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27/04/2012 - R7 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Dona de empresa que deu "calote" em formandos será ouvida na quarta-feira, informa delegado

Empresária, que já faltou a dois depoimentos, deve ser indiciada por estelionato.

A proprietária da Lilitty Eventos prestará depoimento no 63º Distrito Policial, na Vila Jacuí, zona leste, na próxima quarta-feira (2). A data foi confirmada pelo delegado Marcel Druziani. Ele contou que pretendia ouvi-la ainda nesta sexta-feira (27), mas a defesa da empresária alegou “problemas de ordem pessoal” e pediu nova data.

A dona da Lilitty deve ser indiciada por estelionato. A empresa dela deixou de realizar dois bailes de formatura, em Guarulhos e Suzano, região metropolitana de São Paulo, lesando cerca de 300 estudantes.

Nesta quinta-feira (26), o Tribunal de Justiça do estado negou o pedido de habeas corpus apresentado pelos advogados da empresária. A medida visava evitar o indiciamento.

De acordo com a decisão judicial, a liminar foi negada, “já que o fato de alguém ser intimado para prestar esclarecimentos em inquérito policial não constitui qualquer constrangimento ilegal, passível de ser sanado por via deste remédio jurídico". Além disso, o TJ entendeu que somente após o depoimento da empresária será possível constatar se houve intenção por parte da empresária em não realizar o evento, que havia sido contratado.

Druziani não descarta a hipótese de expedir mandado de condução coercitiva, caso a empresária deixe de comparecer ao depoimento pela terceira vez..

Risco de causar dano

Na interpretação do delegado, a proprietária da Lilitty Eventos “assumiu o risco de causar dano”, portanto, deve responder por estelionato.

— Inicialmente, vamos falar de má gestão, o que foi apontada de forma categórica pelo proprietário do salão de festas de Guarulhos. Ele disse que estava perplexo com a desorganização da empresa, com a falta de controle.

No depoimento, o dono do espaço relatou que foi procurado em novembro pela empresária, que manifestou interesse em alugar o salão para o dia 31 de março.

— O preço era em torno de R$ 15 mil. Ela concordou e sumiu. Não voltou para assinar o contrato nem dar o sinal exigido. Como não retornou, o salão foi locado para um cantor sertanejo. Ao ver a publicidade do show, ela foi desesperada perguntar sobre a locação. O dono do salão forneceu uma nova data. Ela avisou as pessoas de última hora, causou sérios transtornos a todos, e o baile passou do dia 31 de março para o dia 14 de abril.

Para Druziani, a empresária começou a assumir os riscos neste momento.

— Ela estava desorganizada, sabia que não tinha condições de contratar as bebidas e outros serviços, mas mesmo assim, marcou o baile. No dia 14, o grande problema: venderam convites até horas antes da prevista para o baile acontecer. Se você sabe que não vai ter fornecedores de bebidas, de mesas, cadeiras e utensílios, como continua vendendo convite? É um absurdo.

Na avaliação do delegado, a dona da Lilitty poderia ter informado com antecedência sobre o cancelamento da festa.

— Por que ela não avisou as pessoas com antecedência para minimizar a questão dos danos patrimoniais e a questão emocional? Não contrata o salão e, até horas antes, vende convite, mesmo sabendo que o baile não iria ocorrer.

Revolta

Os alunos que ficaram sem festa de formatura em Guarulhos pagaram R$ 1.550 para a empresa que faria a colação de grau, uma viagem e o baile de gala com buffet.

A viagem ocorreu em setembro do ano passado e a colação de grau, em fevereiro deste ano. O baile – que seria no dia 31 de março e foi remarcado para sábado (14) no Espaço Internacional Guarulhos, porém, não aconteceu. Quando os alunos chegaram ao local em que o evento seria realizado, viram que não havia nada no espaço, que sequer foi alugado, conforme as investigações. Os custos com a festa e a colação seriam de R$700 dentro do valor total.

De acordo com Druziani, em um primeiro momento, os representantes da empresa que prestaram depoimento não são considerados suspeitos de participação no crime. Eles trabalhariam com proprietária da Lilitty Eventos há cerca de seis anos e também teriam sido enganados.

Até agora, 110 pessoas foram ouvidas pelo delegado Druziani, a maioria delas vítima do calote. O inquérito já acumula mais de 500 páginas, dividas em três volumes.

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