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24/08/2012 - G1 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Luiz Estevão vai devolver quase R$ 500 milhões desviados de obras

O dinheiro seria usado para a construção do prédio do TRT de São Paulo, mas foi desviado. Agora, Estevão - que teve o mandato caçado - vai devolver parte do dinheiro.

Um acordo inédito vai trazer de volta aos cofres públicos milhões de reais - desviados no escândalo de corrupção nas obras do Tribunal Regional do Trabalho, de São Paulo. Treze anos depois, o ex-senador Luiz Estevão terá que devolver quase R$ 500 milhões.

E é só uma parte do dinheiro que sumiu. Por causa do escândalo de corrupção, um dos maiores do país, Luis Estevão teve o mandado de senador cassado.

Era para a construção do prédio do TRT de São Paulo que o dinheiro público deveria ter ido. Mas foi desviado, segundo a Justiça, e dividido entre o juiz Nicolau dos Santos Neto e empresários. Um deles foi Luiz Estevão, que fechou o acordo com a União para devolver recursos. Uma situação inédita.

“Certamente na história do Brasil não houve um acordo, uma recepção, um retorno e resgate de valores para o erário nesse montante, em um caso de corrupção”, afirma André Mendonça, diretor de patrimônio da AGU.

O total a ser devolvido: R$ 468 milhões de Reais. Desses, R$ 80 milhões serão pagos à vista e o restante será dividido em 96 parcelas de R$ 4,1 milhões.

Para garantir o pagamento, a Advocacia-Geral da União vai manter penhorados 1.255 imóveis do Grupo OK, de Luiz Estevão. Eles só serão desbloqueados quando a dívida for quitada. Por telefone Luiz Estevão disse que está fora do país e que não quis comentar o acordo.

Segundo o advogado dele, o valor a ser pago corresponde a apenas 10% do patrimônio do empresário. Afirmou ainda que o Grupo OK não reconhece a dívida nem qualquer responsabilidade nos desvios de dinheiro da obra do tribunal. E que só assinou acordo para desbloquear contas bancárias.

“Essa dívida corresponde a uma parcela ínfima hoje desse patrimônio, então por uma questão pragmática resolvemos então sentar com a Advocacia-Geral da União para tentar um acordo para que o grupo possa agora retornar e retomar o seu caminho natural no mercado, de atuação no mercado”, afirmou Marcelo Bessa.

A União aceitou o acordo, mesmo que ele não cubra tudo que foi desviado. O argumento: antes algo que nada. E que vai continuar tentando reaver na justiça mais R$ 542 milhões.

Para o atual presidente do TRT de SP, o símbolo da corrupção agora virou outra história. “Aquela tragédia que ocorreu anteriormente, nós estávamos com um estigma. Que neste momento é passado para trás”, disse Nelson Nazar.

Mesmo com o acordo, nenhum processo contra Luiz Estevão será extinto. Ele foi condenado a 31 anos de prisão. Está em liberdade porque recorreu da decisão.

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