Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


Acompanhe nosso Twitter

11/09/2012 - G1 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Justiça quebra sigilo bancário e fiscal de suspeitos de fraudes na Alepa

Fraudes em licitações teriam desviado cerca de R$ 120 milhões no Pará. Ministério Público diz que o esquema envolvia serviços de informática.

O Juiz Luiz Ernane Ribeiro Malato, da 7ª Vara Criminal de Belém, decidiu quebrar o sigilo bancário e fiscal de seis suspeitos de envolvimento em esquemas de fraude na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) entre os anos de 2007 e 2010. Segundo o Ministério Público do Estado (MPE) cerca de R$ 120 milhões foram desviados dos cofres públicos.

Para o magistrado a decisão é essencial para as investigações que já estão em andamento desde 2010. "A quebra de sigilo bancário vai demonstrar as movimentações financeiras e provar se realmente o enriquecimento ilício aconteceu", defende Ernane Malato. Ele também negou o pedido de sigilo do processo alegando que o caso ganhou notoriedade, inclusive, na imprensa local.

Entre as suspeitas estão a existência de funcionários fantasmas que chegavam a receber pagamentos de até seis férias por ano e ainda fraudes em processos licitatórios envolvendo contratação de empresas na área de informática. Este último crime seria o que mais gerou ônus ao Estado. De acordo com o MPE, integrantes da comissão de licitações da Alepa forjavam propostas de empresas de informática para montar concorrências fraudadas.

"O próprio relatório do Tribunal de Contas do Estado já atestou um desvio de cerca de R$ 90 milhões de reais, mas as investigações do Ministério Público vão além e acusa o desvio de até R$ 120 milhões de reais", afirma Arnaldo Azevedo, promotor de justiça.

Entre os suspeitos de participação que tiveram os sigilos fiscais e bancários quebrados estão Sandro Rogério Nogueira Sousa Matos, que chegou a ser preso durante as investigações no ano passado; Domingos Juvenil, ex-diretor da Alepa, e Jorge Moisés Cadaah. Foi no computador de Cadaah que os promotores encontraram documentos sobre as licitações que chamaram a atenção da justiça.

"Nos computadores constavam as licitações todas montadas com propostas destas empresas e convites às empresas. Isso nos chamou atenção e ao investigar isso mais apropriadamente identificamos que duas das empresas não participaram do certame", revela o promotor.

O Advogado de Domingos Juvenil informou que espera a decisão final da Justiça. A defesa de Sandro Matos diz que ele está a disposição da Justiça e nega o envolvimento no caso. Jorge Cadaah não foi localizado para comentar o caso.

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 230 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2017 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal