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06/04/2012 - Veja Online / Agência Estado Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Empresa suspeita de lavar dinheiro de Carlinhos Cachoeira mantém contrato com governo do DF

Feito sem licitação, o acordo foi renovado em 9 de dezembro, na gestão Agnelo Queiroz (PT), a um custo anual de 494.000 reais.

Uma das empresas suspeitas de lavar dinheiro da organização comandada por Carlinhos Cachoeira mantém contrato com o governo do Distrito Federal. Investigações do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal revelam que a máfia dos caça-níqueis usava os serviços do empresário José Olímpio Queiroga Neto para movimentar o dinheiro arrecadado com jogos de azar e manter a estrutura ligada a Cachoeira.

A Emprodata Administradora de Imóveis e Informática, registrada em nome dos filhos de Queiroga, assinou em 30 de dezembro de 2010 contrato com a Secretaria de Estado de Planejamento, Orçamento e Gestão de locação de área para uma unidade da Praça do Cidadão, serviço similar ao Poupatempo paulista, chamado Na Hora. O contrato foi renovado em 9 de dezembro, na gestão Agnelo Queiroz (PT), a um custo anual de 494.000 reais. O acordo passou para a Secretaria de Justiça, comandada pelo delegado e deputado distrital Alírio Neto (PPS). A empresa também tem contrato com o Banco de Brasília (BRB) para criar serviço de autoatendimento. Todos foram feitos com dispensa de licitação.

Segundo o MP, Olímpio é subordinado a Cachoeira na exploração de casas de jogos no entorno do Distrito Federal. Ele foi denunciado, assim como seus irmãos Raimundo Washington de Sousa Queiroga, Francisco Marcelo Queiroga e Otoni Olímpio Júnior.

"Integrante da quadrilha desde 2004, era o responsável, com a permissão de Cachoeira, por escolher, consentir a presença de pessoas na região de domínio territorial do capo ou excluí-las da atividade, bem como fechar, abrir e transferir pontos de jogos para outras localidades", conclui a investigação. Olímpio, segue o texto, atuava como "principal interlocutor entre os exploradores diretos, prestando contas a eles e recolhendo e repassando porcentagens sobre o faturamento bruto arrecadado nas casa de jogos, como forma de pagamento pela autorização na exploração da atividade – de 25% a 30% dos rendimentos brutos".

"Injetada" - Escutas telefônicas autorizadas pela Justiça mostram como José Olímpio usava empresas para movimentar dinheiro do bando. Em 17 de janeiro de 2011, Rosalvo Cruz, uma espécie de contador do grupo, e Olímpio conversam sobre a necessidade de dar uma "injetada em uma das empresas do grupo". O pedido, segundo Olímpio, veio de Cachoeira. "Não, quem me ligou foi o próprio Carlinhos, mas é porque a pendência lá tá. Tá quanto a pendência, você sabe dizer mais ou menos?", questiona. O valor a que se referem é de aproximadamente 130.000 reais, segundo a PF.

A Perícia Criminal Federal analisou os principais destinatários e remetentes de recursos das companhias. A Emprodata, além de passar dinheiro paras outras empresas dos Queiroga, transferiu recursos a laranjas. No período analisado, a empresa movimentou mais de 2 milhões de reais.

Uma das formas da movimentação, diz o MP, foi através de Cláudio Kratka. Ele operaria como agiota, como uma espécie de instituição financeira ou como factoring, facilitando a introdução no sistema financeiro de valores milionários. "Desse modo, poderia ser peça auxiliar no ciclo da lavagem de dinheiro quando da aquisição de inúmeros bens móveis e imóveis". Kratka enviou cerca de 1,3 milhão de reais para as empresas de Queiroga.

Kratka foi funcionário do BRB de 1974 a setembro de 2011. "A consequência dessa intermediação de Kratka indica uma grande operação muito bem estruturada para a lavagem de dinheiro oriunda de uma estrutura criminosa organizada para a corrupção de agentes públicos e exploração de jogos de azar, onde Cláudio cobra 6% para efetuar essa troca", diz a PF. Estima-se que ele tenha recebido cerca de 200.000 reais.

O porta-voz do DF, Ugo Braga, disse que o governo vai pedir informações à PF sobre o envolvimento da empresa nas investigações e no suposto esquema de lavagem e abrir auditoria para apurar eventuais irregularidades no contrato e no serviço. Olímpio e Kratka não foram localizados para comentar as acusações.

Quedas em série - Nesta terça-feira, o senador Demóstenes Torres pediu a desfiliação do DEM por estar envolvido em relações suspeitas com Carlinhos Cachoeira. Foi o primeiro passo concreto daquilo que deve ser a morte política do parlamentar. No mesmo dia, a chefe de gabinete do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), Eliane Golçalves Pinheiro, solicitou a exoneração do cargo depois da divulgação de gravações em que aparece recebendo informações sigilosas de Cachoeira sobre operações policiais e repassando aos envolvidos. Assim como o parlamentar, Eliane usava um rádio Nextel com linha habilitada nos Estados Unidos para se comunicar com o chefe da máfia dos caça-níqueis em Goiás.

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