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10/07/2012 - Portal Terra Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Ex-premiê de Israel é inocentado de acusações de corrupção

O ex-premiê israelense Ehud Olmert abraça a ex-integrante de seu governo após o anúncio do veredicto, em Jerusalém.

O ex-primeiro-ministro israelense Ehud Olmert foi absolvido, nesta terça-feira, de acusações de corrupção, mas condenado por quebra de confiança, uma infração menor, num resultado visto como uma expressiva vitória para o político.

Olmert renunciou ao cargo de premiê em 2008 por causa das acusações, interrompendo as negociações de paz que ele mantinha com os palestinos. "Há justiça em Jerusalém", disse Olmert, 66 anos, após a sentença. Sorrindo muito, ele deixou o tribunal em meio a aplausos, abraços e beijos de admiradores.

Havia ampla expectativa de que Olmert seria condenado por corrupção, após se tornar o primeiro ex-premiê israelense a ser réu num processo criminal. Ele era suspeito de ter recebido US$ 150 mil em subornos de um empresário norte-americano, e de ter fraudado prestações de contas de viagens ao exterior na qual deveria arrecadar dinheiro para entidades beneficentes locais.

A condenação por quebra de confiança diz respeito à época em que ele foi ministro de Indústria e Comércio, em 2006, e teria beneficiado projetos de amigos íntimos. Por esse crime, ele pode ser condenado a três anos de prisão. O tribunal marcou para setembro as audiências que definirão a sentença.

Falando a jornalistas fora do tribunal, Olmert disse que esse caso foi "uma irregularidade regimental, não corrupção".

Quando anunciou sua renúncia, em setembro de 2008, Olmert disse que desejava lutar para limpar seu nome. Ele permaneceu interinamente como premiê até março de 2009, quando o governo do atual primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, tomou posse.

No veredicto, o tribunal de Jerusalém disse que a promotoria não conseguiu provar o caráter ilegal dos pagamentos feitos pelo empresário norte-americano Morris Talansky a Olmert antes de ele se tornar premiê.

Os juízes entenderam também que ele não violou leis ao arranjar reuniões entre Talansky, dono de um negócio de frigobares, com empresários hoteleiros conhecidos de Olmert.

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