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03/06/2012 - Sol Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

25% dos raptos são simulados

Por: Joana Ferreira da Costa

Para testar o amor da namorada ou encobrir uma infidelidade há quem finja ser raptado. Um em cada quatro sequestros é falso.

Ana estava em pânico. O namorado ligara-lhe a dizer que fora raptado por três homens e metido num buraco. Estava escuro e não conseguia sair dali. A jovem correu à polícia, que começou a investigar o caso. Durante três dias, Ana recebeu telefonemas de Luís, que chorava com medo que o matassem. Mas afinal tudo tinha sido fingido: Luís queria perceber se a namorada gostava verdadeiramente dele.
No ano passado, as autoridades policiais registaram 507 casos de rapto e sequestro no país. Grande parte são falsos. Dos 150 investigados, 25% foram simulados, soube o SOL junto de fonte do Ministério da Justiça.

A maioria das simulações dura no máximo três dias. Foi o que sucedeu com Luís, que reapareceu ao fim desse período e, ao ser interrogado pela Polícia Judiciária (PJ), disse ter sido ‘libertado’ pelos raptores.

Mas horas antes de Luís ter aparecido já as autoridades tinham descoberto que o sequestro era falso. «Conseguimos autorização judicial para localizar o telefone e, pelo histórico, percebemos que o buraco onde o rapaz estava não era buraco nenhum. O sinal do telemóvel passava da margem Norte para a margem Sul do Tejo», recorda ao SOL uma inspectora da PJ, acrescentando: «Mal o confrontámos com a verdade ele foi-se abaixo e confessou que inventara tudo. E explicou que só queria testar o amor da namorada».

De acordo com a Judiciária, quando a namorada soube «da verdade nem queria acreditar que ele tivesse fingido toda aquela situação».

Apesar disso, Ana continuou a relação com Luís, quando ele foi acusado pelo Ministério Público de simulação de crime – que a lei pune com prisão até um ano ou com pena de multa até 120 dias.

Amor proibido origina raptos na comunidade cigana

O caso de Luís não é, porém, dos mais comuns. Na maioria das vezes, os sequestros ou raptos fictícios surgem da necessidade de justificar uma ausência.

«As pessoas passam noites fora de casa ou faltam ao emprego e dizem que estiveram sequestradas», adianta ao SOL a inspectora, lamentando que as autoridades percam tempo a investigar estes casos.

Há também, segundo dados da Polícia Judiciária, muitas situações de adolescentes que mentem aos pais para justificarem faltas às aulas.

Pretexto não menos comum são os casos de infidelidade. Tem havido registo de raptos simulados por maridos ou mulheres que, para justificarem as ausências (uma vez que mantêm casos extraconjugais), alegam ter sido vítimas de sequestro.

«São quase sempre situações de um ou dois dias», diz a inspectora da Polícia Judiciária, acrescentando que «muitas vezes quem simula um rapto nem sabe que está a cometer um crime».

Entre os processos investigados pelas autoridades muitos envolvem pessoas de etnia cigana. «Nesta etnia os casamentos são organizados pelos pais. E quando estes não aceitam o casamento, muitas vezes as raparigas são raptadas pelos namorados», conta aquela fonte da PJ, esclarecendo que, nesta situação, são ambos os noivos que fingem o rapto para poderem viver juntos: «Este tipo de raptos é quase uma tradição quando as famílias desta etnia não aceitam a união».

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