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02/04/2012 - G1 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Criminosos fingem ser funcionários de cartório para aplicar golpes em SP

Cobranças dos falsos funcionários são feitas por telefone ou por e-mail. Especialista alerta que cartório não aceita pagamento em depósito.

Golpistas se passam por funcionários de cartório para cobrar dívidas inexistentes e fazem vítimas pelo telefone e pela internet.

O aposentado Egberto Ventura pagou uma dívida de quase R$ 2.800 acreditando que o estúdio de pilates da filha devia esse valor a uma empresa de publicidade. Antes de pagar, ligou para o suposto credor e foi atendido por um golpista.

“Fui assaltado moralmente e não com uma arma na cabeça. Você começa a se culpar e se recriminar, se achar um nada”, diz o aposentado. Para a filha dele, o sentimento é de revolta. “A gente anda com tanto medo de ser assaltado, blinda o carro, não sai nos horários de risco e, no fundo, o risco está ali na nossa própria casa”, diz a fisioterapeuta Camila Ventura.

A estelionatária ligou fingindo ser da empresa Publical, que existe, ao contrário da tal dívida. O advogado da empresa disse que só nos últimos seis meses recebeu mais de 20 ligações de pessoas que desconfiaram da armação. “No site da empresa colocamos com destaque um aviso de que pessoas que receberem ligação com cobranças em nome da Publical para ignorarem”, diz Marcelo Calderon, advogado da empresa.

Por telefone, a fraudadora seguiu um comportamento padrão nesse tipo de golpe: identificou-se como funcionária de um cartório. Só que quem trabalha de verdade em cartório orienta: funcionários não ligam para devedores pedindo pagamento de contas por meio de depósitos em conta corrente.

“Não existe a modalidade de pagamento de título por depósito bancário. Se alguém receber um telefonema pedindo é fraude, é golpe, é para desconsiderar”, orienta José Carlos Alves, presidente do Instituto de Protesto de São Paulo. Os nomes de várias empresas têm sido usados por golpistas também por e-mail.

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