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16/07/2012 - Bom Dia Sorocaba Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Turma do 171 está de olho no seu dinheiro

Por: João Paulo Sardinha

Todo dia a polícia São José e Taubaté registra casos de golpes e alerta: "din-din não cai do céu".

Eles são perigosos, mas jamais usam arma. Não ameaçam nem agridem. Pelo contrário. A aparência ingênua deixa milhares de pessoas com sentimento de piedade. Esses são os estelionatários, bandidos que vivem para aplicar golpes em vítimas desavisadas.

Esse crime está em alta em São José dos Campos e Taubaté, onde três pessoas são vítimas de estelionato todos os dias. Caem no conto do vigário e perdem muito dinheiro. Acreditam em bilhetes de loteria falsos, mensagens de celular ou em promessas de indenização.

O estelionatário costuma agir em locais onde o dinheiro rola solto. Em Taubaté, o centro é o reduto desses criminosos. Em São José, duas áreas concentram grande quantidade de golpistas: a região central e a região do Jardim Satélite, na zona sul da cidade.

Caso /Na semana passada, em São José, um idoso de 76 anos depositou R$ 13.200 na conta de uma estelionatária. Tratava-se do golpe do ‘falso acidente’, quando o criminoso se passa por um parente da vítima e alega ter se envolvido num acidente. Em seguida, diz que precisa de dinheiro para pagar as despesas médicas. A golpista, Lidiane da Silva Américo, de 29 anos, acabou presa dentro de uma agência bancária. O gerente do local desconfiou da mulher, bloqueou a sua conta e avisou os policiais do 1º DP (Distrito Policial) de São José, que mandaram a criminosa para a cadeia.

“O tipo da conversa fiada varia bastante. É o trote telefônico do acidente, é a mensagem via celular, que chega bastante. Os idosos e as pessoas mais simples são as principais vítimas, mas vejo casos com vítimas de todas as idades”, afirmou o delegado titular do 1º DP (Distrito Policial), na região central de São José, Carlos Daher. A delegacia recebe, em média, 30 denúncias por mês.

Zona sul /Na região do Jardim Satélite, os golpes acontecem com a mesma frequência do centro. O delegado titular do 7º DP, Fernando Oliveira, conta que foram 29 ocorrências de estelionado no mês de junho. Isso representa quase uma vítima por dia naquela região. “Das 29 ocorrências, dez foram de autoria conhecida e 19 de autoria desconhecida. Os casos são registrados aqui porque os bancos estão instalados nas proximidades da delegacia", afirmou o delegado. “Em época de comércio aquecido, o número de casos aumenta ainda mais”, completou Oliveira.

Facilidade / O delegado-assistente da Seccional de São José, Antônio Álvaro de Sá Toledo, destaca que o estelionato acontece porque as vítimas facilitam a ação dos bandidos. “Sem a ‘ajuda’ da vítima, não acontece”, declarou.Um dos casos em que a vítima não oferece ‘ajuda’ é o golpe do cartão, quando a senha do cartão é roubada por bandidos.

No começo deste ano, centenas de trabalhadores do Vale do Paraíba tiveram uma surpresa nada saborosa: ao tentarem usar o vale-alimentação, perceberam que estavam sem saldo nenhum. Inexplicavelmente, bandidos tinha roubado a senha do cartão. A hipótese mais provável é a de que um hacker tenha copiado os dados dos cartões no sistema da empresa responsável por fornecê-lo.

Golpe das bolinhas leva casal pra cadeia
Em março deste ano, um casal de estelionatários foi preso em Paraibuna. A dupla foi flagrada jogando bolinhas de gude na Rodovia dos Tamoios, para danificar veículos e aplicar golpes nas vítimas. Segundo a PM, os acusados são de Itaquaquecetuba, e estavam na região cometendo os crimes.

Ao passarem pelas bolinhas, os motoristas paravam o carro assustados com o barulho. Um homem se aproximava fingindo ser mecânico e mostrava uma falsa peça, que alegava ter caído do carro da vítima.

