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11/04/2012 - O Povo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Encruzilhada no caso dos consignados

Por: Érico Firmo


A última semana figurou com tranquilidade entre as mais tensas dos mais de cinco anos de governo Cid Gomes. Do ponto de vista externo, não se comparou à greve dos policiais militares ou à época da polêmica sobre a viagem à Europa na qual a sogra do governador era passageira. Do ponto de vista das relações internas, entretanto, o clima é talvez até pior. Os esclarecimentos da Administradora Brasileira de Cartões (ABC) foram entregues ontem à Secretaria do Planejamento e Gestão (Seplag), mas seu teor ainda era ignorado até o fechamento da coluna. As informações exigidas pela Secretaria do Planejamento e Gestão (Seplag) foram claras e inequívocas. A ABC não pode mais se fazer de desentendida. Caso as respostas não sejam consideradas convincentes, o relacionamento pode se tornar insustentável. E há possibilidade de se confirmar um escândalo arquitetado para tirar proveito do endividamento dos servidores. As denúncias apresentadas há quase sete meses apontam para enredo sinuoso. A possibilidade de respingos no Governo do Estado é factível. Diante disso, é louvável a forma firme e transparente como a Seplag conduziu o assunto, ao menos até aqui. Os desdobramentos podem ser divisores de água para o Governo e para a política do Ceará.

A EXCLUSIVIDADE A SER EXPLICADA

Em 23 de setembro do ano passado, a ABC divulgou a primeira de suas vagas notas sobre as denúncias. E negava com veemência a delegação de serviços para outras empresas. Desde aquela oportunidade, a denúncia era relativa à transferência de atribuições para empresas controladas por Luis Antonio Valadares, genro de Arialdo Pinho, secretário da Casa Civil. “A contratada e responsável por este gerenciamento é exclusivamente a ABC, inexistindo qualquer subcontratação”, dizia o texto. A nota informava ainda que “(...) não há qualquer exclusividade de empresas para oferta de produtos e/ou serviços”.

Ontem, entretanto, o deputado Heitor Férrer (PDT) apresentou contrato entre o Bradesco e a Promus - empresa de Valadares - na qual era assegurada exclusividade nessa operação. O assunto carece de explicação.

RELAÇÃO ENTRE LÍDERES GOVERNISTAS NÃO É BOA

Enquanto enfrentava a bem articulada ofensiva da tropa de oposição, a base governista na Assembleia travava conflitos também internamente a respeito dos consignados. O líder Antônio Carlos (PT) discutiu asperamente com seu vice, Carlomano Marques (PMDB), na sessão de ontem. O episódio expôs a tensão no relacionamento entre os dois. O petista defendeu punição aos envolvidos se for constatada irregularidade e disse que é possível rescisão do contrato entre a ABC e o Estado. Em aparte, Carlomano discordou e disse que “não usaria o ‘se’ que vossa excelência usou”. Antônio Carlos não gostou, cortou a fala do colega e indagou que “se” foi esse, pois era necessário ser mais claro diante da extensa exposição. O peemedebista aproveitou a deixa “Às vezes a gente fala tanto e acaba falando o que não deve”. Arrancou aplausos da plateia de membros do Ministério Público que reivindicava a votação de projeto de interesse da categoria. Antônio Carlos ficou ainda mais irritado. Reclamou que frequentemente concede tempo para o colega falar, mas muitas vezes não é retribuído. Também se queixou da ironia de seu vice-líder.

Carlomano esclareceu, então, que não podia admitir o “se” referente à hipótese de haver irregularidade. Tampouco podia considerar a rescisão do contrato. “Se assumir esse ‘se’, não tenho mais condição de defender governo”, afirmou.

O mais curioso é que não apenas o líder cogitou a rescisão. O próprio governo o fez. A nota da Secretaria do Planejamento, divulgada na segunda-feira, termina com o trecho: “(...) fica à Seplag sempre resguardado o direito de, a qualquer momento que avaliar oportuno, rescindir o contrato de prestação de serviços”.

AS MOTIVAÇÕES

Ainda sobre a liderança na Assembleia. Antônio Carlos rejeitou a tese de que o Governo do Estado agiu em função da matéria da revista Época da semana passada. É verdade que houve iniciativas bem anteriores. Por outro lado, tal versão não surgiu da cabeça de ninguém. Ela foi apresentada pelo próprio Cid Gomes. “(...) como ele (o assunto) foi novamente levantado pela revista Época, resolvemos dar essa resposta”, disse o governador, no O POVO do último dia 4, a respeito da primeira nota com cobrança à ABC.

ECOS MUNICIPAIS

Enquanto, por caminhos nem sempre convergentes, dividem a tarefa de defender o Governo, Antônio Carlos e Carlomano Marques estão em trincheiras opostas quanto à administração Luizianne Lins. O peemedebista passou a comandar as críticas à licitação da iluminação pública, no valor de R$ 138 milhões, sob responsabilidade da Autarquia Municipal de Trânsito (AMC) – órgão que é, ou foi, cota do próprio PMDB. Ontem, em paralelo à defesa dos empréstimos estaduais, ele atacou a Prefeitura e admitiu ir ao Conselho Nacional de Justiça “para evitar essa licitação fraudulenta, direcionada, feita em conluio, que está servindo para comprar partidos”. Ele fazia em referência às diversas adesões que o PT vem recebendo para disputar a Prefeitura de Fortaleza.

Já Antônio Carlos, embora líder de Cid, é mais ligado a Luizianne. E, ao contrário do que ocorreu com quase todos os petistas que se aproximaram do Palácio da Abolição, permanece do lado da prefeita, em caso de bola dividida.

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