Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


ÚLTIMOS TREINAMENTOS DE 2017 SOBRE FRAUDES e DOCUMENTOSCOPIA

Veja aqui a programação dos últimos treinamentos sobre Falsificações e Fraudes Documentais (16/11) e sobre Prevenção e Combate a Fraudes em Empresas (30/11).

Acompanhe nosso Twitter

15/07/2012 - Diário de Notícias / Lusa Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Consulado em França alerta para falsos empregos


O vice-cônsul português em Marselha alertou para falsas ofertas de emprego em França, disponíveis em jornais portugueses, nos cafés e bares de cidades e aldeias, e que levam pessoas a abandonar Portugal e a cair em situações de emergência social.

Na maioria dos casos, segundo disse Carlos de Sousa à Lusa, as ofertas prometem condições de trabalho que depois não se verificam: alojamento que se revela precário, ajudas de custo que não são pagas, ou salários que os empregados nunca chegam a receber. Mas há também falsas promessas de trabalho.

O vice-cônsul de Portugal em Marselha (Sul do país) disse à que "o que acontece com muita frequência é que as pessoas vão [de Portugal para França] trabalhar depois de terem assinado documentos que nem sabem o que significam".

Depois, "a diferença entre o que é prometido e o que acontece na verdade" leva diversas pessoas a este posto consular, que dá resposta a uma área onde o responsável estima que vivam cerca de 10 mil portugueses.

"São sobretudo subcontratados por outros portugueses que funcionam como intermediários entre os empregados e as empresas francesas. Muitos acabam por aparecer no consulado a pedir repatriamento. Cerca de dois por semana, nos últimos tempos. Mas o repatriamento só acontece em casos extremos, quando a pessoa é indigente e não tem nenhuma família", contou.

Carlos de Sousa diz que estes problemas surgem com mais frequência na construção civil e na agricultura, sobretudo nesta época, de colheita de frutas.

"Tivemos há tempos no consulado uma situação de burla de nove pessoas. O intermediário, português, recrutou-os em Portugal e pediu a cada homem 700 euros para os trazer até França. Depois deixou-os dispersos em vários locais, com a indicação de que uma carrinha iria buscá-los para irem trabalhar. Essa carrinha nunca apareceu", contou.

O vice-cônsul disse, no entanto, que não tem conhecimento de que haja trabalhadores ou famílias a dormirem nas ruas ou em situações precárias: "Na maior parte dos casos, as pessoas que vêm para aqui acabam por arranjar trabalho, se quiserem trabalhar. Mas passam momentos complicados. E o trabalho é sobretudo na construção civil", acrescentou.

"O que era bom", concluiu, "era que em Portugal deixassem de pôr anúncios desse tipo nos jornais. Que se confirmasse a fiabilidade das ofertas, e que as pessoas se informassem antes de sair".

O Governo português avançou, em junho, por todo o território nacional e nos destinos da emigração portuguesa, com a campanha "Trabalhar no estrangeiro", para prevenir a emigração desinformada.

As autoridades portuguesas estimam que, por ano, entre 120 e 150 mil portugueses abandonem o país.

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 161 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2017 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal