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06/06/2012 - Correio do Brasil Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Banco Central rastreia sinais de fraude na venda de ações do banco Cruzeiro do Sul


As ações do Cruzeiro do Sul, banco que sofre uma intervenção do BC, desabaram nesta quarta-feira
O Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) estão diante de mais um indício de fraude no banco Cruzeiro do Sul. No diário especializado Valor Econômico desta quarta-feira, fatos apontam para a decisão da família de Luís Octavio Índio da Costa de vender, duas semanas antes da intervenção do BC, R$ 115 milhões em ações do banco. A instituição da família de Luis Octavio Indio da Costa já sabia dos problemas encontrados pela fiscalização do BC quando vendeu os papéis, afirma a reportagem.

Há duas semanas da intervenção do Banco Central, os controladores do Banco Cruzeiro do Sul venderam R$ 115 milhões em ações preferenciais da instituição. Os papéis foram comprados em leilão realizado na Bovespa por um único fundo de investimento, gerido pelo banco Morgan Stanley, e que tem apenas um cotista. A venda das ações, segundo comunicado do Cruzeiro do Sul divulgado ao fim da transação, no dia 18 de maio, teria sido feita para enquadrá-lo nas regras do nível 1 de governança da bolsa, que exige pelo menos 25% dos papéis negociados livremente no pregão diário.

Sabe-se agora que a primeira data cogitada pelo BC para decretar a intervenção era 25 de maio. Tudo indica que, quando os controladores venderam os papéis, já estavam informados dos problemas encontrados pela fiscalização do BC, inclusive porque foi dado um prazo aos donos da instituição bancária para que equacionassem os problemas. Conforme antecipou o diário, o BC apontou a existência de créditos fictícios, o que levou à intervenção na segunda-feira.

O comprador dos papéis foi o fundo Caieiras, com patrimônio de pouco mais de R$ 1,5 bilhão e posições especulativas em ações e no mercado futuro. Procurado, o Morgan Stanley disse que não se pronuncia sobre suas operações. O Banco Cruzeiro do Sul e seus acionistas disseram que não comentariam a operação. Tão incomum quanto a decisão de vender as ações na iminência da intervenção é a atitude de um investidor de comprar volume tão grande de papéis de um banco que, sabia-se no mercado, enfrentava problemas.

A versão dos controladores para a operação, segundo fonte que acompanha o caso, é que na ponta final compradora estavam dois veículos de investimento de Luis Felippe e Luis Octavio Indio da Costa, pai e filho, donos do banco. O Morgan Stanley teria financiado a transação. Paralelamente, para garantir o pagamento do empréstimo, teria emitido CDBs comprados pelos controladores com o dinheiro da venda das ações. A operação parece não fazer sentido, principalmente por ter ocorrido pouco antes da intervenção.

O banco estava desenquadrado do free float mínimo desde o fim de 2008, quando fez uma operação de recompra de ações para elevar o valor dos papéis.

Ações em queda

Na manhã desta quarta-feira, as ações do Banco Cruzeiro do Sul desabavam 46%, quando voltaram a ser negociadas na bolsa paulista, após anúncio da intervenção do Banco Central na instituição no começo da semana. Às 11h35, a ação preferencial do banco, que não está na carteira teórica do Ibovespa caía 46%, a R$ 4,10, com apenas R$ 71 mil de giro financeiro para 26 negócios realizados. O índice que reúne as principais ações brasileiras tinha alta de quase 2%.

Nos dois primeiros pregões desta semana, a negociação das ações do Cruzeiro do Sul ficou suspensa, devido ao anúncio, na manhã de segunda-feira, de que o BC decretou intervenção no banco depois de ter identificado o comprometimento da situação econômico-financeira do banco e “grave violação de normas” pela instituição. As falhas no balanço do banco, relacionadas à contabilização irregular na carteira de crédito, foram identificadas pelo BC entre março e abril, disse uma fonte a par do assunto.

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) foi acionado para administrar o Cruzeiro do Sul por 180 dias. Também na segunda-feira, o diretor-executivo do FGC, Antonio Carlos Bueno, afirmou a jornalistas que as ações do Cruzeiro do Sul não seriam negociadas por pelo menos dois meses na bolsa paulista. No começo desta quarta-feira, porém, o banco enviou comunicado à Bovespa informando sobre a reabertura dos negócios com suas ações a partir desta sessão.

O Cruzeiro do Sul é especializado no crédito consignado e na oferta de empréstimos de curto prazo a empresas atrelados a recebíveis.

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