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05/10/2007 - Jornal da Cidade de Bauru Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Corrupção na Polícia Civil é apurada com rigor, afirma novo delegado geral

Por: Gustavo Cândido


Delegado geral da Polícia Civil do Estado de São Paulo desde o dia 10 do mês passado, Maurício José Lemos Freire, 51 anos, tem experiência de sobra para ocupar o cargo máximo da instituição paulista. Com três décadas de atuação na polícia, seu currículo inclui, entre outras, passagens pelo Setor de Operações Especiais (SOE), Divisão de Investigação sobre Entorpecentes (Dise) do Denarc e o Grupo Especial de Resgate (GER), além da própria Academia de Polícia, de onde já foi diretor e continua atuando como professor de armamento e tiro.

Além da direção da Polícia Civil paulista, Freire também ocupa a presidência do Conselho Nacional dos Delegados Gerais de Polícia do Brasil e integra o Conselho Nacional de Segurança. Em resumo, é um dos mais importantes nomes do País quando o assunto é segurança pública. Acompanhado por uma comitiva que incluía Sérgio Roque, presidente da Associação dos Delegados do Estado de São Paulo (Adpesp) e Dirk Hennings, coronel de um grupo de elite da Força Aérea alemã, Freire veio a Bauru ontem participar de uma recepção em homenagem ao diretor do Deinter-4, Roberto de Mello Annibal.

Ao chegar na cidade falou ao Jornal da Cidade sobre a Polícia Civil e garantiu que os casos de policiais acusados de corrupção são apurados com rigor.

Jornal da Cidade – O senhor está há menos de um mês no comando da Polícia Civil paulista. Como tem avaliado a instituição?

Maurício Lemos Freire - Estamos fazendo uma grande radiografia de todos os departamentos da Polícia Civil. Já tinha um panorama dentro da Academia mas agora estamos fazendo uma coisa mais completa. Eu acho que tem áreas que estão funcionando muito bem, outras que precisamos adequar algum tipo de metodologia, um ritmo um pouco diferente. Mas estamos num caminho bom. As polícias do Brasil têm evoluído muito nos últimos anos. Em São Paulo, a Polícia Civil tem 103 anos, mas no Brasil a Polícia Civil tem 200 anos e, nos últimos 5, 6 anos, a evolução foi muito grande. Nesses cinco anos nós tivemos mais meios, mais condições, mais equipamentos, mais softwares, mais métodos... Agora está na hora de investirmos naquilo que temos de mais importante, que é o ser humano, o policial. Nós precisamos ter um policial bem escolhido no seio da sociedade, bem informado, bem atualizado, bem preparado e muito bem cobrado para prestar o serviço que a gente espera


JC – Como o senhor vê as denúncias de corrupção na polícia?

Freire - Felizmente a grande maioria dos policiais é muito boa, muito dedicada. O trabalho policial é um sacerdócio, precisa ser vocacionado. Nós temos isso na polícia, mas como em todas as camadas da sociedade, não estamos imunes a nada, sempre tem uma laranja que está meio apodrecida, mas todos os dias tentamos depurar. Infelizmente acontecem alguns fatos, mas a energia com que se procura apurar isso, afastar os maus policiais, ocorre todos os dias. O Conselho da Polícia Civil em todas as suas reuniões semanais tem punido esses maus elementos e expurgado aqueles que não se pode nem chamar de policiais... A população tem que ter essa consciência. Nós precisamos da parcela da população cada vez mais trocando informações conosco, trocando métodos, visões e nos informando, nos possibilitando depurar mais.


JC – Em que a Polícia Civil de São Paulo supera as outras?

Freire - Eu não acho que a polícia de São Paulo supera ninguém, eu acho que cada um tem uma parcela importante. O que a gente tem é um volume de casos muito grande e isso faz com que o policial acabe tendo uma agilidade diferenciada. Todas as nossas polícias têm suas especialidades, o importante é a gente trocar essas experiências e juntos descobrir as melhores maneiras, os melhores métodos do combate à criminalidade.


JC – Como membro do Conselho de Segurança Nacional, o que o senhor defende para acabar ou reduzir a criminalidade?

Freire - A gente tem que lutar pela metodologia aplicada em todo Brasil, que seja uma metodologia padronizada, que a gente troque cada vez mais informações de inteligência policial, que cada vez se procure substituir a força, às vezes necessária, pela inteligência. E quando for usar essa força necessária, que ela esteja dentro de princípios e parâmetros, dentro do equilíbrio necessário, das individualidades, do respeito aos direitos humanos. Nós precisamos dar tranqüilidade ao cidadão e intranqüilidade ao marginal.


JC – O que o senhor pensa sobre o uso de armas não letais?

Freire - Nós temos vários projetos de cada vez mais utilizar como recurso, dentro desse uso progressivo da força, o equipamento de armas menos letais.


JC – O senhor é instrutor da Swat de Miami e conhece polícias do mundo todo. O que essa trocas de experiências traz para a polícia paulista?

Freire - O intercâmbio que temos com outros países é fundamental para a troca de tecnologia, equipamentos e métodos. A gente quer reativar esses contatos e implementar esses intercâmbios. A gente também tem muita coisa para ensinar. Nossos policiais são muito bons, estão preparados em diversas áreas e têm muito a trocar


JC – Agora como delegado geral o senhor pretende deixar as aulas na Academia de Polícia?

Freire – Não, a gente vai ter que achar um tempo. É uma atividade fundamental essa atualização. Hoje a garotada vem um ‘chipzinho’ diferente e obriga a gente como professor a estar sempre pesquisando, sempre atualizado. Espero encontrar o tempo para cada vez mais estar na sala de instrução.

Currículo

Maurício José Lemos Freire está na Polícia Civil há 30 anos e ocupava, desde janeiro deste ano, o cargo de diretor do Departamento de Identificação e Registros Diversos (Dird). Antes disso, Freire foi delegado titular da Delegacia de Crimes Raciais; da 1ª Delegacia de Proteção a Autoridades, Dignatários e Representantes Consulares do Departamento de Comunicação Social; do Setor de Operações Especiais (SOE) e da Divisão de Investigação sobre Entorpecentes do Denarc.

Um dos fundadores do Grupo Especial de Resgate (GER), também foi delegado adjunto no Serviço Aerotático (SAT), Divisionário e Diretor da Academia de Polícia, onde dá aulas de Armamento e Tiro, desde 1987.

Desde 1991, Freire é o único brasileiro credenciado como instrutor da Swat do Departamento de Polícia de Miami, na Flórida, Estados Unidos.

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