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27/04/2012 - G1 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Denúncia traz ligação entre presidente da Câmara de Curitiba e fraude

João Luíz Cordeiro (PSDB) contratou amigo dono de jornal de bairro. Câmara pagou R$ 75 mil de 2006 a 2011 para empresa de Humberto Schvabe.

O ex-líder do governo do prefeito Luciano Ducci (PSB) e atual presidente da Câmara Municipal de Vereadores de Curitiba, João Luiz Cordeiro (PSDB), contratou como funcionário comissionado o sócio proprietário do jornal Gazeta do Bairro, Humberto Schvabe. O periódico recebeu verba do legislativo para a promoção das atividades parlamentares. Os pagamentos permaneceram, inclusive, após Cordeiro ser eleito presidente da Casa.

Tudo por intermédio das empresas Visão Publicidade e Oficina da Notícia, sendo que a última pertence à esposa do ex-presidente Câmara, vereador João Cláudio Derosso (PSDB). Ambas as empresas venceram uma licitação para prestar serviços de comunicação para a Casa. Os contratos totalizaram R$ 35 milhões.

A relação de Cordeiro com o jornal Gazeta do Bairro existe desde quando o vereador era chamado de João do Suco, logo que assumiu o mandato no início deste ano. O vereador admite a ligação. “Se você pegar todos os jornais Gazeta do Bairro, desde lá o início do jornal, temos atividades nossas lá prestando serviço a comunidade”.

A verba era justificada por notas fiscais emitidas pela micro empresa Neide Ferreira Seco Schvabe, proprietária do jornal. Neide é esposa de Humberto Schvabe. O vereador e o pequeno empresário são amigos há anos. Tão amigos, que Schvabe foi convidado a trabalhar com João Cordeiro. “Eu fiquei uns três meses quando ele era líder. Eu queria ir pro..., arruma alguma coisa para mim aí. Daí eu fiquei lá uns meses com ele”, contou Schvabe.

Na realidade, o empresário trabalhou na Câmara por quase um ano e três meses. Primeiro, durante o período em que Cordeiro foi líder do PSDB, de março a dezembro de 2010. Depois, no gabinete do vereador, de dezembro 2011 a abril deste ano.

Enquanto Schvabe esteve na liderança do PSDB, a empresa da família dele continuou recebendo dinheiro público, conforme mostram notas fiscais de junho e julho de 2010.

A prática é ilegal, como mostraram as reportagens da RPC TV e do jornal Gazeta do Povo, De acordo com a legislação que rege os procedimentos licitatórios no país, o servidor público não pode prestar serviços extras ao poder público, mesmo que indiretamente. No total, de 2006 a 2011, o jornal Gazeta do Bairro recebeu da Câmara aproximadamente de R$ 75 mil.

João Luiz Cordeiro exonerou o assessor e amigo em 1º de abril deste ano. No mesmo dia, contratou a filha de Schvabe, Fabiele Seco Schvabe Slompo. O vereador dispensou Schvabe 13 dias após assumir a presidência e declarou não ver problema no fato de o amigo ter trabalhado, ao mesmo tempo, para a Câmara e para o jornal que recebeu dinheiro público. “Eu não vejo o porquê, se ele cumpriu o papel, de fazer o trabalho que foi solicitado, fez a nota, fez o documento, recebeu, eu acho que aí não tem problema”, argumentou.

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