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02/10/2007 - Portal Terra Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Casamentos forjados legalizariam cubanos no País

Por: Chico Siqueira


Cubanos estariam usando casamentos de fachada com brasileiros para conseguir o visto de permanência no País. A Polícia Federal (PF) investiga a existência de uma quadrilha especializada em aliciar brasileiros para servir de parceiros nesses casamentos. A PF apurou que os brasileiros recebem de R$ 1 mil a R$ 3 mil para se casar com os cubanos.

A delegacia da PF de Araçatuba, interior de São Paulo, abriu inquérito para investigar cerca de 20 cubanos que moram na região e entraram com pedidos de permanência depois de se casar com brasileiros e brasileiras aliciados pela quadrilha. A PF suspeita que o mesmo golpe seja praticado em outras regiões do País.

De acordo com o delegado Rodney Loureiro dos Santos, o inquérito foi aberto depois de a PF constatar um considerável aumento dos pedidos de vistos de permanência de cubanos por reunião familiar. "O Ministério da Justiça fez o pedido e iniciamos a investigação social desses casais", disse Santos.

Durante a investigação social, os agentes perceberam que a maioria dos casais não existia. "Constatamos que a maioria deles não vivia com seus parceiros e as desculpas que eles nos deram, não nos convenceram", explica Santos, que começa a ouvir os cubanos nesta terça-feira.

As investigações revelaram que um cubano, Onélio Colina Acosta, que trabalhou como treinador de beisebol em Araçatuba, seria o responsável por trazer os cubanos como turistas e aliciar parceiros brasileiros. Acosta também seria responsável por idas e vindas de cubanos por vários países usando o Brasil como rota. A PF tentou localizá-lo, mas não conseguiu. Segundo o delegado, dependendo das investigações, poderá pedir a prisão de Acosta.

De acordo com Santos, nas investigações, os agentes perceberam que alguns parceiros nem se conheciam na prática. Eles se viam apenas uma vez: durante a assinatura da papelada no cartório. "Depois disso, cada um ia pro seu lado. No caso dos brasileiros, com algum dinheiro no bolso", disse. Num dos casos, segundo o delegado, o marido, um cubano, morava em Araçatuba e a brasileira, em São Paulo , a mais de 500 km de distância. A polícia suspeita que os dois nunca tenham se visto na realidade.

O delegado explicou que, embora o casamento seja de papel passado, ele não passa de uma farsa para que o cubano possa conseguir o visto de permanência no País. "Na prática, não há a união matrimonial. Trata-se, na verdade, de um caso de falsidade ideológica", diz o delegado, explicando que a pena para o crime, previsto no Código Penal é de um a cinco anos de prisão, mais multa. Por isso, segundo ele, a PF vai rever todos os vistos concedidos nos últimos meses em Araçatuba.

Um deles é o da cubana Yusimi Ferrer Martinez, que conseguiu o visto de permanência em maio deste ano depois de ter se casado, em setembro do ano passado, com o brasileiro Valcir Pereira Braga. "Meu marido me abandonou depois que voltei de Cuba, onde tinha ido buscar minhas duas filhas", explicou ela. Apesar de ter se separado, o casal não se divorciou. "Ele voltou para a mulher e não o vi mais desde então", diz.

Yusimi diz, porém, não temer as investigações da PF. "Minha situação é legal, não tenho o que temer. Mesmo porque eu nunca tive tanto dinheiro para pagar esse tipo de casamento", diz. A dona-de-casa sustenta a família com dinheiro de diarista e da pensão enviada pelo ex-marido para as duas filhas, de 16 e 6 anos.

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