Ainda de acordo com a polícia, o falso mecânico dizia para as vítimas que seria necessário a compra de uma nova peça e que iria providenciar. Minutos depois ele retornava e fazia a cobrança de R$ 1.500, pela nova peça e mão de obra do mecânico.

Idosos
Os idosos são as vítimas preferenciais dos bandidos. Mas, às vezes, os papéis se invertem. Mês passado, em Taubaté, uma dupla de ‘velhinhos estelionatários’ acabou presa após aplicar golpes no comércio da cidade.Os sexagenários usavam documentos falsos para abrir crediários em lojas na cidade.

Depois de gastar no comércio da região central, eles revendiam os produtos em bancas de camelôs mais próximas. A polícia chegou até os dois criminosos a partir de denúncias feitas por três comerciantes. Cada estabelecimento tomou um prejuízo de R$ 800.

Rotina /Em Taubaté, esse tipo de ocorrência tem se tornado rotina. Em média, uma pessoa é vítima de estelionato por dia. A maioria das ocorrências são registradas no 1º DP (Distrito Policial), na região central da cidade. O delegado-assistente Renato Garcia explica que o furto ainda é o crime mais cometido, mas o estelionato aumenta consideravelmente quando o comércio da cidade está aquecido.

“Tem dia que acontece três ou quatro ocorrências. Mas, em média, são cerca de 20 casos por mês. Mas as outras delegacias também registram boletins de ocorrência. Quando o comércio está aquecido, aumenta a movimentação de pessoas no centro da cidade. Golpistas acabam se aproveitando para cometer crimes”, afirmou Garcia à reportagem do BOM DIA na manhã de sexta-feira.

Vergonha /Policiais civis ouvidos pela reportagem ainda lembraram que muitas pessoas, quando perdem dinheiro para estelionatários, preferem não registrar boletim de ocorrência. Muitas vezes por vergonha de ter caído na mentira. No começo deste ano, também em Taubaté, um caso ganhou repercurssão nacional e chegou a ser apontado pela polícia como estelionato.

A falsa grávida Maria Verônica Aparecida Vieira, 25 anos, inventou uma gravidez de quadrigêmeos. Ela recebeu dezenas de doações para os supostos bebês e, por conta disso, passou a responder por estelionato e falsidade ideológica. Maria Verônica, que ficou nacionalmente conhecida como ‘a falsa grávida de Taubaté’, ainda precisou pagar R$ 4.000 para uma mulher do Estado de Santa Catarina, que era dona do ultrassom que ela mulher apresentou a toda imprensa como sendo dela, quando ainda sustentava que estava à espera de quadrigêmeas.

A dona do ultrassom havia aberto um processo por danos morais e pediu, no começo do processo, uma indenização de 80 salários mínimos.

Pena /Dificilmente, um estelionatário acabará atrás das grades. Principalmente se o criminoso for réu primário ou se o prejuízo for pequeno. Neste caso, permite-se a substituição da pena de reclusão pela pena de detenção. Ou seja, a multa não excederá o valor de um salário mínimo. Muitas vezes, um valor irrisório perto dos danos causados à vítima do crime.

Há aumento na pena do estelionatário caso o crime seja cometido contra alguma entidade de direito público ou algum instituto de economia particular, assistência social ou beneficência. É, cuidado: a turma do 171 tá de olho na sua grana!

Mulher fez 50 vítimas em São José
Um caso que chamou a atenção em São José no ano passado, foi o de E. R. L, que fez cerca de 50 vítimas na cidade se passando por uma advogada que dizia ter meios de agilizar processos no INSS. Para agilizar o inquérito, ela cobrava das vítimas até R$ 1.500. Na casa dela, a polícia achou os carnês do INSS das vítimas jogados no lixo. O inquérito, conduzido pelo 6º Distrito Policial foi concluído ainda no ano passado.

Mas a prisão preventiva da advogada foi negada pela Justiça. Quando soube que foi descoberta, fugiu da cidade. Até agora, ela e o marido, considerados réus no processo, não foram localizados pela Justiça.

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