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18/04/2006 - Jornal da Mídia Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

A educação, a corrupção, Jesus e o ladrão

Por: Wellington da Fonseca Ribeiro


Criacionismo, desenho inteligente, o animal humano se originou do macaco, Adão e Eva, seja lá como foi, for ou é, tudo, todas as coisas materiais ou imateriais, tudo que existe, material ou espiritual, é a prova veraz duma composição superior e cada um de nós pode nominar, chamar, designar com o nome que mais gostar, entender, compreender, como sendo o mais adequado, próprio, conveniente e por aí vai na dinâmica do máximo fenômeno - belo, eterno e infinito que é a vida.

Teologia e filosofia muitas vezes se confundem, contudo, cada uma delas tem seu espaço próprio de estudo, pesquisa, ação e cosmovisão dos fatos, focos e fotos, isto é, das etapas do processo vital no sentido mínimo, médio e máximo do pensamento, da fé, da razão, dos mistérios e da complexidade dos fenômenos que dão base à vida.

Aristóteles, filósofo grego, imortalizou-se no âmbito do conhecimento quando falou e escreveu que "o homem é um animal político". As formigas vivem, como as abelhas, dentre outros seres - insetos, bichos. animais - em sociedade e tudo leva a crer que elas também são "coisas" políticas.

A política prática na sociedade humana rica, emergente, pobre ou miserável, é uma arte que, efetiva e implacavelmente reúne, junta, agrega, o conjunto das virtudes e dos defeitos dos animais humanos em convivência - governantes ou governados, administradores e administrados.

Os governantes, os representantes políticos, com ou sem mandatos eletivos, refletem o que a população e o eleitorado são na maioria das vezes.

A arte de fazer política, o real fazer política, envolve uma imensa gama de movimentos, sentimentos, desejos, reciprocidade, vonteade de servir ao bem comum, orgulho, vaidade, maldade, traição, solidariedade, ou seja, o que for necessário para a conquista dos vários tipos de poder.

A sucessão baiana segue mostrando que o PFL, antes chamado de Arena, é o grande partido da situação, comandado na maior parte do tempo - de 1964 até 1986, portanto, 22 anos seguidos, continuados, sob a liderança do senador ACM e de seu grupo político que, pouco a pouco, vai diminuindo.

Em 1986, tendo o trêfego Nilo Coelho como seu vice-governador, até 1990, a Bahia foi governada dois anos por Francisco Waldir Pires e os outros dois anos pelo atual prefeito de Guanambi.

De 1990 até 2006 - mais 16 anos, os quais somando-se aos 22 anos anteriormente citados, aludidos, completam (fora o período 1986-1990, redizendo) 38 anos de poder tendo, inegavelmente, durante esse tempo. o ex-deputado, ex-prefeito de Salvador, três vezes governador, ministro, senador eleito duas vezes, o médico, jornalista e professor Antonio Carlos Magalhães, atual presidente da poderosa Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal.

Assim: de 1964 até 2006, menos, teoricamente, os quatro anos de Waldir Pires-Nilo Coelho, ACM e seus liderados, muitos dos quais pularam fora do barco carlista depois de exercerem grandes cargos eletivos ou não, têm, conta fechada, 38 anos de poder! Quase 40 anos.

Aliás, até mesmo durante o governo de JK, sucedido pelo bom de copo Jânio Quadros - udenista como o general Juracy Magalhães, cearense, que aqui chegou no posto de tenente botando pra quebrar no cargo de interventor e depois governador -, o habilidoso mas, também, terno e explosivo, ACM iniciou sua carreira de deputado estadual, desfrutando do poder.

Comentarista político dos anos 50-60, dizem que até no período de JK o então deputado ACM tinha prestígio nos Correios, embora pertencesse aos quadros da União Democrática Nacional, UDN, e o presdiente Juscelino Kubitschek de Oliveira era do Partido Social Democrático, o PSD, a mesma legenda na ápoca do atual ministro da Defesa, o advogado Waldir Pires, próximo dos 80 anos, como ACM também.

