Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


FALSIDADE DOCUMENTAL NOS PROCESSOS ELETRÔNICOS

Veja aqui a programação deste inédito treinamento programado para o dia 20/12 em São Paulo

Acompanhe nosso Twitter

13/04/2012 - Esquerda Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Submarinos: Ex-ministro grego preso por corrupção

Ex-ministro grego da Defesa, Akis Tsochatzpoulos, é acusado de ter recebido um suborno para viabilizar a compra de quatro submarinos à Ferrostaal, em 2000. Dois ex-executivos desta empresa admitiram ter pago subornos à Grécia e a Portugal durante o governo de Durão Barroso e Paulo Portas.

Akis Tsochatzpoulos terá alegadamente recebido um suborno para viabilizar o negócio da compra, por parte da Grécia, de quatro submarinos à Ferrostaal, por 2,85 mil milhões de euros. O juiz de instrução e o promotor encarregado do caso terão decretado a prisão preventiva do ex-ministro grego da Defesa, do PASOK, por acreditarem que este poderia fugir do país.

Dois ex-gestores da Ferrostaal, Johann-Friedrich Haun e Muehlenbeck admitiram, durante o julgamento que decorreu na Alemanha, que pagaram subornos na Grécia e em Portugal para conseguir que ambos os países se decidissem pela compra de submarinos ao German Submarine Consortium (GSC), que além da Ferrostaal integrava os estaleiros Howaldswerke, de Kiel, e a metalúrgica Thyssenkrupp, de Essen. Ao todo, a empresa alemã terá pago "luvas" no valor de 62 milhões de euros entre 2000 e 2003 nestes dois países para ganhar vantagem sobre a concorrência num negócio.

No julgamento, os dois ex-gestores aceitaram declarar-se culpados, em troca da garantia de condenação a dois anos de prisão, mas com penas suspensas. Johann-Friedrich Haun terá de pagar uma coima de 36 mil euros e Hans-Peter Muehlenbeck pagará 18 mil euros. A Ferrostaal, também arguida no processo por crime de obtenção de vantagem económica através dos seus dois funcionários, foi condenada ao pagamento de uma coima de 140 milhões de euros.

O ex-cônsul honorário de Portugal em Munique recebeu 1,6 milhões de euros para convencer o governo de Barroso e Portas. Num documento divulgado pelo Diário de Notícias no início de 2011, Juergen Adolff, que foi exonerado do cargo quando surgiu a acusação da justiça alemã, descrevia, inclusive, aos gestores da Ferrostaal os encontros que manteve com Paulo Portas, Durão Barroso e o seu assessor Mário David. Os três desmentiram esses contactos.

A justiça portuguesa nunca foi, contudo, atrás do rasto do dinheiro recebido por Adolff e o processo aberto no caso dos submarinos diz apenas respeito ao negócio das contrapartidas, que envolve empresários portugueses. Boa parte dessas contrapartidas incluídas na venda dos submarinos nunca foram concretizadas, o que o transforma num negócio ainda mais ruinoso para Portugal.

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 109 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2017 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal