Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


Acompanhe nosso Twitter

11/09/2012 - Engeplus Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Presos golpistas que enganaram empresários de Criciúma

Por: Amanda Garcia Ludwig


Mesmo após um mês de investigações e três pessoas presas pela Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic) de Florianópolis, através do Grupo de Diligências Especiais (GDE), ainda aparecem empresas vítimas do grupo de três estelionatários que estavam aplicando golpes no Brasil inteiro, inclusive em seis cidades de Santa Catarina – entre elas Criciúma.

Um advogado, de 47 anos, ligava para empresas e afirmava ter contatos e parentes dentro do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) para fazer com que o prazo de entrega do dinheiro de empréstimos diminuísse. “O dinheiro é entregue, geralmente, em um prazo de seis meses. Ele dizia que conseguia fazer esse prazo diminuir para cerca de um ou dois meses apenas”, explica o escrivão do GDE da Deic, Procópio Pires Junior.

De acordo com Junior, o golpista fazia protocolos falsos para apresentar aos empresários e o dinheiro não saía. “Ele afirmava que precisava de uma entrada, e então os empresários entregavam para ele R$ 10 mil, R$ 20 mil, R$ 30 mil. Teve empresários que entregou um milhão de reais”, ressalta Junior.

Esse golpe era aplicado pelo homem junto com uma mulher – também advogada -, de 57 anos e outro homem de 42 anos (que dizia ser o advogado do grupo, mas cursou apenas três fases de Direito). Os três faziam ligações pedindo sempre mais dinheiro, e como as vítimas já tinham gasto certa quantia, preferiam pagar mais a perder o que já havia sido entregue.

“As atividades ilícitas foram descobertas em Tangará, Santa Catarina, quando um empresário percebeu o golpe e ameaçou o estelionatário. O golpista ligou para o 190 e disse estar em cárcere privado. O delegado de Tangará, ao chegar ao local, percebeu que a coisa era maior do que parecia e encaminhou o caso à Deic”, pontuou o escrivão.

De acordo com Junior, a operação foi nomeada de Rei Sol, em homenagem ao rei Luiz XV, já que o golpista era o líder do grupo e fazia de tudo para aparecer. “Ele alugava jatinhos e helicópteros para chegar às empresas e dizer que era tudo dele. Com isso, as vítimas acreditavam que as coisas realmente davam certo”, comenta o escrivão.

O golpe foi aplicado em seis cidades de Santa Catarina, entre elas Joinville, Tangará, Criciúma e Rio do Sul. São sete vítimas em todo o Estado, mas o escrivão não soube precisar quantas são criciumenses. “As denúncias não param de aparecer. Existem advogados de Roraima vindo para cá protocolar denúncias sobre o caso. Esse golpe já dura cerca de 15 anos, e ainda vamos investigar por saber que é uma coisa muito maior do que parece”, ressalta Junior.

Segundo o escrivão, o fato de os empresários terem cedido dinheiro não é ilícito, mas também não é ético. “O BNDES não teve prejuízos, porque os empréstimos não chegavam a ser realizados. O empresário pode fazer o que quiser com o dinheiro de sua empresa, mas de qualquer forma o dinheiro sairia no prazo dado pelo banco”, explica.

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 676 vezes




Comentários


Autor e data do comentário: oscas santos - 12/09/2012 16:35

Conheçp uma empresa em Cotia/São Paulo que também vítima desse marginal, ele se passava por consul honorário de El Salvador em tinha um escritório na Av Brasil 703, inclusive com brasão do consulado. Vai lembrar que quando esta pessoa veio e se apresentou como consul honorário, foi ligado ao consulado de El Salvador em Brasília, através de telefone pego na internet no site do consulado, ligamos nesse número e quem atendeu confirmou que o mesmo era consul, então o caso muito além do já descobriram, ele também tinha fortes influência dentro da Receita federal, terindo documentos sigilosos de dentro para negociar com os processos em mãos, dizia que sua ex esposa era supervisora na Receita e conseguia muitas informações. Na verdade tem muito mais empresas e pessoas envolvidas com ela, inclusive uma pessoa que se chama (se passa) Victor Monteiro que também faz parte da quadrilha. O cartão de visita do Amauri Jacintho Baragatti é do consulado General de La República de El Salvador. Tem muito cois por trás, inclusive com negociação de precatórios e sentenças.....



O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2017 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal