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06/10/2007 - Gazeta Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Exportadora de café é suspeita de sonegar R$ 12 milhões em Colatina

Por: Nilo Tardin


Colatina. O Grupo de Proteção a Ordem Tributária (GETPOT) deflagrou ontem a Operação Acádia, em Colatina, Noroeste do Espírito Santo, à procura de provas de fraudes fiscais na comercialização de café praticadas pela firma Acádia Comércio e Exportação Ltda.

Os sócios da empresa são suspeitos de sonegar mais de R$ 12 milhões, nas contas do Ministério Público Estadual (MPES). Os dirigentes empresariais estão sendo investigados por sonegação, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e formação de quadrilha, segundo os policiais e promotores de crimes fazendários.

Na manhã de ontem, sete mandados de busca e apreensão expedidos pela 1ª Vara Criminal da Serra foram cumpridos no escritório, salas, sítio e residências dos sócios, vasculhados simultaneamente pela equipe de 30 agentes do GETPOT, por militares do 8º Batalhão, auditores da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) e promotor de Justiça. Um ponto no município da Serra ligado à empresa fiscalizada também foi revistado na operação.

Foram apreendidos quatro automóveis, R$ 130 mil em dinheiro, armas, centenas de notas fiscais, blocos, computadores e documentos contábeis, e levados para Vitória, onde serão analisados. Duas pessoas foram conduzidas à delegacia do município por porte ilegal de arma.

Operação. Segundo os investigadores, o milionário esquema de sonegação funcionava assim: A Acádia simulava a compra de café de Rondônia. Logo após, os empresários requeriam a compensação de créditos no Espírito Santo. Para isso, eles utilizavam notas fiscais frias ou emitidas por empresas "laranja".

"O golpe pode chegar aos R$ 13 milhões. Os bens possivelmente comprados com o dinheiro sonegado foram recolhidos objetivando garantir o ressarcimento ao Estado", disse o promotor de Justiça no comando operação, que preferiu não ter seu nome revelado.

As estantes e gavetas da Acádia ficaram vazias no final da manhã de ontem. A fiscalização calcula que o grosso das fraudes tenha ocorrido entre os anos de 2003 e 2004. Auditores informam que a empresa foi multada em R$ 12.958.258, 75, sendo que deste valor R$ 4.643.444,03 já estão inscritos na Dívida Ativa da Fazenda.

Entenda o golpe

A Acádia simulava a compra de café de Rondônia. Após a simulação, formulavam requerimento de crédito de ICMS ao Estado com a finalidade de fazer a compensação de tributos devidos pela empresa que retinha os créditos mercantis.

Também está sendo averiguado o uso de nomes e de documentos de pessoas, os chamados "laranjas", para legalizar as transações comerciais. O uso de uma nota fiscal para legalizar o duplo transporte de café é outra hipótese de fraude investigada na empresa colatinense.

A fiscalização também descobriu que algumas notas fiscais oriundas do Estado de Rondônia eram falsas ou emitidas por empresas cujos registros estavam suspensos no extremo Norte do Brasil, cancelados ou fora de atividade.

A investigação apurou que servidores públicos de Rondônia estariam envolvidos no golpe, fornecendo carimbos para enganar a receita.

Fonte: Grupo Especial de Proteção a Ordem Tributária (GETPOT)


o outro lado

"Estamos tranqüilos e agiremos dentro da lei"

A Acádia Comércio e Exportação de Café Ltda. atua há 18 anos no comércio de café. Os diretores afirmam que estão tranqüilos quando à autenticidade da documentação e negam as acusações de fraudes. "Estamos tranqüilos. Vamos esperar as coisas acontecerem para que possamos agir dentro da lei", disse Luiz Fernando Mattedi, um dos diretores da Acádia. Segundo ele, a fiscalização inviabilizou o funcionamento da empresa nos próximos dias, e o escritório deverá ficar fechado até o recurso de defesa ser impetrado pelos advogados da firma. Quatro armas foram recolhidas pela polícia no sítio e na casa de um dos sócios. Ele tinha o registro da arma e foi liberado. O caseiro do sítio e um dirigente da empresa foram autuados pelo delegado Everton Fernandes, do Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de Colatina, por posse ilegal de arma e liberados sob fiança.

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