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04/10/2007 - Correio da Bahia Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Brasil/Policiais achacaram Abadía em US$2 milhões


SÃO PAULO - Depoimentos feitos à Polícia Federal confirmam que policiais do Departamento Estadual de Investigações sobre Narcótico (Denarc) de São Paulo seqüestraram, torturaram e assaltaram integrantes da quadrilha do colombiano Juan Carlos Ramírez Abadía. Em vez de prender um dos maiores traficantes de drogas no mundo, os policiais achacaram integrantes do bando. A suspeita é de que, para tomar mais de US$2 milhões dos bandidos, eles utilizaram todos os instrumentos possíveis de investigação, até mesmo escutas clandestinas. Os depoimentos indicam que os policiais sabiam que estavam diante de traficantes internacionais.

As acusações colhidas pela PF estão agora com o Ministério Público Estadual e a Corregedoria da Polícia Civil – até o momento, o órgão não afastou nenhum suspeito de envolvimento nas extorsões, mas prometeu ontem punição severa aos responsáveis. Comparsas de Abadía disseram à PF que entre as vítimas dos policiais civis está o foragido Henri Edival Lagos, conhecido como Primo, indiciado pela Justiça Federal pelos crimes de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Detido pelos policiais, Primo teria sido seqüestrado e espancado até pagar US$400 mil em espécie.

Em outra ocasião, uma viatura da polícia e dois carros descaracterizados abordaram dois integrantes da quadrilha, que foram algemados um ao outro e circularam por mais de 24 horas por São Paulo em um Pálio Weekend roxo. Foi nessa ocasião que os policiais demonstraram saber com quem estavam lidando: descreveram as atividades da quadrilha e detalharam a utilização pelos bandidos de um hangar no Campo de Marte, na zona norte da capital paulista, para traficar drogas e transportar valores, que teriam sido descobertas em grampos. Os policiais exigiram R$1 milhão para soltar os dois traficantes, furtaram R$85 mil que os dois levavam e soltaram um deles, encarregado de buscar mais dinheiro com outro estrangeiro da quadrilha, Frank Zambrano, o Índio.

Nessa emboscada, os policiais do Denarc conseguiram levar US$220 mil do grupo de Abadía. O diretor geral da Corregedoria da Polícia Civil, Francisco de Souza Campos, considerou “lamentáveis” e “extremamente graves” as denúncias colhidas com cúmplices de Abadía. Campos confirmou a convocação dos delegados Pedro Pórrio e Irany Guedes Barros, dois dos suspeitos de comandar achaques. “A partir do momento em que for apurada a responsabilidade eles serão punidos.” Abadía depôs ontem na 6ª Vara Criminal Federal, na região da Avenida Paulista. Ele negou as denúncias de corrupção de policiais. O depoimento durou das 14h30 às 19h20. (AE)


Esquema de segurança

SÃO PAULO - O traficante colombiano Juan Carlos Ramírez Abadía, detido na Penitenciária Federal de Campo Grande, foi transferido na madrugada de ontem para São Paulo, para prestar depoimento na 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, onde foi denunciado como um dos maiores traficantes de cocaína do mundo.
Abadía foi transferido da Penitenciária de Campo Grande sob um forte esquema de segurança. A operação envolveu pelo menos 30 agentes da Polícia Federal e do Depen (Departamento Penitenciário Nacional). Abadía deixou o presídio por volta de 5h e foi escoltado até a Base Aérea, onde embarcou junto em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB). Ele deveria voltar à Penitenciária de Campo Grande ainda ontem, após o depoimento.


Considerado um dos maiores traficantes de cocaína para os Estados Unidos, Abadía foi preso no último 7 de agosto em um condomínio de luxo em São Paulo. No Brasil, ele responde pelos crimes de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, uso de documento falso e corrupção ativa. Os Estados Unidos já pediram a extradição do colombiano, mas o Brasil ainda não respondeu se o envia para os Estados Unidos ou não. O governador de São Paulo, José Serra, determinou ontem investigação sobre denúncias de que Abadía foi achacado por policiais, que lhe pediam dinheiro para fazer vistas grossas sobre as atividades criminosas do traficante em São Paulo. (AG)

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