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22/08/2012 - Paraná Online / Banda B Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Entenda o golpe que transforma o vendedor em suspeito de estelionato e deixa o golpista livre

Por: Camila Barbieri e Bruno Henrique


Um taxista foi vítima de um golpista em Araucária, na região metropolitana de Curitiba. O golpe transforma o vendedor em suspeito de estelionato. E o que é pior: o golpista aparece como inocente já que nada o incrimina.

O taxista havia anunciado sua motocicleta nos classificados de um jornal e um homem entrou em contato com ele, alegando estar interessado na compra da moto, porém, o golpista pediu que o proprietário do veículo recebesse um cheque dele e não o compensasse em quatro dias, até o dia 10 de agosto.

Os dois marcaram um encontro, a vítima chegou a consultar o cheque que receberia e como estava tudo certo, acabou aceitando a negociação e preenchendo o cheque de R$ 1, 600 com a letra dele, a pedido do golpista.

O homem levou a moto com os documentos do veículo e o recibo entregue pela vítima que ficou com o cheque. Quatro dias depois, quando o taxista foi descontar o cheque, descobriu que estava de posse de um cheque sustado por roubo.

Segundo a irmã da vítima, que não quis se identificar, o irmão dela tentou fazer Boletim de Ocorrência por estelionato, mas não conseguiu porque foi feito um acordo com o comprador na hora da venda. De fato, o taxista entregou a moto de livre e espontânea vontade e preencheu o cheque com a própria letra.

“Ele é inteligente, muito inteligente. Tentaram fazer todo tipo de B.O., mas não existe B.O. pra isso, já que meu irmão entregou o recibo de venda assinado e com o detalhe do cheque do negócio, sustado por roubo, ter sido preenchido com a letra do meu irmão. Quando chegaram na Delegacia de Araucária e informaram o nome desse rapaz, foi dito que ele faz isso direto, até com a irmã e com o pai. O Bradesco não sabia disso e segundo o gerente do banco, a conta dele será cortada”, conta a irmã.

Segundo a irmã da vítima, como a motocicleta está com os documentos em dia, não tem nem como ser parada em uma possível blitz, para ser apreendida. “Como ele alegou que o cheque foi roubado e quem preencheu foi meu irmão, o cara conseguiu se cercar de todas as maneiras que não é bandido e meu irmão acabou se passando por bandido. Meu irmão nem toca no assunto, está envergonhado. Ele tem um coração bom e caiu no golpe”, desabafa ela.

Em entrevista à Banda B, o delegado responsável pela Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas de Curitiba, Dr. Vinicius Borges Martins, disse o que a vítima pode fazer um Boletim de Ocorrência para tentar se resguardar sobre essa situação.

“Houve um estelionato, caberia um registro de ocorrência. Ao mesmo tempo cabe também, por parte da vítima, tentar que uma ordem judicial determine ao Detran que o bloqueio administrativo e judicial dessa moto. Isso é um tipo de situação que as pessoas não podem mais cair”, orienta o delegado.

O delegado enfatiza ainda que é importante checar todas as informações da pessoa em qualquer tipo de negociação, ligar na agência bancária, confirma informações com o gerente e principalmente não entregar o bem ao menos que você já tenha recebido o dinheiro ou caso possua um contrato particular de compra e venda do bem.

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