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05/10/2007 - Cidade Biz Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Percepção sobre fraudes nas empresas cresce na América Latina, diz pesquisa


A América Latina é a região do planeta que mais vê crescer a percepção de fraudes corporativas, segundo pesquisa da Kroll, feita em parceria com a Economist Intelligence Unit. Para 45% dos executivos consultados, o problema aumentou na região nos últimos três anos, ao passo que apenas 33% apontam essa tendência para o mundo como um todo, no mesmo período.

"Em função de as empresas passarem por processos de abertura de capital e modernização da estrutura corporativa, os controles têm se tornado mais robustos. Assim, as fraudes são mais identificadas, o que implica na maior percepção de agravamento do problema", diz Eduardo Gomide, diretor de Serviços Financeiros da Kroll para América Latina e Caribe e diretor-executivo da prestadora de serviços financeiros no Brasil. Ele participou nesta quinta-feira do evento “Fraude Corporativa – Uma Perspectiva Global”, na Amcham-São Paulo.

O estudo, que consultou 900 altos executivos de grandes companhias, indica que a América Latina é seguida de perto por Oriente Médio e África. Para esses locais, o número registrado foi levemente inferior, de 44%.

Principais resultados:

• 80% das empresas sofreram alguma forma de fraude corporativa.
• Uma em cada dez companhias perde US$ 100 milhões ao ano devido a fraudes.
• 50% consideram-se vulneráveis a fraudes.
• Oito em cada dez empresas acreditam que a sua vulnerabilidade global aumentou no período.
• 58% atribuem à auditoria interna ou ao departamento financeiro a função de lidar com fraudes corporativas.
• 79% das companhias utilizam controles financeiros e 70% empregam segurança de Tecnologia de Informação.
• Grandes empresas têm seis vezes mais prejuízos com fraudes do que as pequenas.
• 81% das companhias dizem que sua exposição a fraudes aumentou.

“Nos últimos cinco anos, as empresas têm feito movimentos importantes na busca de coibir o movimento de fraude devido à lei Sarbannes-Oxley e a outras legislações. Isso determinou que o combate à fraude corporativa viesse à ordem do dia”, afirma Gomide.

O setor líder em prejuízos, segundo o estudo, apesar de altos investimentos para combater fraudes, é o de serviços financeiros, que acumula perdas de mais de US$ 200 milhões nos últimos três anos. "O investimento tem sido alto, mas é insuficiente ainda para estarmos à frente dos fraudadores. Eles estão muito além em termos de tecnologia", salienta Adriana Giovanelli, compliance head do Banco Fibra.

Rotatividade fragiliza - Eduardo Gomide, da Kroll, destaca que entre as principais causas do aumento da exposição ao problema estão a alta rotatividade dos funcionários, a existência de sistemas de TI complexos, entradas em novos mercados e a colaboração entre companhias. “A alta rotatividade é um fenômeno atrelado à terceirização. A falta de comprometimento que a terceirização gera é um componente que agrava a fraude.”

Julian Garrido, chief financial officer da General Electric, também vê a alternância de profissionais como decisiva. Ele ressalta ainda a importância de informar claramente a funcionários e parceiros o que é correto aos olhos da companhia. “Trabalhamos com transparência, cosncientização e tolerância zero.”

Trata-se de uma política enérgica, em um país conhecido pelo "famoso jeitinho, que proporciona várias fraudes", como lembra Sylvia Urquiza, sócia do escritório Trench, Rossi e Watanabe Advogados.

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