Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


Acompanhe nosso Twitter

02/10/2007 - O Globo Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Apreensão de produtos falsos no Shopping 25 de Março lota cinco caminhões

Por: Bruno Versolato


SÃO PAULO - Pelo menos cinco caminhões-baú em mercadorias falsificadas foram apreendidas nesta terça-feira durante blitz no Shooping 25 de Março, na região central de São Paulo.De acordo com balanço da operação, foram apreendidos 75 mil itens entre bolsas, carteiras, relógios, óculos, artigos de confecaçao e acessórios de luxo. A blitz cumpriu um liminar da Justiça. O pedido de fiscalização foi feito pelo Grupo de Proteção à Marca, entidade que reúne empresas vítimas de falsificação, como Chanel, Louis Vuitton, BIC, Nike, Henkel, Oakley, entre

Participaram da fiscalização seis oficiais de justiça e 120 homens da polícia militar. A medida foi autorizada pelo juiz da 11ª Vara Cível do Fórum Central da Capital Luiz, Sérgio de Mello, baseada em um levantamento prévio que apontou que mais de 200 lojas do local estão comercializando produtos com marcas falsificadas. O Shopping 25 de Março é alvo constante de operações contra a falsificação de marcas e apontado como o maior centro de distribuição de produtos contrafeitos do País.

A propriedade do shopping já foi atribuida ao chinês naturalizado brasileiro Law King Chong, que foi condenado a quatro anos de prisão. Law é processado por formação de quadrilha, contrabando ou descaminho, lavagem de dinheiro e crime contra a saúde pública. O chinês tentou corromper o então presidente da CPI da Pirataria, deputado Luiz Antônio Medeiros, para que fossem aliviadas as acusações no relatório final da investigação.

O advogado Nilton Vieira Junior, do BPG, afirma que o shopping se mantém em funcionamento com cerca de mil boxes de venda, com tamanho médio de 2m por 2m. O advogado afirma que a pirataria é lesiva tanto ao fabricante da grife famosa quanto aos produtores nacionais, pois o consumidor deixa de comprar uma bolsa normal, fabricada em Franca (SP), por exemplo, para levar uma falsa de marca famosa

Para a grife internacional, o maior golpe está no glamour. A mulher que paga uma fortuna por um modelo renomado vê uma réplica dele sendo usada na rua, por pessoas que sequer entrariam numa loja classe AA, onde uma bolsa sai por mais de R$ 2 mil. É lógico que o material não é o mesmo e não tem igual qualidade, mas o modelo é igualzinho.

Dezenas de coreanos e chineses que operam os boxes acompanharam a operação. A maioria só fala em sua língua pátria. Quem fala português diz que apenas vende e não sabe quem é o dono do boxe.

Para a polícia, identificar o dono do negócio tem sido difícil. Segundo o advogado, as locações são feitas informalmente e renovadas a cada três meses. Por isso, explica, não dá para comprovar quem é o dono da mercadoria. No dia seguinte às apreensões, as lojas costumam estar novamente cheias de produtos do mesmo tipo.

Stand Center e Promocenter continuam a operar

O Shopping 25 de Março não é o único a atuar desta forma na cidade. Em abril passado, o Ministério Público Federal, a Advocacia Geral da União e o Ministério Público estadual entraram com ação civil pública pedindo o fechamento imediato do Stand Center, na Avenida Paulista, que tem 210 boxes dos mais variados produtos. Por mês, as vendas chegam a R$ 10 milhões. Por ironia, o Stand Center funciona num prédio praticamente em frente ao prédio da poderosa Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Um outro "shopping" popular, o Promocenter, também se mudou da Augusta para a Paulista. A Justiça negou o pedido em primeira instância.

O Stand Center é um ícone do comércio ilegal de São Paulo por conta da localização nobre, no cartão postal da cidade. Foi criado há mais de 10 anos. Nas proximidades do Stand Center ficam prédios da Justiça Federal e do Ministério Público Federal. É o paraíso da classe média, que lota seus corredores apertados e com ar-condicionado insuficiente para disputar de aparelhos de videogame e perfumes contrabandeados a bolsas Louis Vuitton, Prada, Miu Miu, Dior e Chanel falsificadas. Também estão à venda jogos, programas de computador e cópias pirateadas de filmes.

O MP pedia que fosse anulado o contrato de locação assinado entre a imobiliária Ibitirama, dona do imóvel, e o Stand Center, a administradora dos boxes. O MP baseou o pedido na ilegalidade do ponto, que fica no térreo de um edifício. Em 2006, foram seis apreensões no local, no valor de R$ 2 milhões. No entanto, logo após a apreensão, os boxes voltam a reabrir normalmente, vendendo novamente mercadorias ilegais.

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 483 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2016 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal