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19/04/2012 - Diário do Pará Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Grupo chinês é investigado por fraudes

Por: José Ibanês


O grupo empresarial chinês Sustainable Forest Holdings Limited – SFH (Susfor), com atuação em várias partes do mundo, é alvo de inquérito na Polícia Federal que investiga suspeita de lavagem de dinheiro, crime ambiental e formação de quadrilha, dentre outros. Segundo a denuncia que esta sendo apurada pela PF, no Pará, o grupo teria montado empresas de fachada e fraudado documentos para participar da licitação da Floresta Nacional de Saracá-Taquera, nos municípios de Oriximiná, Faro e Terra Santa, Oeste do Pará, com 429 mil hectares, a primeira floresta pública licitada no Estado e a segunda do Brasil. Ontem, em Santarém, o delegado Gecivaldo Vasconcelos Ferreira ouviu uma testemunha no inquérito iniciado na Superintendência da Polícia Federal de Rondônia. Ele não quis dar maiores detalhes, uma vez que não preside o inquérito.

Em 2010, o Serviço Florestal Brasileiro (SFB) desclassificou do processo licitatório a empresa Universal Timbers Resources do Brasil (UTR) – braço brasileiro da Susfor -, após constatar indícios de irregularidades na documentação apresentada. Um deles, conforme decisão de recurso assinada pelo diretor geral do Serviço Florestal Brasileiro, Antonio Carlos Hummel, foi uma certidão negativa da Secretaria de Meio Ambiente da Prefeitura de Belém, sem o selo de autenticidade. “Percebe-se claramente que a impressão da referida certidão ocorreu de modo não costumeiro, no verso do papel oficial e que seu texto discrepa das demais certidões do mesmo gênero”, relata o diretor, acrescentando que a decisão em não habilitar a empresa é “razoável, proporcional e legal, pois existe violação expressa de dispositivo legal essencial à lisura e boa-fé das licitantes”.

Outro motivo da não habilitação da UTR por parte do SFB foi o desacordo entre o balanço patrimonial e as disposições legais que regem a matéria no Brasil. No processo de licitação da Flona Saracá Taquera, o Serviço Florestal Brasileiro fez uma análise contábil das empresas concorrentes e descobriu que a UTR teria cometido uma fraude contábil para enganar o órgão. O parecer de análise das demonstrações financeiras feito por especialista contábil do SFB aponta uma avaliação do Patrimônio Líquido da UTR muito acima do valor real. O saldo correto seria R$ 7,6 milhões, mas a empresa declarou um patrimônio de R$ 99 milhões.

O parecer aponta ainda que, de forma continuamente equivocada, o lançamento de contrapartida do saldo a integralizar está registrado no Ativo Circulante – Sócios a Receber, o que além de contrário a lei 6.404/76, é flagrante delito ao princípio contábil da prudência, visto que os sócios podem postergar ou até mesmo não concluir a integralização do capital social, ou seja, o montante do Ativo Circulante deve ser demonstrado sem o lançamento do saldo a integralizar, totalizando, portanto R$ 332.812,15 e não R$ 91.806.480,15.

Acusação: fazer anúncio de negócio falso a investidores

Mas o maior golpe do grupo chinês no Brasil teria ocorrido em Rondônia. A Susfor é acusada de comprar contratos milionários de extração e aquisição de madeira nas usinas hidrelétricas de Santo Antonio e Jirau, que estão sendo construídas em Porto Velho, não cumpri-los e tê-los usado apenas para levantar recursos de investidores na China.

A Susfor comprou a empresa Brasileira VP Construtora, que detinha os contratos, mas nunca pagou a VP e, depois de dois anos, alegou prejuízo de mais de US$200 milhões na operação para justificar a sua saida de Rondônia, deixando um rombo de mais de R$ 30 milhões em dívidas trabalhistas com fornecedores e com ex-donos da VP Construtora. O grupo também é acusado de fraudes no Acre. A empresa foi procurada pela reportagem através Fábio Vidigal, que preside a UTR no Brasil, mas não respondeu ao e-mail e nem retornou as ligações ao DIÁRIO.

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