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04/06/2012 - DCI Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Executivos brasileiros acreditam que corrupção no país é generalizada nos negócios

Segundo pesquisa realizada pela Ernst & Young, 90% dos entrevistados no Brasil disseram que deveria haver, no país, mais supervisão por reguladores.

SÃO PAULO - Para um número crescente de executivos brasileiros, a pressão para cumprir as metas de crescimento de receita está minando o compromisso com o cumprimento das políticas e da lei. Com isso, o cenário competitivo continua a ser distorcido por uma conduta antiética. Essas são as conclusões da Global Fraud Survey 2012, pesquisa realizada pela Ernst & Young com executivos de todo o mundo.

Para 84% dos brasileiros entrevistados pela multinacional de auditoria e consultoria, a corrupção no país é generalizada no ambiente de negócios. O índice é bem superior à média global (39%) e também ao verificado na América Latina (68%). Para 20% dos executivos ouvidos, suborno e corrupção crescem por causa da crise econômica.

A pesquisa mostra que 90% dos entrevistados no Brasil disseram que deveria haver, no país, mais supervisão por reguladores. Além disso, 96% disseram acreditar que a gerência sênior das organizações deveria receber sanções penais se ficar comprovado que não foi feito o suficiente para prevenir fraudes, propinas ou corrupção.

“Apesar de este ainda ser um tema de muita preocupação entre os empresários brasileiros, houve algum progresso na última década por meio de reformas do setor público”, afirma José Francisco Compagno, sócio da área de investigação de fraudes da Ernst & Young Terco. “No entanto, as empresas precisam estar cientes de que cabe a elas criar os processos e a cultura para evitar que seus funcionários alimentem um esquema que nunca será positivo – nem para seus negócios nem para o país.”

No Brasil, as ferramentas de compliance mais utilizadas, segundo os entrevistados, para monitorar os processos em uso pelas empresas são: auditorias internas frequentes (94%), auditorias por agentes externos frequentes (92%), canais de denúncia (72%), monitoramento especializado de softwares e de sistemas de tecnologia da informação (72%), revisões regulares por escritórios de advocacia ou consultores externos especializados (58%).

Propina

Entre os 50 executivos entrevistados no Brasil, 12% disseram estar dispostos a fazer pagamento de propinas para conseguir ou manter um negócio, se isto for necessário para ajudar a sobrevivência da empresa em um ambiente de crise econômica. O índice é o dobro do registrado em 2010 e, na comparação com outras regiões, é inferior ao registrado globalmente (15%) e na América Latina como um todo (14%), mas bem superior aos 3% registrados na América do Norte. Além disso, 10% dos entrevistados brasileiros se disseram dispostos a usar entretenimento – que inclui viagens e presentes – para conseguir um novo negócio – nesse caso, a média global foi 30% e a da América do Norte, 36%.

Os eventos esportivos que o Brasil sediará nos próximos anos – Copa do Mundo em 2014 e Jogos Olímpicos em 2016 – representam desafios para negócios locais que procuram manter as relações em um mercado competitivo. Os entrevistados na pesquisa da Ernst & Young afirmaram que estão trabalhando para garantir que estarão preparados para registrar adequadamente todos os presentes recebidos e o entretenimento durante os eventos para demonstrar uma conduta dentro das regras. “Para encorajar seus funcionários a seguir esses processos, os gestores precisam ter certeza de que todas as funções de compliance e auditoria interna estão sendo respeitados”, diz José Francisco Compagno.

Responsabilidade dos conselhos

Os conselhos são apontados, por reguladores e acionistas, como os um dos responsáveis por responder a esses desafios e, por isso, estão sob intensa pressão. Porém, mais da metade dos entrevistados de cargos executivos (os chamados “c-suite executives”, em inglês) acredita que o conselho precisa de um conhecimento mais detalhado sobre o negócio para poder funcionar efetivamente como uma salvaguarda. Mensagens contraditórias estão sendo passadas pela administração – com o tom diluído pela incapacidade de punir a má conduta. Quase 50% dos entrevistados acreditam que mesmo a gestão comunicando seu compromisso para com políticas anticorrupção e antipropina, funcionários não são penalizados por descumprir esses preceitos.

“Crescimento e conduta ética podem parecer prioridades contraditórias atualmente no mundo dos negócios. Nossa pesquisa mostra que, enquanto as companhias continuam buscando oportunidades em novos mercados, muitos executivos estão subestimando os riscos. Os conselhos precisam pressionar seus executivos para conduzir avaliações de risco mais frequentes e mais robustas”, afirma o sócio da Ernst & Young Terco.

CFOs sob os holofotes

Os CFOs estão entre os mais influentes executivos que reportam ao conselho questões de corrupção, fraude e propina. Os resultados da pesquisa com quase 400 CFOs entrevistados, no entanto, sugerem que uma minoria relativa poderia ser parte do problema. Entre os consultados, 15% disseram que estariam dispostos a fazer pagamentos em dinheiro para ganhar negócios e 4% afirmaram que estariam dispostos a maquiar os resultados financeiros. Esse grupo de executivos não é grande em números absolutos, mas, dada a responsabilidade que têm, representam um grande risco para seus negócios e para seus conselhos.

“Os CFOs com quem trabalhamos estão comprometidos com padrões éticos extremamente altos. Mas a influência cada vez maior desses profissionais dentro das companhias significa que eles têm um papel-chave em prevenir a fraude, a propina e a corrupção e eles precisam desdobrar seus esforços para delimitar as políticas mais adequadas. Os CFOs precisam garantir que eles próprios estão treinados, que eles têm consciência sobre os riscos envolvidos ao mesmo tempo em que demonstram apoio para iniciativas anticorrupção”, conclui José Francisco Compagno.

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