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03/04/2012 - G1 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Em Goiânia, 12 são indiciados por fraude na Secretaria de Cultura

Por: Versanna Carvalho

Suspeitos teriam fraudado licitações e desviado mais de R$ 3 milhões. Se acusados, poderão responder por estelionato e formação de quadrilha.

As 12 pessoas suspeitas de envolvimento com um esquema de beneficiamento ilícito de empresas ligadas ao alto escalão da Secretaria Municipal de Cultura de Goiânia (Secult) foram indiciadas pela Polícia Civil na manhã desta terça-feira (3), em Goiânia. A informação foi confirmada ao G1 pela delegada adjunta da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Administração Pública (Dercarp), Érica Botrel.

O inquérito, de 8.600 páginas em 33 volumes, foi levado ao Cartório Central nesta manhã. Segundo a delegada, até chegar às mãos do Ministério Público, que vai investigar o caso sob o prisma de danos ao erário, o relatório policial deverá ser protocolado no Fórum, passar por alguns trâmites internos e ser despachado por um juiz. A estimativa é de que o MP receba o material após o feriado da Semana Santa.

“Independente disso, como o caso envolve danos ao erário, o titular da Dercarp (Jerônimo Rodrigues Borges) vai mandar uma cópia do inquérito ao Procurador-geral de Justiça de Goiás (Benedito Torres Neto)”, revela Érica Botrel.

Apesar de o inquérito já ter sido concluído pela Polícia Civil, a delegada continua preferindo manter os nomes de alguns suspeitos em sigilo para evitar constrangimento. “Estamos aguardando a denúncia do Ministério Público. Da parte da Polícia Civil, 12 foram indiciados”, comenta.

Esquema

Se os 12 indiciados chegarem a ser acusados, poderão vir a responder na Justiça pelos crimes de estelionato e formação de quadrilha. De acordo com a Dercarp, para fugir da licitação, os contratos feitos com empresas que mediavam a contratação de artistas e prestavam serviços como montagem de palco, luz e som eram sempre fracionados com valores abaixo de R$ 8 mil e firmados com apenas cinco empresas. Como apontam as investigações, algumas dessas empresas estão em nome de 'laranjas' e outras em nome de pessoas da própria Secult.

Entre os indiciados está o ex-diretor administrativo-financeiro da Secretaria de Cultura e também ex-secretário da pasta Kleber Adorno. O G1 tentou fazer contato por telefone nesta terça-feira (3) para falar sobre o fim do inquérito, mas ainda não obteve retorno.

Em nota enviada ao G1 na noite de 20 de março, o ex-secretário municipal de Cultura Kleber Adorno afirmou “ter tomado todas as providências necessárias para colaborar com a investigação de possíveis atos ilícitos cometidos durante a sua gestão naquela pasta”.

Nessa ocasião, Adorno explicou que pediu afastamento do cargo para não ser acusado de participação no esquema junto à Comissão de Sindicância e na investigação policial. Ele disse que iria aguardar a conclusão do inquérito policial para se pronunciar oficialmente.

Manifestação

Na tarde de segunda-feira (2), artistas se reuniram para protestar contra a situação da Secretaria de Cultura (veja vídeo acima). Eles se concentraram na Praça do Bandeirante e depois saíram em passeata pelas ruas do centro de Goiânia. Os participantes do ato pediram mais transparência nos gastos do órgão e rigor na investigação de denúncias de fraudes em contratos de projetos culturais. De acordo com o inquérito da Dercarp, de R$ 4,7 milhões – gastos de 2007 para até 2012 – R$ 3 milhões foram desviados. O caso é investigado há dois meses pela Polícia Civil.

Uma das denúncias é de que cantores que se apresentavam no Projeto Goiânia Canto de Puro recebiam uma pequena parcela como pagamento. O restante da verba liberada pela prefeitura ia para duas organizações não governamentais (ONGs) ligadas a diretores que atualmente estão afastados da Secretaria de Cultura.

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