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05/04/2006 - Jornal O Povo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Fábrica de dinheiro falso é fechada no Parque Araxá

Por: Flávio Pinto


A Polícia Federal fechou na noite de ontem, em Fortaleza, um escritório que era utilizado como fábrica clandestina de dinheiro falso. A PF suspeita que a quadrilha tenha ligação com falsificadores do Rio de Janeiro, já que várias correspondências tipo sedex vindas da Rocinha (favela carioca) estavam no local. Parte do dinheiro confeccionado nesta fábrica já havia sido apreendido na Região do Cariri, em Pentecoste e até no estado do Maranhão. Além de notas de R$ 50 e R$ 10, no local, também foram apreendidos vários espelhos de identidade e cheques em branco do Banco do Brasil em nome de terceiros. Uma pessoa foi presa, mas a PF admite que a quadrilha seja formada de seis a 10 estelionatários, somente no Ceará. Todos, conforme a PF, já identificados. O montante do dinheiro falsificado aprendido não foi revelado. A maior parte das cédulas ainda estava para ser separada das folhas.

A fábrica, segundo o delegado Francisco Bonfim, da Delegacia de Prevenção a Crimes Fazendários da Polícia Federal, havia sido instalada havia cinco dias. O local funcionava num prédio comercial localizado na avenida Jovita Feitosa, 840, sala 07, no Parque Araxá. Na fábrica, foram apreendidos um computador, scanner e copiadora, que eram utilizados na fabricação do dinheiro.

As notas apreendidas surpreenderam o delegado Bonfim pela qualidade do papel impresso e pela textura. "Trata-se de um material quase perfeito. Eles conseguiram reproduzir até alguns itens de segurança, como a marca d´água e a assinatura do presidente da Casa da Moeda. Acreditamos que essa quadrilha vinha atuando há mais de três anos fazendo derrame de cédulas em várias cidades", afirmou.

A PF chegou até o local depois várias semanas de investigações. Para fugir do alcance da Polícia Federal, a quadrilha era itinerante. Segundo Bonfim, os estelionatários estavam sempre mudando de endereço quando se sentiam acuados. "Sempre que estávamos próximos, eles conseguiam escapar e tínhamos que recomeçar as investigações do zero", lembrou.

Na última segunda-feira, 3, com a prisão em flagrante de um motoboy, que participava do esquema de falsificação de dinheiro e documentos, a PF pôde finalmente chegar à fábrica. O nome do motoboy não foi revelado, segundo Bonfim, para não atrapalhar as investigações. O rapaz foi flagrado com quatro notas de R$ 50 que seriam repassadas para outra pessoa nas proximidades do Ginásio Paulo Sarasate, no bairro Aldeota.

Na noite de ontem, com um mandado de busca e apreensão concedido pela Justiça Federal, a fábrica foi "estourada". Bonfim assegurou que não descarta envolvimento do grupo no Ceará com bandidos cariocas. "Mas isso será outra etapa de nossa investigação", finalizou.

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