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15/10/2007 - UOL Notícias / New York Times Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Na pista dos segredos digitais

Por: Barbara Whitaker


Após passar 31 anos escapando das investigações policiais, o assassino em série BTK, de Wichita, no Estado do Kansas, foi localizado e condenado em 2005 com o auxílio de informações que ele deixou em um disquete de computador.

A condenação de Scott Peterson por ter assassinado a sua mulher grávida, Laci, se baseou em parte nas suas pesquisas na Internet sobre as marés e as correntes marítimas na área em que mais tarde o corpo dela apareceu.

De casos famosos de assassinatos a mundanos processos de divórcio, as mensagens que as pessoas enviam por e-mail e os websites que elas visitam podem e serão usados em julgamento. As pessoas que descobrem esses dados e os tornam utilizáveis nos tribunais são conhecidos como peritos em informática judicial. Eles são os ciber-detetives que garimpam os dados que parecem desaparecer -mas que nunca de fato desaparecem- de computadores e outros dispositivos de armazenagem eletrônica.

"As pessoas que gostam de computadores, que adoram as cenas de investigação criminal, vêem nessa profissão uma confluência natural das suas habilidades, na qual podem investigar sem ter que futucar cadáveres", diz Craig D. Ball, de Austin, no Estado do Texas, um ex-advogado de tribunais que presta assessoria a juízes e advogados sobre o uso de provas eletrônicas.

Os peritos em informática judicial examinam discos rígidos e áreas de armazenagem, resgatando informações de planilhas eletrônicas, documentos de Word, mensagens instantâneas e e-mails. Eles procuram sinais de atividades clandestinas e de informações que os usuários podem ter tentado apagar ou esconder.

Mundo digital

Durante muitos anos, esse campo foi dominado por agências policiais e pelos seus funcionários. Mas recentemente a área ampliou-se à medida que consultores nela ingressaram e várias agências governamentais, corporações, instituições financeiras e outras passaram a contratar os seus próprios especialistas.

O trabalho pode ser ao mesmo tempo recompensador e entediante. Podem ser necessários semanas ou meses para o exame de uma quantidade enorme de arquivos e outros dados digitais, alguns dos quais podem estar criptografados. Os peritos em informática judicial precisam também ser capazes de recuperar e armazenar esse material de uma maneira que não destrua ou modifique outros dados do computador.

Ball diz que, 30 anos atrás, quando os escritórios não tinham computadores, havia de fato uma trilha de papel a se seguir, com a ajuda de secretários e salas de arquivos. "Quando a sociedade migrou para a comunicação eletrônica e a criação de informações, conferimos poder aos indivíduos para que estes criassem as suas próprias informações", diz ele. "Nós também os capacitamos a esconder, procurar destruir ou alterar essas informações, e não existe mais aquela cópia original na sala de arquivos ou a página que falta no sistema de gerenciamento".

À medida que aumentou a demanda por especialistas em informática judicial, surgiram programas de educação formal, bem como uma grande quantidade de certificações e algumas associações profissionais.

Os profissionais da área calculam que o salário médio anual para os especialistas em computação judicial seja de US$ 85 mil, dependendo da experiência e da localização. Empregos para iniciantes podem pagar cerca de US$ 50 mil por ano.

Formação exigida

Kris E. Turnbull, diretor do Cyber Crime Institute, um programa de especialização da Universidade Kennesaw State, na Geórgia, diz que a faixa etária média dos seus alunos é de 30 a 50 anos, e que eles possuem formação em tecnologia da Internet. Alguns tinham empregos que foram eliminados nas corporações, afirma Turnbull.

O instituto, inaugurado em 2002, oferece cursos online cuja duração varia de três a quatro meses. Os alunos graduados pelo instituto recebem um certificado reconhecido pela Sociedade Internacional de Peritos em Informática Judicial.

Michael Kirk, 28, que se formou em 2006 pela Universidade Champlain, em Burlington, no Estado de Vermont, em informática judicial, diz ter buscado uma graduação na área porque com o seu outro curso em computação tradicional não estava conseguindo emprego.

"Além do mais, a experiência é fundamental", diz ele. "Fiz um estágio em uma companhia de softwares de computação judicial enquanto cursava a faculdade. Muitos educadores garantem que os estágios são vitais para ajudar os alunos a encontrar emprego após a graduação. Existem muitos empregos nesta área. Mas grande parte deles exige experiência prévia, bem como certificação para o uso de vários instrumentos".

O número de certificações possíveis é grande, e para obtê-las pode ser necessário investir muito tempo e centenas de dólares.

Algumas certificações estão relacionadas ao conhecimento de softwares como EnCase e AccessData, que são utilizados para garimpar informações em computadores. Outras são conferidas por organizações profissionais como a Sociedade Internacional de Peritos em Informática Judicial, que tem parceria com uma companhia privada do Estado de Virgínia, a Key Computer Services, e com a High Tech Crime Network, um grupo de agências policiais e profissionais de segurança de corporações. Embora algumas companhias exijam alguns certificados, outras não fazem tal exigência.

Kirk, atualmente consultor de provas judiciais na FTI, uma empresa de consultoria especializada em investigações e litígios, diz que o trabalho é interessante e gratificante. Mas ele afirma que as pessoas que pensam em seguir uma carreira na área devem estar preparadas para mudar de cidade.

"O setor ainda não é forte em todos os lugares", explica Kirk, observando que se mudou do interior do Estado de Nova York para Washington, D.C. por causa desse emprego, e que viaja freqüentemente. "Existem muitas coisas a se levar em consideração quanto aos empregos neste setor. A pessoa precisa estar disposta a fazer alguns sacrifícios para obter o emprego que deseja".

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