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13/07/2012 - Bom Dia Sorocaba Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Idosos são presas fáceis de golpistas

Por: Daniela Penha

Número de casos de estelionato em Bauru cresceu 17% em um ano; polícia faz alerta: ‘É preciso atenção’.

Na manhã de quinta-feira (12), a aposentada Maria da Silva Santos, 69 anos, pediu que uma vizinha a acompanhasse até o plantão policial para registrar boletim de ocorrência. Ainda assustada, ela contava que na tarde do dia anterior, quarta-feira (11), caiu em um golpe e teve R$ 350 e cartões de banco levados. Com o cartões, os golpistas conseguiram sacar e gastar mais de R$ 3,5 mil. No total, Maria perdeu mais de R$ 4 mil.

Duas mulheres bem vestidas entraram na residência da idosa, que fica no Pousada da Esperança I, com o pretexto de demonstrar um produto de fisioterapia. No lugar dos cartões da vítima, elas deixaram outros dois cartões em nome de terceiros. A idosa não se conformava: “Ela me tratou bem. Colocou o aparelho em mim, conversou comigo e, enquanto isso, a outra me roubava”, dizia.

Dona Maria faz parte do crescente número de vítimas de golpes e estelionato em Bauru. De acordo com levantamento da Polícia Civil de Bauru, de 2011 para cá, o número de estelionatos aumentou quase 17%. Além disso, ela tem as características comuns a um grupo que tem sido vítima fácil e frequente dos criminosos. Dona Maria, assim como outros bauruenses que caem toda semana em golpes, é idosa.

São comuns ocorrências de golpes em que pessoas com idade avançada são vítimas. Só nessa semana, quatro idosos dizem ter sido enganados, em situações diferentes. Na terça-feira (10), dois homens, de 67 e 64 anos, registraram boletim de ocorrência por terem comprado colchões de uma “loja falsa”. O dono de uma loja de colchões que ficava no Centro de Bauru, na rua Ezequiel Ramos, fechou as portas antes de entregar os produtos vendidos. Marlene Munhoz Pinheiro de Almeida, 67 anos, foi uma das vítimas.

Até agora, ela não acredita que seu produto não tenha sido entregue. “Comprei no dia 30 de abril. Gastei R$ 850 e eles me enrolaram até o dia que fecharam as portas”. A loja fechou na quarta-feira e ela registrou BO. Na quarta (11), um homem de 74 anos recebeu multa por uma irregularidade de trânsito cometida em um local onde ele nunca esteve. Há alguns dias, ele e a esposa entregaram documentos a um suposto “despachante”.

Na quinta, uma mulher de 78 anos foi vítima de estelionato e perdeu R$ 7,5 mil. Ela caminhava na avenida Cruzeiro do Sul quando foi abordada por duas mulheres de cerca de 30 anos que diziam ter uma tele-sena premiada cujo prazo para retirada do montante estaria vencendo. As mulheres disseram que não iriam conseguir retirar o prêmio e então lançaram a proposta: trocar a tele-sena por dinheiro. A dona de casa aceitou a proposta e perdeu o dinheiro sacado em um banco. O bilhete, claro, não estava premiado.

Entre os motivos que levam os maiores de 60 a serem presas fáceis está o fato de serem de uma época em que vigorava o “olho no olho” e não era necessário desconfiar o tempo todo. O delegado que registrou a ocorrência de dona Maria, Mario de Oliveira Ramos, explica que o idoso acredita mais facilmente na história contada. “Eles são de um tempo em que era comum receber serviços em casa, como a demonstração de um produto. São de uma época em que as coisas eram mais simples e, por isso acreditam nas pessoas”, diz.

Essa crença, que vem da diferença de gerações, quando atrelada a outras questões como as debilidades físicas que o organismo do idoso pode apresentar, o fato de que alguns idosos guardam dinheiro poupado por uma vida toda em banco ou em casa e o fato de alguns deles viverem sozinhos formam o conjunto de ingredientes perfeito para os golpistas. Portanto, o delegado Mário alerta que é necessário ter atenção e seguir recomendações básicas.

“Se você não pediu um serviço, não convidou alguém para ir à sua casa, não deve deixar um desconhecido entrar”, diz. Ele complementa dizendo que é necessário que não só o idoso, mas a população em geral, tenha cautela. “Quando você chegar em casa, sempre olhe se tem alguém observando. Nunca aceite ajuda ou dê informações a pessoas que não tenham identificação do local para o qual trabalham”, orienta. Dona Maria garante que, da forma mais triste, aprendeu a lição. “Eu perdi todo o dinheiro que tinha. Não caio mais”.

