Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


Acompanhe nosso Twitter

03/10/2007 - Rádio Progresso Ijuí Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Falsificação com notas fiscais chega a R$ 33,5 milhões

Por: José Luis Bonamigo


Depois de acessar a parte dos autos do processo criminal 2001.71.08.003072-2, da Justiça Federal de Novo Hamburgo, cuja existência, inicialmente, havia sido negada pela Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul, a assessoria jurídica da CPI dos Pedágios confirmou aquilo já suspeitava: a fraude com notas fiscais, envolvendo a construtora Sultepa e outras 24 empresas, chega a R$ 33,5 milhões. A revelação foi feita na tarde desta quarta-feira (3/10) pelo presidente da comissão, Gilmar Sossela (PDT). Conforme o deputado, as notas são dos anos de 1997 e 1998 e foram emitidas em favor da Sultepa, que integrava consórcio Univias.

"Não há a menor dúvida de que este fato é gravíssimo e justifica a prorrogação dos trabalhos desta CPI por mais 60 dias", defendeu o deputado Dionilso Marcon. O petista também reivindicou a quebra dos sigilos fiscal e bancário da Univias, lembrando que esta é a segunda vez que a Assembléia toma conhecimento de fraudes comprovadas envolvendo a Sultepa. "Na primeira vez, disseram que eram só duas notinhas de apenas uma empresa. Agora, descobrimos notas falsas de 24 empresas. A quebra do sigilo, portanto, é obrigatória", observou Marcon.

O parlamentar lembrou que, em agosto, foi procurado pelo empresário Fernando José Rollo, dono da empresa Casa de Campo, que acusou a Sulpeta de clonar uma nota do seu estabelecimento. A empresa, especializada na venda de material de construção, não comercializa madeira, areia, cimento, telhas, brita e granito, como descrevia a nota fiscal. O empresário também negou que tivesse feito qualquer negócio com a Sultepa. "Tudo indica que isso foi feito para aumentar de, forma fraudulenta, os custos das concessionárias e elevar o preço das tarifas. Esta falsificação foi montada para as empresas induzirem a população a acreditar que elas gastam mais do que realmente gastam", opinou Marcon.

A deputada Marisa Formolo (PT) acredita que a divulgação de oito volumes de processo com cópias de notas falsificadas demonstram que a CPI não pode interromper seus trabalhos neste momento. "Os deputados que se recusarem a aprovar esta prorrogação estão negando aos gaúchos o direito de conhecer a verdade", destacou a parlamentar.

O requerimento de dez deputados solicitando a prorrogação dos trabalhos da CPI será votado nesta quinta-feira, às 11h, eu reunião extraordinária da Comissão de Constituição e Justiça.

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 407 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2016 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal