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07/09/2012 - G1 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Polícia do ES aponta participação de secretário de Justiça em fraude

Convênios de órgãos que cuidam de menores infratores são investigados. Governador comentou resultado da 'Operação Pixote' pela primeira vez.

A polícia conclui o inquérito da 'Operação Pixote', que investigou fraudes nas instituições que cuidam da internação de menores infratores. No total, 17 pessoas foram indiciadas e a investigação aponta que o secretário estadual de Justiça participou do esquema. No relatório final, encaminhado, nesta quinta-feira (6), para a Justiça, a polícia indiciou as 17 pessoas, entre elas: a ex-presidente do Instituto de Atendimento Sócio-Educativo do Espírito Santo (Iases), Silvana Galina, a diretora de ressocialização Quésia Cunha e o diretor da Associação Capixaba de Desenvolvimento e Inclusão Social (Acadis), Gerardo Mondragón. O governador falou, pela primeira vez, sobre as denúncias.

De acordo com o inquérito policial, em reportagem publicada nesta sexta-feira (7) em "A Gazeta", também teriam participado do esquema o deputado estadual Josias Da Vitória e o juiz Alexandre Farina. Eles não foram indiciados. Segundo a polícia, o secretário de Justiça, Ângelo Roncalli sabia das irregularidades cometidas nas instituições que cuidam de menores infratores e chegou a assinar contratos superfaturados e foi por meio desses contratos que o dinheiro público foi desviado.

Nas comemorações do 7 de setembro, o governador Renato Casagrande falou, pela primeira vez, sobre as denúncias envolvendo as unidades de internação. “Na hora que o Ministério Público der o seu parecer, teremos clareza de qualquer fato ou informação que esteja no inquérito que corre em segredo de Justiça. O fundamental é que nós determinamos essa investigação, que foi feita e vai ser avaliada pelo Ministério Público”, disse o governador.

O Ministério Público Estadual informou que, até a noite desta quinta-feira (6), não havia recebido a cópia do inquérito.

Outro lado

Farina disse que soube pelos jornais que foi indiciado e reclamou que não foi ouvido durante as investigações e vai tomar providências. O deputado Josias Da Vitória preferiu não falar sobre as conclusões da polícia. Já a diretora de ressocialização, Quésia Cunha, disse ao jornal que não participou de crime algum e vai provar sua inocência. A assessoria do secretário de Justiça, Ângelo Roncali, informou que, por enquanto, não vai se pronunciar. O advogado Eduardo Sarlo, que defende Gerardo Mondragón, informou que ainda não teve acesso ao inquérito. A advogada de Silvana Galina não foi encontrada pelo G1.

Entenda o caso

De acordo com delegado Rodolfo Laterza, Silvana Galina favorecia a Associação Capixaba de Desenvolvimento e Inclusão Social (Acadis), dirigida pelo empresário colombiano Gerardo Mondragon, na assinatura de contratos e convênios de prestação de serviços nas unidades de internação de Cariacica, na Grande Vitória, e em Linhares, na região do Rio Doce.

O diretor-executivo da Acadis, superfaturava os contratos com aditivos, como prestação de serviços de saúde e educação nas unidades, segundo a polícia. Como bens provenientes do superfaturamento e utilizado como lavagem de dinheiro, o diretor da Acadis possui dois imóveis em Vila Velha, sendo um avaliado em R$ 700 mil. O valor total desviado ainda não foi mensurado pelas investigações.

"Ficou constatado que o Iases priorizava as unidades terceirizadas para a Acadis. Interceptações telefônicas e quebras de sigilo bancário provam isso. As investigações mostraram que os gastos com as unidades geridas pela Acadis, sendo uma com apenas 80 adolescentes, era muito maior que a das demais unidades. O custo médio de cada adolescente nas unidades geridas pela Acadis chegava a cerca de R$ 9 mil por mês, enquanto as do Iases giram em torno de R$ 5 mil, o que é fruto da lavagem de dinheiro", explica o delegado.

De acordo com a polícia, o primeiro contrato assinado com a Acadis foi de R$ 5,1 milhões e em 2011 chegou ao valor de R$ 8,2 milhões. "Além dos valores de contratos, a organização obtinha por mês uma média de mais de R$ 500 mil em aditivos. Não podemos dizer de que forma o Iases se beneficiava disso, mas tudo será investigado. O que pode se dizer é que há formação de quadrilha e desvio de recursos públicos", disse Laterza.

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