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23/04/2012 - G1 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Aluno de autoescola filma fraude de CNH e entrega vídeo à polícia de MT

Por: Kelly Martins

Investigação resultou na Operação Palma de Ouro, deflagrada nesta segunda. Proprietários de autoescolas, servidores e instrutores foram presos.

Um aluno de uma autoescola de Tapurah, cidade a 418 quilômetros de Cuiabá, gravou em vídeo o momento em que servidores do Departamento Nacional de Trânsito de Mato Grosso (Detran-MT) cobraram propina para fraude na emissão de Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na cidade. Com uma microcâmera, o candidato filmou o local onde realizaria a prova do exame para mudar a CNH de categoria e a ocasião em que recebeu a aprovação no teste prático de direção sem que entrasse no carro.

As imagens também mostram o dono da autoescola negociando com os examinadores do Detran o pagamento de R$ 2 mil para a mudança da CNH de ‘B’ para ‘C’, o que lhe permite dirigir caminhão de carga e micro-ônibus. Toda a gravação foi entregue pelo aluno à Polícia Civil de Tapurah.

A investigação resultou na prisão de sete pessoas, durante a Operação Palma de Ouro, deflagrada nesta segunda-feira (23) em Cuiabá, Tapurah e em Lucas do Rio Verde. Entre os presos estão três servidores, dois proprietários de autoescola e dois instrutores de trânsito. Também foram cumpridos seis mandados de busca em residências, na autoescola e no Ciretran de Tapurah.

“Só cheguei, assinei e fui embora”, contou. O aluno também declarou que fez imagens desde o primeiro dia quando foi a autoescola para mudar a categoria na carteira. Para isso, segundo ele, foi necessário pagar R$ 1 mil para iniciar o processo administrativo de alteração e para as 15 horas de aula prática de direção como exige a lei.

O candidato fez exame médico e psicotécnico. Porém, no dia da prova, na fila de espera junto aos outros candidatos, o aluno procurou o dono da autoescola e disse que estava com medo de reprovar. Em trecho da gravação o candidato diz: “não vou fazer não. To com medo de errar esse negócio aí. Quanto que o senhor acha que dá pra fazer?”, pergunta o aluno ao gerente da autoescola que responde: “vou ter que ligar ali para o cara ali”.

O gerente da autoescola se afasta e passa alguns minutos ao telefone. “Essas aulas já tinha sido lançada no sistema entendeu. Porque quando vai fazer esse tipo de coisa a gente não lança as aulas, ta entendo. Que é pra não aparecer lá no sistema. Só que ai é o seguinte, devido ter lançado essas aulas ai. Ai fica mais caro”, revela o vídeo. Em seguida o gerente revela o valor de R$ 2 mil como pagamento.

O delegado de Tapurah, Luiz Henrique de Oliveira, responsável pelo inquérito, contou que dinheiro solicitado foi depositado em uma conta bancária indicada pelo gerente no dia 3 de abril. A investigação apontou que a conta seria da neta do gerente. Mas o aluno guardou o comprovante de depósito e encaminhou à polícia.

O delegado disse que há imagens do candidato saindo do local do teste após a assinatura da lista de presença comprovando que ele não teria feito a prova prática. No entanto, o nome dele estava na lista oficial de aprovados após passar pelos examinadores do Detran.

Outros alunos também teriam se beneficiado do esquema e foram aprovados sem fazer a prova. De acordo com o delegado, na data do teste, os candidatos combinados apenas assinavam a lista de presença no local de prova, sem entrar no veículo para fazer os testes de baliza, garagem e rua.

“Aprovados”

A investigação apontou que o esquema seria gerenciado pelo proprietário da autoeescola que intermediava, junto aos examinadores do Detran, a suposta compra da aprovação dos candidatos. “Também há sérios indícios de que alguns candidatos não estavam realizando as aulas práticas necessárias à aprendizagem de direção, mas mesmo assim eram relacionados para fazer o teste”, disse o delegado Luiz Henrique.

Polícia Civil informou que as sete pessoas presas podem responder por crimes de corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica, tráfico de influência, inserção de dados falsos em banco de dados da Administração Pública e formação de quadrilha.

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