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04/06/2012 - G1 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Quadrilha usava vírus para clonar cartões bancários, diz PF

Por: Rafael Sampaio

Grupo causou prejuízos de mais de R$ 500 mil em cerca de dez meses. Vírus interceptava senhas antes que elas chegassem às centrais.

Uma quadrilha presa pela Polícia Federal (PF) nesta segunda-feira (4) por suspeita de clonagem de cartões de crédito causou prejuízos de mais de R$ 500 mil em cerca de dez meses, segundo delegados responsáveis pela operação. O grupo, que atuava na cidade de São Paulo e na região metropolitana, roubava informações de cartões bancários usando um vírus de computador que interceptava os dados antes que eles chegassem às centrais de informática.

Com os dados interceptados, os cartões eram copiados e usados para compras via internet, operações em lojas de atacado e até para pagar boletos de financiamento, de acordo com a polícia. Os primeiros indícios de atuação do grupo datam de agosto de 2011, quando uma operadora de cartões de crédito notificou a Polícia Federal de movimentações atípicas, em valor pequeno, procedimento conhecido como "teste" de cartões clonados.

De acordo com a delegada Cecília Machado, responsável pela Operação Klon, as ações foram monitoradas até dezembro do ano passado, quando foi constatado que o grupo estava em um hotel em Guarujá.

A quadrilha usou um método novo para a clonagem de cartões que a polícia desconhecia, afirma o delegado Raffael de Bonna, também da Polícia Federal. Eles atacavam máquinas conhecidas como Pim Pads, mais comuns em supermercados, lojas grandes e estabelecimentos que precisam de muitas máquinas de cartões ao mesmo tempo.

O grupo, afirma o delegado, aproveitava uma brecha no envio de informações das máquinas - os dados dos cartões não eram criptografados (transformados em código) no envio entre as lojas e a central de informações, responsável por repassar os dados às operadoras de cartões. A quadrilha contava com um técnico de informática que fazia a manutenção dos leitores de cartões de crédito em lojas e instalava o vírus, chamado Thundercat. Os principais alvos eram farmácias e postos de gasolina, de acordo com a PF.

Quem é quem

Ao todo, foram presas 12 pessoas na região metropolitana, em cidades como Taboão da Serra, Osasco, Carapicuíba e Barueri. Os dois líderes da quadrilha são irmãos, têm antecedentes criminais por assalto à mão armada e migraram para os crimes cibernéticos recentemente, afirma a delegada Machado.

"Há fotos deles em iates, bebendo champanhe, usando carros novos, modelo Honda Civic. Eles ostentavam, viviam em casas noturnas e compravam presentes caros para suas mulheres. Mas, ao mesmo tempo, viviam em casas simples, o que mostra que eles gastavam o produto do crime", diz a delegada. Ela informa que um dos criminosos chegou a gastar R$ 3 mil na compra de roupas para uma festa realizada no Parque Anhembi, no último fim de semana.

Os criminosos são relativamente jovens, na faixa dos 30 anos, segundo o delegado De Bonna. Três deles eram microempresários e usavam os cartões clonados para comprar produtos no atacado, que eram revendidos em suas lojas. Um deles era dono de uma adega, outro era proprietário de uma loja de conveniência e as mulheres dos irmãos chefes da quadrilha possuíam pequenos comércios.

A quadrilha contava com a conivência de alguns lojistas, que permitiam que até seis cartões de crédito fossem usados para compras ao mesmo tempo. "Em uma destas operações, eles chegaram a comprar 12 TVs de plasma, último modelo, em um estabelecimento com vários cartões diferentes", diz a delegada. Ela estima que o prejuízo é pelo menos quatro vezes maior do que o detectado até agora. Outros R$ 2 milhões em operações ainda são rastreados pela polícia.

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