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02/10/2007 - Revista Fator Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Custos com SOX devem cair 50\% após empresas brasileiras gastarem R$ 155,2 milhões nos EUA


Ao se enquadrar na lei do dinheiro limpo das bolsas norte-americanas, as 30 empresas brasileiras, acionistas em Nova York, avaliam como positivos os procedimentos adotados.

A lei Sarbox (Sarbanes Oxley - SOX) exige transparência total nos processos de trânsito de comercialização de empresas estrangeiras nos EUA e prevê sanções para atuação comercial naquele país. Ou seja, quer completa idoneidade de todos os envolvidos e poderia ser chamada de lei do dinheiro limpo por combater fraudes ou lavagem de dinheiro do narcotráfico ou terrorismo internacional. Num dos principais palcos da economia, a Bolsa de Valores de Nova York, estão presentes 30 grandes empresas brasileiras que gastaram cerca de R$ 155,2 milhões com honorários de auditoria para cumprir essa lei. Porém, no próximo período, esses gastos devem cair em 50%, revela a única pesquisa realizada neste segmento pela consultoria Hirashima & Associados. A Sarbox e suas últimas mudanças serão um dos focos da 8ª edição do Congresso Febraban de Auditoria Interna e Compliance, organizado pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos), em 9 e 10 de outubro, em São Paulo.

As instituições financeiras brasileiras precisam se adequar às mudanças nessa lei e na adaptação ao acordo internacional Basiléia 2 (que regula transações entre bancos em todo o mundo, com objetivos similares). Por isso, a Febraban organizou o 8º Congresso com 13 painéis de palestras e debates, liderados por representantes de organismos privados e públicos, como o Banco Central do Brasil (BC) e a CGU (Controladoria Geral da União), conferencistas internacionais e especialistas que se dedicarão à implantação dessas novas normas.

Pesquisa detecta fase final de adaptação - Segundo o responsável pela pesquisa da Hirashima & Associados, Guillermo Braunbeck, as despesas com honorários de auditoria cresceram 68% no ano de 2006 na comparação com 2005. Apesar disto, as 30 empresas brasileiras listadas na bolsa norte-americana apresentaram avaliações favoráveis sobre a eficácia dos procedimentos internos, sem ressalvas. Entre elas, estão Ambev, Itaú, Unibanco, Bradesco, Vale do Rio Doce, Votorantim, Petrobrás e Brasil Telecom.

Raros são os casos em que não houve um aumento significativo nos gastos. Porém, baseado no histórico norte-americano, Braunbeck projeta uma redução de até 50% no segundo ano de atendimento aos requisitos da lei. As razões desta esperada redução estão associadas a fatores como maior foco nos riscos relevantes e nos controles-chave das organizações e a necessidade de atualização da documentação em oposição à geração de documentação a partir do zero no primeiro ano. Ou seja, atualizar consome menos tempo e dinheiro do que criar documentação que antes não existia.

O executivo ainda destaca o amadurecimento da curva de aprendizado, tanto das empresas como dos auditores no processo de gerenciamento de riscos. Outro aspecto relevante é a redução do trabalho do auditor devido às mudanças na lei, que não mais exige a revisão do processo interno de controles feita pela administração das empresas. “A partir de agora, os auditores, no âmbito da SOX 404, deverão atestar a eficácia dos controles-chaves e não mais devem opinar sobre a adequação da avaliação interna feita pelas empresas. Isso reduz o tempo de trabalho dos auditores em até 30%.”

Especialista internacional - Um dos keynotes speakers desse congresso da Febraban será o criador internacional de uma linguagem de computadores que deve tornar livre e mais fácil a prestação de contas. O professor Miklos Vasarhelyi, da Rutgers University (EUA), é conhecido mundialmente pela linguagem XBRL (Extensible Business Reporting Language), que unifica dados e informações contábeis, facilitando a demonstração de operações na direção de programas internacionais de prevenção a fraudes e ilícitos. Miklos – também conhecido por ser consultor de gerenciamento técnico da Bell Telephone Laboratories e fundador e ex-coordenador do programa MBA em auditoria da PUC do Rio de Janeiro - será o conferencista do painel Auditoria Contínua e Monitoração, às 10h45, no dia 9 de outubro.

Outros destaques ficam para as palestras de Max Gehringer e Beat Gruninger. Gehringer é - consultor, colunista, e autor de best sellers no Brasil. Já Gruninger é um dos maiores nomes mundiais em Sustentabilidade e Responsabilidade Sócio-ambiental (suas implicações e impactos nos negócios).

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