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18/04/2012 - MidiaCon Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Dupla aplica golpes na internet e cria empresa fantasma em Araraquara, SP

Homem e mulher vendiam eletrônicos, mas não entregavam mercadorias. Consumidores de várias regiões do Brasil foram vítimas dos estelionatários.

A Polícia Civil de Araraquara (SP) procura por uma dupla de estelionatários que aplicava golpes na internet por meio de um site de compras de produtos eletrônicos. Após efetuarem o pagamento, os consumidores não recebiam a mercadoria. O caso veio à tona após um morador da cidade registrar um boletim de ocorrência. Compradores de várias regiões do Brasil, que também caíram no golpe, procuraram a polícia. A loja virtual possuía um escritório em Araraquara.

O delegado responsável pelas investigações, Geriel Dal Ri, já sabe que os golpistas são um homem e uma mulher. "Eles ainda não foram localizados, mas temos algumas informações que vão ajudar nas buscas. Por enquanto, sabemos que o rapaz já cometeu outros tipos de delitos em diversas regiões", disse. Segundo ele, ainda não é possível precisar quantas pessoas foram lesadas e quanto a dupla arrecadou com o golpe.

Na internet, o site de compras com o nome fantasia de Oplazzashop atraía os compradores de todo o Brasil por oferecer produtos eletrônicos com valores mais em conta. Foi após uma pesquisa que o professor de educação física de Araraquara, Felipe Conti de Medeiros, resolveu comprar um aparelho celular no valor de R$ 545 - R$ 50 abaixo do valor de mercado. Ele afirma que conversou por telefone com os responsáveis pela loja momentos antes de efetuar o pagamento do boleto de compra. Não teve a mesma sorte quando se deu conta de que não receberia o produto. Ninguém mais atendia as ligações e o site saiu do ar.

"Não desconfiei do golpe, pois a empresa constava como parceira em inúmeros sites de comparação de preços. Além disso, tinha CNPJ e os produtos, apesar de mais baratos, não tinham preços que pudessem gerar espanto", relatou ele ao G1.

A advogada Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Pro Teste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor), recomenda atenção às compras on-line, principalmente com custo das mercadorias.

"Quando o valor é muito abaixo do que está no mercado, o consumidor tem que desconfiar, porque não existe milagre. Você pode ter bons preços, mas dentro de uma margem de mercado, nada muito discrepante. Muitas vezes se encontram produtos clandestinos, que não têm normas técnicas, e de origem duvidosa", diz.

Outros casos

O mineiro Rafael Pascini também foi prejudicado com os golpistas. Morador em Belo Horizonte (MG), ele comprou uma TV de 32 polegadas por R$ 1.115, efetuou o pagamento no dia 2 deste mês, mas não recebeu o equipamento.

"Optei pela compra, pois estava R$ 150 mais barato e o frete era grátis. Consultei o CNPJ da loja e como estava tudo certo não desconfiei dessa malandragem", contou. O técnico em eletrônica, que tem o hábito de fazer compras on-line, diz que é a primeira vez que passa por uma situação como esta.

O empresário da construção civil Walmir Porto, de Cabo Frio (RJ), também caiu no golpe pela primeira vez. "Comprei sete aparelhos de fax e gastei mais de R$ 2.332. Fiz uma pesquisa na internet, vi que a empresa era bem cotada, não desconfiei", afirmou.

O mesmo ocorreu com a paulista Denise Nolasco. Após pagar o valor de R$ 270 por um celular e esperar os cinco dias úteis para receber o aparelho, ela procurou o vendedor da Oplazzashop, mas não conseguiu mais o contato via telefone.

"A loja tinha boas indicações e o produto estava R$ 100 mais barato. Nunca tinha passado por isso, tomarei mais cuidado nas próximas compras", declarou a analista de sistemas que mora em Santo Amaro, na zona sul da capital.

Fraude

A falsa empresa está registrada na Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp) desde 1º de dezembro de 2011 como Ricardo Guilherme de Carvalho Informática ME. O endereço da sede é Avenida Dom Pedro II, na região central de Araraquara. No local há quatro salas. Em uma delas funciona um escritório de advocacia e outras duas são utilizadas por uma clínica de psicologia.

De acordo com uma testemunha que não quis de identificar, o golpista alugou uma das salas em dezembro de 2011 e ficou até a semana passada, quando abandonou o local deixando apenas a chave na porta. A testemunha disse ainda que encontrou poucas vezes o suspeito por lá e que ele teria até contratado uma menina para ajudá-lo com as vendas.

Para divulgar o site Oplazzashop, o golpista hospedou a loja virtual na página Wix. O registro foi feito em 26 de fevereiro deste mês com o nome de Ricardo Guilherme de Carvalho. Procurada pelo G1 para comentar o caso, a empresa apenas disponibilizou cópias dos documentos de cadastro do suposto estelionatário e informou por meio de nota que "as providências que estavam em seu direto foram tomadas".

Prejuízo

Enquanto os golpistas não forem localizados, os consumidores que foram vítimas ficarão no prejuízo, afirma a coordenadora da Pro Teste. "Se conseguir chegar aos responsáveis, aí sim é possível entrar com uma ação. Os culpados irão responder com os bens pessoais deles para ressarcir quem foi prejudicado", diz.

A advogada da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor orienta as pessoas que foram lesadas a procurarem a polícia para registrar um boletim de ocorrência. Segundo ela, este é um dos procedimentos feitos também pela Pro Teste em casos de sites que 'desaparecem' e deixam os consumidores no prejuízo.

"Quando os sites não entregam e começam a ter muitas reclamações, é sinal de perigo. O consumidor deve, portanto, reclamar nos órgãos de defesa para que as empresas sejam notificadas e que se descubra o que acontece. O atraso indica que há problemas, seja de logística, seja de falta de produto. É preciso ficar atento e agir rapidamente", recomenda a advogada.

O Procon-SP lançou o ranking on-line das 30 empresas que mais geram queixas ao órgão. A lista, iniciada em 1º de janeiro de 2012, é atualizada diariamente e está disponível na internet, indicando também as irregularidades e o índice de solução dos fornecedores aos casos reclamados.

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