaratou uma quadrilha especializada em fraudar Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e também retirar os pontos dos motoristas punidos por cometer irregularidades no trânsito. Donos de autoescolas e um auxiliar de despachante foram presos.

As investigações mostraram que 29 pessoas se beneficiaram com o esquema do grupo, que lucrava de R$ 3 mil a R$ 4 mil pelo serviço prestado. O esquema era grande e contava com uma pessoa que conseguiu acessar dados do Estado de São Paulo.

Na cidade foram cumpridos 29 mandados de busca e apreensão e 6 pessoas foram presas e ouvidas, entre elas, três donos de autoescolas (dois de Ribeirão Preto e um de Jandira), um auxiliar de despachante, uma psicóloga e uma secretária. Além disso, mais três pessoas foram detidas na grande São Paulo e outra em Estiva (MG).

Os presos não tiveram os nomes divulgados pela Polícia Civil.

"Os interessados procuravam em Ribeirão Preto intermediários, que eram os donos de autoescolas e despachantes, e estas pessoas tinham contato nas cidades de Jandira, Osasco e São Paulo onde eram emitidas essas CNHs fraudulentas", diz o delegado Paulo Piçarro, titular da DIG (Delegacia de Investigações Gerais).

Investigação longa

As investigações começaram há 6 meses, depois de uma denúncia anônima, e mostraram que o esquema começava em autoescolas de Ribeirão Preto.

O intermediário daqui preenchia o formulário do interessado e enviava para os contatos nas cidades de Jandira, Osasco ou São Paulo.

"As carteiras eram emitidas em uma dessas cidades sem o motorista ter feito qualquer tipo de exame. Pelo impresso, os documentos são verdadeiros, mas quem pagou não passou pelos exames exigidos por lei", explica o delegado.

Base do Exército

A CNH era mandada para o despachante de Ribeirão Preto, que fazia a transferência da carteira. O que chama a atenção também é que algumas delas tinham como endereço uma Base do Exército e os documentos eram expedidos por um militar. "As fraudes ocorreram porque tinha um funcionário público que tinha uma senha que permitia o acesso ao terminal da Prodesp, que emite a CNH. Neste caso, ela funcionava em uma base de Osasco", diz o delegado.

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