Na eleição para governador da Bahia em 1990 faltou pouco para o conceituado professor e ex-reitor da UFBA, Roberto Santos, na época no PMDB, ir para o segundo turno.

É um erro tremendo, primário, vulgar, dizer-se, afirmar-se que a história se repete. Nada se repete. O tempo não se repete. A cada segundo, a cada minuto, hora, dia, semana, mês, ano, estamos mudando, em mutação constante e "a vida não pára", lembrando o poeta, cantor e compositor carioca, o rebelde Cazuza, no auge da sua cerreira nos anos 80.

Porém, é certo, o processo político de uma década passada - digamos os anos 70 - pode ter sm seu conteúdo, em seu derredor, semelhanças, aparêncais, como, por exemplo, os dias deste fluente mês de abril de 2006, ano de Copa Mundial de Futebol e de eleições para presidente, governador, senador, Câmara Federal e assembléias legislativas estaduais.

O grupo situacionista tem 38 anos no poder, além, é claro, de estar estruturado em todos os 417 municípios desta enorme Bahia, o principal Estado do Nordeste brasileiro.

Só o PFL e os seus convidados estão plantados de ponta a ponta em todas cidades do Estado.

Além do mais, a estrutura situacionista comandada pelo governador Paulo Souto e pelo senador ACM tem o respaldo, o apoio, dos mais poderosos meios de comunicação de massa do Estado, além do controle de outras esferas do poder em cada um dos municípios baianos.

Quem faz a cabeça do povo, da população, do eleitorado, são os meios de comunicação, informação, principalmente os eletrônicos - rádios e emissoras de TV. Jornais, revistas, impressos em geral, todos, sabemos, atende apenas segmentos minoritários.

Da parte da oposição, disputando cargos majoritários de governador, vice-governador e a única vaga senatorial, dos nomes colocados até o momento, apenas Jaques Wagner, pelo PT, João Henrique e João Durval, pelo PDT, e Antonio Imbassahy - o primeiro prefeito da capital pelo menos nos últimos tempos a administrar Salvador, 457 anos, de prantos, glórias e encantos - podem desequilibrar a sucessão se, formal ou informalmente, estiverem juntos, unificados, para enfrentar o dragão pefelista.

Wagner, João Henrique, João Durval e Antonio Imbassahy são nomes eleitoralmente fortíssimos, em Salvador, Feira de Santana, nos grandes municípios baianos e nas cidades da Região Metropolitana da velha, boa, mágica e encantada capital baiana - Salvador, um acidente geográfico quase completamente cercado pelo mar azul das águas do misterioso e belo Oceano Atlântico.

Na maioria dos pequenos e médios municípios a cantiga continua a mesma, ou seja, o PFL vence, o que não é novidade.

O PFL e convidados dá de madeirada neles (os opositores) e pau nelas, mulheres políticas do campo opositor.

Fora isso, mais quatro anos tranqüilos para o geólogo Paulo Souto e oito de mandato senatorial para o ex-suplente do governador, o técnico Rodolpho Tourinho, que assim vai tomando gosto pela vida parlamentar na mais alta casa legislativa desta República Federativa do Brasil, 506 anos de descoberto, onde sempre houve corruptos, corruptores - passivos e ativos - poucos homens públicos honestos e de bem e, a bem da realidade, da pura verdade, dezenas e até centenas de ladrões do dinheiro e dos recursos públicos.

Por incrível que possa parecer, só a educação - formal, informal, doméstica e religiosa - pode combater, reduzir, minorar, estiolar a corrupção e os corruptores.

Entre o ladrão e Jesus, naquele julgamento criminoso o tal povão ficou com quem?

Com a palavra os educadores e os ministros religiosos. O horizonte sucessório está nítido, claro, fácil de ser entendido.

Só a educação combate, tende a eliminar a miséria, a pobreza, a ignorância e todos os tipos de corruptores e corrupção.

Do contrário, leitores e eleitores, é madeirada neles e pau nelas. The end.

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