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03/10/2007 - Jornal da Cidade de Bauru Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Orkut facilita golpe do seqüestro

Por: Thatiza Curuci


A mundialmente conhecida página eletrônica de relacionamentos na internet – Orkut –proporciona o encontro de pessoas, mas pode, também, facilitar a ação de estelionatários. O delegado seccional de Bauru, Doniseti José Pinezi, afirma que os ladrões usam informações do site para aplicar o golpe do seqüestro pelo telefone e conseguem extorquir dinheiro das vítimas.

No Orkut, é comum os usuários colocarem fotos, nome completo ou outras informações dado que os identifique. Com esses dados em mãos, os estelionatários podem conseguir, por exemplo, o telefone da vítima pela lista telefônica. Com tantas informações a mão, fica mais fácil convencê-la de que está, realmente, em posse de um parente.

O delegado afirma que em nenhum caso registrado na cidade ficou comprovada a utilização do Orkut, mas os cerca de dois a três casos de extorsão de dinheiro (quando a vítima dá dinheiro ao estelionatário) registrados por mês na cidade podem ter sido facilitados pelo site de relacionamentos.

Um texto do professor de informática da Universidade de São Paulo Marco Vizzortti amplamente divulgado na internet fala dos perigos de divulgar dados pessoais na rede mundial. “Com cinco minutos de navegação eu sei que você tem dois
filhos, tem um namorado , estuda no colégio tal, freqüenta cinemas. E o melhor de tudo, com uma foto na mão, identifico seu rosto em meio a multidões, na porta do seu trabalho, no meio da rua.

Pelo menos cinco pessoas procuraram o Jornal da Cidade ontem para contar que quase caíram no golpe, mas descobriram a tempo. Duas vítimas entrevistadas disseram que seus filhos usam o Orkut.

“Ainda bem que leio jornal, vejo televisão e fico bem informada”, afirma Marisa (nome fictício), 63 anos. Há uma semana, ela atendeu uma ligação a cobrar na casa da família onde trabalha e se surpreendeu ao ouvir a voz de um rapaz ao telefone. “Ele dizia ‘mãe, você não sabe o que me aconteceu. Fui assaltado’”, relembra. Ela, então, fez algumas perguntas ao golpista, mas este não respondeu. “Perguntei qual era o nome do meu filho, mas ele desviava a pergunta”, diz. O ladrão insistia que estava em poder do rapaz.

Essa prática – de pedir às vítimas para comprarem cartão pré-pago - é bastante comum, segundo Pinezi. “Quando conseguimos rastrear as ligações, a maioria é de presídios no Rio de Janeiro. Atrás das grades, onde outros 2 mil a 3 mil presos estão no mesmo local fica praticamente impossível encontrar o autor do estelionato”, afirma.

A professora universitária Maria também quase caiu no golpe há alguns dias. Justamente na época em que sua filha estava fora do Brasil, ela recebeu a ligação de estelionatários. “Ouvi a voz de uma menina chamando pela mãe. Pensei que fosse minha filha. Depois, um homem com sotaque carioca disse que ela estava seqüestrada e que deveria lhe entregar R$ 50 mil”, conta.

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