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16/08/2012 - G1 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Golpe da mensagem do celular ainda faz vítimas no Centro-Oeste Paulista

Maioria das ligações parte de penitenciárias do norte e nordeste do país. Polícia Civil orienta as pessoas a registrar boletim de ocorrência.

Em Bauru, SP, uma pessoa foi vítima do "velho golpe" da mensagem de celular. Ela recebeu uma mensagem dizendo que havia sido sorteada na promoção da recarga premiada e receberia uma casa no valor de R$ 100 mil e mais uma quantia em dinheiro de R$ 25 mil. Seguiu as instruções dos golpistas: comprou nove cartões de recarga, passou o código para os criminosos e perdeu no total R$ 195, dinheiro que retirou da poupança da filha. “Eles são muito convincentes”, contou a mulher, que prefere não se identificar.

O golpe da mensagem é aquele que anuncia pelo celular que a pessoa ganhou um prêmio. Na maioria das vezes, as mensagens são enviadas por detentos de penitenciárias das regiões norte e nordeste e que querem apenas arrancar dinheiro das vítimas. O que você faria se ganhasse hoje 45 mil reais? Compraria um carro? Reformaria a casa? Investiria num novo negócio? São esperanças que levam muitas pessoas a caírem neste tipo de golpe. A mensagem informa que a promoção é de um programa de televisão e, além do dinheiro, ainda vem junto um carro zero quilômetro.

"Mexe com o psicológico da pessoa. Quem não quer ganhar alguma coisa", disse a dona de casa Maria Aparecida de Oliveira. Todo mundo quer, mas Maria desconfiou e não caiu no golpe. Duas mensagens são as mais comuns. Em uma delas, os prêmios são a casa e o dinheiro e, na outra, R$ 45 mil e um carro. Nas duas, os golpistas pedem para a vítima entrar em contato com um determinado número de celular, da região norte do país. O repórter entrou em contato com um dos golpistas:

Golpista: "Levante as mãos pro céu, pode agradecer nosso deus todo poderoso que te deu esta linda oportunidade, você realmente é ganhadora de um lindo gol e R$ 45 mil. Anote meu nome. É Marcos Paulo Correa Sampaio. Eu sou diretor supervisor geral da sala oito de promoções eventos”.

Durante a conversa a vítima não precisa passar os dados pessoais. Isso não faz diferença para o golpista. E os criminosos usam esse detalhe como argumento de uma ligação segura:

Criminoso: "Nesse ano nossa empresa não tá trabalhando com nenhum tipo de documentação pessoal por medidas de segurança. Não trabalhamos com CPF, nem RG, nem carteira de trabalho não. Isso não é golpe, não é piadinha porque trote é crime e dá cadeia e lugar de bandido é atrás das grades, tudo bem?

Repórter:Tudo bem, então eu posso confiar?

Golpista: Está tendo uma escuta de oito policiais federais do Rio de Janeiro na nossa escuta, gravando toda nossa entrevista do começo ao fim".

Quando o golpista acredita que fez mais uma vítima, ele pede para ir até um banco e receber o prêmio. Neste momento, outro criminoso assume a negociação:

Golpista: “Minha querida, a senhora já se encontra em frente a um caixa eletrônico? Por favor, a senhora queira passar o seu cartão e me fale as opções que aparecem em tela. Agora a senhora fala com Virgílio Guirelder, autorizado a realizar em sua conta o pagamento de R$ 83 mil”.

Ele pede para clicar na opção de transferência entre contas. É quando o cliente retira dinheiro da própria conta e passa imediatamente para a de outra pessoa. Na hora que aparece o valor a ser transferido, o criminoso tenta enganar a vítima dizendo que no espaço em branco será preenchido por uma senha:

Golpista: “Assim que pedir o valor, no local do valor você vai colocar essa identificação e o número 99986, assim é que faz a abertura do seu cofre”.

O número que ele passa como sendo uma senha, 99986, na verdade se converte, automaticamente, na tela em R$ 999,86. Caso a vítima confirme a operação, lá se foram quase R$ 1 mil para a conta do criminoso. O trabalho de inteligência da Polícia Civil constatou que as ligações partem do sistema penitenciário.

“A vítima tem que agir com muita cautela e bom senso. Primeiramente procurar uma autoridade policial para ser orientado. A grande maioria das ligações parte do sistema prisional. Então não existe qualquer preocupação de se sentir vítima em potencial. Essa ligação é feita de forma aleatória”, informou o delegado, Cléber Granja.

O delegado orienta ainda que, mesmo que não tenha caído no golpe, a pessoa precisa fazer o Boletim de Ocorrência. Ele serve de base para as investigações da Polícia Civil.

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