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11/08/2012 - Jornal da Cidade de Bauru Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Novo golpe já mira as lojas de luxo

Por: Vitor Oshiro

Bandidos se passam por conhecidos de Bauru,fazem encomendas e desaparecem.

Lojas de luxo estão na mira dos golpistas em Bauru. Passando-se por pessoas conhecidas na cidade, eles encomendam roupas por telefone, levam para experimentar em casa e desaparecem. Um estabelecimento acabou levando prejuízo de cerca de R$ 7 mil em mercadorias.

O “golpe da condicional” foi aplicado em loja de roupas de luxo na zona sul da cidade. A proprietária, que pediu para ter seu nome e o do estabelecimento preservados, conta que a mulher realizou a ligação no último sábado.

“Ela ligou e disse que era a esposa de um cliente bastante conhecido. Ele não é um cliente tão assíduo da nossa loja, mas já comprou aqui e é bastante conhecido na cidade. Além dos nomes e sobrenomes, a mulher passou outras informações que confirmavam a identidade”, conta a comerciante.

As roupas seriam para a filha do casal. “Ela nos passou, inclusive, a numeração da garota. Tudo acabou batendo”, relata. Após fazer uma extensa lista de roupas que queria “ver”, a golpista disse que o seu motorista particular iria buscar os produtos na loja.

Com clientes conhecidos, os estabelecimentos têm o costume de liberar as roupas na “condicional”. Nesse caso, as pessoas levam as roupas para a casa e depois decidem com quais peças irão ficar.

Horas depois da ligação, um mototaxista (leia mais abaixo) foi buscar as roupas, todas de grife. Três sacolas cheias de calçados, calças e blusas foram entregues ao homem. Ninguém voltou à loja e nem ligou. Somente dois dias depois, a proprietária descobriu que se tratava de um golpe.

“Entrei em contato com a pessoa que achávamos ter mandado as roupas. Ela disse que ninguém da sua família havia pedido nada da nossa loja e ficou apavorada por estarem usando o nome dela”, conta a proprietária.

A lojista registrou um boletim de ocorrência (BO) no 3.º Distrito Policial no começo da semana. A proprietária conta que outra loja quase foi alvo no mesmo golpe pouco antes. “Não deu tempo de a vendedora separar as roupas que seriam levadas. Só por isso, eles não aplicaram o golpe nesse outro estabelecimento também”.

171

O “golpe da condicional” é mais um caso de estelionato registrado na cidade. Assim como várias outras artimanhas, enquadra-se no artigo 171 do Código Penal, que prevê reclusão de 2 a 5 anos a quem conseguir algo para si por meio de artifícios ardilosos ou fraudulentos.

O titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Kleber Granja, alerta que é preciso ter calma para evitar ser vítima de golpes (leia mais abaixo).

Porém, quando o estelionato já houver ocorrido, a pessoa precisa registrar o BO imediatamente. “Se o golpe foi aplicado pelo telefone, a vítima pode solicitar o histórico de chamadas para a operadora. É algo que ajuda e agiliza muito a investigação”, explica.

O delegado ainda afirma que, quando a vítima registrar o BO, ela deve informar todos os dados que conseguir se lembrar. “É preciso passar, inclusive, o horário exato da ligação. A vítima precisa informar qualquer detalhe que possa ajudar, inclusive, os dados que ela passou ao golpista”, conclui.

Sem limites

Além dos golpes que já se tornaram tradicionais (veja no quadro ao lado), mas ainda fazem vítimas, há aqueles que surpreendem pela criatividade utilizada. Um deles, registrado recentemente em Bauru e região, foi o “golpe da devolução”.

Praticada por uma loira, a artimanha consistia em pegar determinado produto em uma prateleira, retirar a etiqueta e ir ao balcão reclamar de algum defeito, como se o objeto houvesse sido comprado anteriormente. Depois de armar uma confusão exigindo seus “direitos”, a loira conseguia trocar o produto por outro e ia embora.

Polícia pede calma para evitar golpes

“Apesar de a situação ser difícil, é preciso ter calma. É necessário agir com frieza. Muitos golpistas agem com base nas informações que as próprias vítimas passam a eles nos momentos de desespero”, explica o titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Kleber Franja.

Outra recomendação do delegado é de nunca acreditar em pessoas suspeitas por telefone e sempre checar a informação que está sendo passada. “Eu, que sou delegado, já recebi ligaçõesdo ‘golpe do sequestro’.

O mototaxista que retirou as roupas da loja pode ser a peça chave do quebra-cabeça. Mesmo que não faça parte do esquema, ao descobrir quem ele é, pode ser possível descobrir o destino das roupas. A comerciante alvo dos golpistas foi até a Emdurb - que, por sua vez, informa: todo mototaxista cadastrado possui carteira em forma de alvará. É este documento que deve ser exigido pela população a fim de verificar se um mototaxista é cadastrado.

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