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04/07/2012 - Diário do Nordeste Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Fraudes causam 70% do desperdício de água

Neste ano, foram encontradas 1.261 ligações. Vazamentos e manutenções também causam perdas.

A estiagem no Ceará faz com que a água seja ainda mais estimada pela população. No entanto, certas atitudes agravam a situação de uma região já vive um momento difícil com a intensa seca. Cerca de 70% do volume de água perdido no Estado é fruto de "gambiarras" nos sistemas de abastecimento, conforme a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece).

Somente nos primeiros cinco meses deste ano, a perda de água já chegou a 39,2 milhões de metros cúbicos, dos quais 27,8 milhões foram desviados por ligações fraudulentas. Com o volume perdido para a clandestinidade, daria para fornecer água para cerca de 180 mil habitantes, num período contínuo de cinco meses, com uma média diária de 155 litros por pessoa.

Diferentemente do que acontece quando há desperdício, em que o gasto inapropriado pode ser racionalizado, a perda de água está fora do controle dos usuários comuns. O processo ocorre quando a água nem mesmo chega ao destino final, sejam por conta de vazamentos, processo de manutenção ou ligações clandestinas.

As fraudes, cometidas pelos próprios moradores, foram detectadas em diversas regiões cearenses. Na Capital, os técnicos da Cagece encontraram, de janeiro a maio de 2012, 338 ligações clandestinas. Em todo o Estado, foram 1.261 fraudes. A situação no Interior é mais complicada, considerando as proporções demográficas. Na Bacia do Alto Jaguaribe, foram descobertas 268 desvios irregulares.

Abusos

A população também sofre por conta das irregularidades. "Encontramos pessoas enchendo açudes com ligações clandestinas, e isso causa desequilíbrio na cidade inteira. Irrigar e encher açudes são usos abusivos, bem maiores que o convencional", revela o gerente de controle de redução de perdas e eficiência energética da Cagece, Luiz Celso Braga Pinto.

Ele acrescentou que, em geral, a falta de água é atribuída à seca, mas, por vezes, pode ser causada também por esse tipo de prática. Quando ocorre uma conexão clandestina, feita sem maquinário e estudo apropriados, o desvio acaba gerando uma mudança na pressão do sistema de tubulação, afetando a distribuição do produto.

Luiz Celso alertou contra os riscos de contaminação. "A partir do momento em que não usam equipamento padrão, podem contaminar, não só a água deles, mas a rede inteira. Já aconteceu problemas onde houve a mudança do cloro residual e essa pode ter sido uma das causas", explica.

Desde o ano passado, a companhia de abastecimento tem intensificado as ações contra perda de água. Embora o volume que deixa de chegar ao destino final esteja entre os menores do Brasil, foi formada uma equipe técnica que, neste primeiro semestre, já percorreu quase 1.500 quilômetros em busca de vazamentos e ligações não-autorizadas pela Cagece.

Mudança

As multas para imóveis em situação irregular passam por um processo de mudança. Segundo o gerente Luiz Celso, o cálculo, feito por tempo e volume de água que determinava o montante a ser pago, será substituído por um valor fixo. "Acredito que, em dois meses, no máximo, já tenhamos adotado essa nova metodologia. Estamos esperando a aprovação das agências reguladoras", informa.

Os interessados em regularizar a situação têm de se dirigir à Cagece para quitar as dívidas e solicitar uma ligação oficial feita pela empresa. A nova instalação é realizada mediante o pagamento de uma taxa de serviço.

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