‘Esses casos são cíclicos’, explica delegado

O delegado seccional de polícia Bauru, Marcos Mourão, explica que, infelizmente, nos dias de hoje não dá para acreditar na bondade alheia. Assim como o delegado Mário, ele frisa que é necessário mais cautela e atenção das pessoas. “Não se deve aceitar em casa quem não é convidado e nem aceitar serviços de pessoas que não estejam credenciadas”, orienta Mourão.

O caso de dona Maria, por exemplo, é um golpe típico. “Esses casos são cíclicos. Sempre acontecem. Fazia tempo que não apareciam na cidade. Agora vão ocorrer por um tempo porque esses golpistas vão de bairro em bairro”. O delegado explica que a mesma modalidade de golpe pode ser aplicada de outras formas. “Um golpe muito comum é quando duas pessoas entram em uma estabelecimento e, enquanto uma delas distrai o vendedor, a outra faz o furto”. explica.

A troca de cartões que as duas golpistas fizeram com Maria também é um artifício comum e que dificulta que a pessoa se dê conta que foi vítima de fraude. O delegado explica que essa troca também pode ser feita pelos golpistas em agências bancárias ou estabelecimentos comerciais. Maria, por exemplo, só percebeu a fraude no final da tarde. “O banco já estava fechado e eu não pude fazer nada”, se queixa.

A demora possibilitou que os criminosos fizessem diversos débitos e compras na conta da idosa, isso porque a senha dos cartões estava junto a eles na carteira. Ao que a polícia faz a recomendação de nunca escrever senhas e deixá-las na carteira.

Dicas para manter-se atento

1 - Não aceite um serviço que não pediu
Se você não pediu o serviço, não aceite e não deixe que um estranho entre em sua residência. Apenas permita a entrada de pessoas convidadas ou solicitadas para alguma função.

2 - Veja se a pessoa está credenciada
Sempre que for aceitar ajuda ou serviço, como auxílio em bancos e medição de energia elétrica, verifique se a pessoa utiliza crachá de identificação e uniforme.

3 - Tenha atenção ao passar dados
Se a solicitação de dados for feita por telefone, peça para o atendente falar um dado seu primeiro. Se ele te ligou para alguma coisa, sabe quem você é.

4 - Nunca entregue documentos pessoais
Não entregue seus documentos pessoais na mão de estranhos. Se necessário, acompanhe a pessoa à empresa e certifique-se de que ele é funcionário.

5 - Tenha cautela com estranhos
Não é saudável que haja desconfiança ou medo constante em relação ao outro, mas esteja atento aos detalhes e ao comportamento de pessoas que você não conhece. Questione. Peça informações sobre a pessoa.

Vários casos

Janeiro
Uma senhora de 68 anos foi abordada na porta de casa, no Jardim Santa Edwirges, por um mulher que se dizia bancária. A idosa entregou seus documentos pessoais à golpista, que efetuou um empréstimo de mais de R$ 5 mil no nome dela e nunca mais voltou.

Fevereiro
Um aposentado de 75 anos perdeu R$ 8,4 mil em um golpe de “cura”. Com câncer, o idoso acreditou em golpistas que diziam que podiam curá-lo. Ele foi submetido a um ritual falso, em um hotel do Centro.

Abril
Acreditando que ganharia R$ 1 milhão, um homem de 72 anos, de Pederneiras, perdeu R$ 28 mil ao cair na lábia de golpistas que afirmavam que iriam ajudá-lo a resgatar seu prêmio.

Maio
Um senhor de 80 anos teve seu cartão bancário trocado por um homem que se dispôs a ajudá-lo dentro de uma agência bancária. O idoso tinha acabado de sacar a quantia de R$ 500.

Junho
Uma mulher de 72 anos foi enganada por “falsos mecânicos” que a abordaram na rua, dizendo que estava saindo fumaça de seu carro. O “conserto” acabou custando mais de R$ 3 mil.

5 de julho
Uma mulher de Jaú, 71 anos, foi abordada por golpistas quando ia ao velório. Com a história do bilhete premiado, as estelionatárias levaram R$ 15 mil da vítima, que pretendia receber uma recompensa de R$ 100 mil.

10 de julho
Dois idosos registraram boletim de ocorrência por não receberem colchões comprados em uma loja do Centro de Bauru, que fechou sem entregar os produtos comprados por seus clientes.

11 de julho
Uma mulher de 69 anos cai em golpe de demonstração de produto em casa e aposentado registra queixa por infração de trânsito que nunca cometeu.

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