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10/08/2012 - RTP Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Estados Unidos deixam cair acusação de fraude contra Goldman Sachs


O Departamento de Justiça dos Estados Unidos não vai acusar o banco Goldman Sachs nem os seus executivos por alegada fraude financeira. A investigação concluiu não existir “base fiável” para abrir um processo penal contra a instituição financeira. Também a comissão norte-americana do mercado de valores determinou que o banco não incorreu em nenhuma ilegalidade ao vender um pacote de créditos hipotecários de elevado risco em 2006.

Foram 24 horas de sorte para a Goldman Sachs. Primeiro a comissão norte-americana do mercado de valores (SEC) decidiu não recomendar uma acusação contra o banco de investimento pela venda de um pacote de produtos financeiros estruturados (CDO) por mil milhões de euros em 2006. Depois o Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou que não tenciona avançar com um processo penal contra a instituição por fraudes semelhantes durante a queda do mercado hipotecário em 2008 e 2009.

Produtos financeiros estruturados ou CDO (colateral default obligations) são obrigações de dívida colateral vinculadas aos créditos hipotecários de risco elevado (subprime). Estes títulos, adquiridos a preços baixíssimos, permitiram ganhos elevados a alguns fundos especulativos (hedge funds).

Após um ano de investigações, o organismo norte-americano concluiu “não existir uma base fiável para iniciar um processo penal contra a Goldman Sachs ou os seus funcionários”. Mas “se uma prova nova ou adicional surgir” o Departamento poderá rever o caso e avançar com uma acusação contra o banco, acrescentava o comunicado divulgado na noite de quinta-feira.

O inquérito foi iniciado depois de o senador democrata Carl Levin ter pedido às autoridades norte-americanas que realizassem uma investigação penal contra a Goldman Sachs e os seus executivos, com base num relatório elaborado do subcomité do Senado por ele liderado.

O documento, apresentado em abril de 2011, alegava que a empresa de Wall Street tinha comercializado quatro pacotes de produtos financeiros estruturados no mercado hipotecário a bancos e outros investidores sem os alertar para os elevados riscos (subprime) dos produtos.

Segundo o relatório de abril de 2011, a Goldman Sachs teria “projetado, comercializado e vendido CDO de tal forma que criou conflitos de interesse entre os clientes e, por vezes, levou a que o banco lucrasse com os mesmos produtos que causaram grandes perdas para os clientes”.

Testemunhando no Senado, o director executivo do banco negou as acusações, alegando que a empresa não sobreviveria sem a confiança dos clientes e insistindo que não houve apostas agressivas durante o colapso do mercado hipotecário. Lloyd Blankfein relembraria ainda que a Goldman Sachs perdeu 976 milhões de euros durante esse período.

Em julho de 2010, a Goldman Sachs aceitou pagar 447 milhões de euros para pôr fim a uma queixa apresentada pela SEC, que acusou o banco de enganar os clientes com a venda de créditos hipotecários de elevado risco. O acordo implicava um dos quatro negócios citados no relatório do Senado.

No passado mês de março um diretor da Goldman Sachs publicou uma carta de demissão no jornal New York Times em que acusava a empresa de ser um lugar “tóxico” e de ter um único objetivo: fazer dinheiro com os seus clientes.

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