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05/09/2012 - Diário de Marília Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Quadrilha de advogados e empresários de Marília pode pegar 38 anos de prisão

Bando chefiado pelo contador Adelino Brandt Filho foi denunciado pelo Ministério Público; prisão preventiva dos acusados foi decretada pela Justiça.

O Ministério Público ofereceu denúncia contra a quadrilha especializada na inserção de dados falsos no sistema da Receita Federal, receptação de espelhos de documentos públicos, falsificação, fraudes bancárias e contra o comércio, receptação de veículo e lavagem de dinheiro presa há 45 dias na “Operação Klon”, deflagrada pelo GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).

O processo que apura a atuação do bando, que tem como um dos líderes o contador mariliense Adelino Brandt Filho, corre em segredo de justiça pela 2ª Vara Criminal. A formalização da acusação, no entanto, foi confirmada pelo promotor Neander Sanches, que atua no caso.

“O juiz José Henrique Ursulino ainda não se posicionou, até porque resta aos advogados dos réus apresentarem as defesas preliminares, mas ele já decretou a prisão preventiva de todos os investigados”, afirma Sanches. Com isso, a previsão é que os acusados respondam todo o processo atrás das grades.

Além de Brandt Filho, foram presos na ação policial Carlos Martinelli, Marcos da Silva, Dorival Carvalho Ramos, Eliel Valentin de Souza, Marisa de Lima Furlaneto Cardoso e Guilherme Furlaneto Cardoso.

Já João Bosco Dias da Silva, Esther Rodrigues Diego e Carlos Alberto Gonçalves - este último advogado com licença da OAB cassada - permanecem foragidos. “Fizemos diligências, mas não conseguimos localizá-los. De qualquer forma, eles são considerados procurados pela Justiça”, finalizou o promotor.

Todos os réus respondem pelos crimes de formação de quadrilha, falsificação de documentos públicos, falsificação de documentos particulares, falsidade ideológica, estelionatos, receptação e lavagem de dinheiro. Se condenados, cada um pode pegar até 38 anos de prisão em regime fechado, além do pagamento de multa.

O CASO

As investigações descobriram que parte da quadrilha centralizava, em São Paulo, a recepção de encomendas de diversas partes do Brasil para que fossem inseridos dados falsos no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) da Receita Federal, o que era feito por outros integrantes da quadrilha na capital e também em Minas Gerais.

Segundo foi apurado, mais de 300 CPFs falsos foram inseridos no sistema da Receita Federal no período de quatro meses, porém há claras indicações de que esse número seja ainda maior.

Além disso, o bando supostamente receptava espelhos de RG’s e outros documentos subtraídos de órgãos públicos de São Paulo, Alagoas e outros estados e neles inseriam dados falsos, para depois distribuí-los pelo país, cobrando por isso.

Na “Operação Klon” em si, foi realizada uma das maiores apreensões de documentos públicos de origem ilícita do país, já que foram encontrados com os investigados cerca de 30 mil “espelhos” em branco de cédulas de identidade de diversos estados, centenas de selos desviados de cartórios e que seriam usados para autenticação, documentos de transferência de veículos em branco, RGs e CPFs falsificados, carteiras de trabalho e espelhos de CNHs, além de pilhas de documentos públicos e mais de R$ 32 mil em dinheiro e cheques.

Ainda de acordo com as investigações, outra parte da quadrilha era responsável pelo encontro de “laranjas” para participação no esquema de fraudes bancárias. Eles recebiam documentos falsos e os utilizavam para abrir empresas de fachada. Usavam os dados para abrir contas em bancos e financeiras e conseguiam empréstimos em diversas instituições, que chegavam à casa de R$ 200 mil cada. Após a retirada do dinheiro e divisão de lucros, os falsários repetiam o esquema, utilizando novos documentos e novas falsificações.

As investigações descobriram centenas de crimes de estelionatos praticados pelo país. O valor do prejuízo é inestimado. Também foi revelado que o bando falsificava talões de cheques verdadeiros e também agia clandestinamente no ramo automotivo, praticando o golpe conhecido como “NP”, ou “ninguém paga”.

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