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02/06/2012 - O Documento Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Irmão afirma que Magda ficava com 80% do valor das fraudes na Conta Única


Irmão da ex-coordenadora da Conta Única do governo do Estado, o contador Silvan Curvo confessou participação na fraude que desviou cerca de R$ 18 milhões dos cofres públicos por meio de pagamentos realizados através do sistema BBPAG. Durante quase 9h de depoimento, Silvan contou que cooptava “laranjas” e repassava à Magda Curvo Muniz 80% dos valores depositados nas contas bancárias. Dos 20% restantes, 10% ficavam com ele e 10% eram entregues aos proprietários das contas. Após depor, Silvan foi preso e encaminhado à Polinter.

Conforme informou à polícia, a possibilidade de praticar os desvios foi apresentada pela irmã e, a partir de então, ele iniciou a busca por contas bancárias de conhecidos.

Segundo a delegada Cleibe Aparecida de Paula, somente Silvan incluiu 11 pessoas na lista de beneficiários. No total, o grupo recebeu R$ 6 milhões da Conta Única entre os anos de 2007 e 2011, sendo que R$ 4,8 milhões foram repassados à Magda e R$ 600 mil a Silvan, que usava os recursos para pagar contas pessoais e do escritório.

A possibilidade de promover uma acareação entre os irmãos, ou seja, colocá-los frente a frente para confrontar as informações apresentadas, ainda está sendo estudada pela polícia, mas, conforme a delegada, a prática não é muito utilizada. “Eles acabam vindo e ratificando o que disseram anteriormente. Achamos que isso não acrescenta às investigações”.

A versão apresentada por Silvan coincide com a que o ex-servidor da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), Edson Rodrigo Ferreira Gomes, defendeu. A diferença é que Edson declarou que ficava com 20% dos valores desviados e não mencionou nenhum repasse aos “laranjas”.

Embora a maioria deles tenha afirmado que não tinha conhecimento da fraude e não recebeu nenhuma parte do montante desviado, a polícia já constatou o contrário. “As investigações sobre o patrimônio de cada um estão bem avançadas e temos documentos que comprovam que muitos ‘laranjas’ foram, sim, beneficiados com o esquema”.

Além de Magda e Silvan, também estão sendo investigados a esposa do contador, Edilza, e os filhos da ex-servidora, Giovani, Giuliano e Gianne Curvo Muniz. No entanto, a polícia ainda não sabe precisar qual o montante desviado pela família. “Esta será justamente a próxima fase da investigação, verificar quanto cada um recebeu”.

Os patrimônios adquiridos por Magda e família que mais chamam a atenção são três residências luxuosas avaliadas em aproximadamente R$ 1 milhão, sendo duas delas localizadas em um condomínio fechado na Capital e uma no bairro Jardim Itália.

Na última quinta-feira (31), os filhos dela compareceram à Delegacia Fazendária (Defaz), mas se reservaram ao direito de permanecer em silêncio.

Segundo Cleibe de Paula, expectativa é que o inquérito que investiga o pagamento realizado a pessoas físicas seja concluído em 20 dias. Na próxima segunda-feira (4), a polícia espera ouvir Vânia Teresinha Coelho, em cuja conta foram movimentados R$ 344,7 mil. Também são aguardados os depoimentos do pai de Edson, Vicente Ferreira Gomes, e de Tânia Lopes, que trabalhou como doméstica na casa de Vicente e em cuja conta foram depositados R$ 83,7 mil.

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