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20/03/2012 - 24 Horas News Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Empresário e filhos indiciados por vender veneno como se fosse vitamina


A Delegacia Especializada do Meio Ambiente da Polícia Judiciária Civil vai indiciar sete pessoas em crimes de estelionato, falsificação de documentos, receptação, fabricação e transporte em desacordo com a legislação ambiental e formação de quadrilha. Entre os envolvidos estão uma família inteira, pai e filhos, além de dois gerentes da empresa Biofarm, cuja sede é no interior de Mato Grosso. A empresa participaria da quadrilha que falsificava agrotóxico e vendia para todo o país com nota fiscal de vitamina.

Na fábrica da empresa, localizada no município de Bady Bassit, a Polícia de Mato Grosso, com ordem judicial, apreendeu 200 quilos do veneno Standak, que utiliza o mesmo princípio ativo do Regent WG800, o Fipronil, ambos falsificados. A fábrica foi fechada por não ter licença ambiental de funcionamento. Lá também os policiais apreenderam uma grande quantidade de um pó branco, que possivelmente seja um dos componentes utilizados para produzir o Regent falsificado.

“É uma substância que tem toxicidade e aparentemente seria usada para fazer o Regent. Será enviada à perícia para comprovar as suspeitas”, disse o delegado titular da Dema, Carlos Fernando Cunha, que preside as investigações.

No call-center da empresa denominada Biofarm, de produção de produtos orgânicos, em São José do Rio Preto, os policiais apreenderam vasta documentação que comprova a venda ilegal do veneno, tais orçamentos e pedidos dos produtos despachados pelos Correios para compradores de todo o Brasil. O agrotóxico era enviado com notas fiscais de vitaminas especial, ao valor médio de 2 mil, enquanto que o verdadeiro produto é comercializado por cerca de R$ 6 mil.

Conforme as investigações, a empresa atuava há cerca de dois anos na venda ilegal do veneno. Entre as documentações, a Polícia Civil apreendeu uma venda de três mil quilos para três fazendas de Mato Grosso, no valor de R$ 90 mil e outra remessa de R$ 80 mil.

Com apreensão de mais de 100 litros do Regent WG800, ao longo de um ano, em caixas com notas fiscais de vitaminas, na agência distribuidora dos Correios, em Várzea Grande, a Delegacia Especializada do Meio Ambiente descobriu que o produto, fabricado com autorização pela empresa Basf, era falsificado em uma fábrica no município de Bady Bassit, de onde era comercializado para todo o Brasil para uso em lavouras de soja.

“O produto que a Basf vende com permissão é destinado às indústrias de álcool, pois é muito concentrado e esse está sendo vendido para lavouras, colocando em risco milhares de pessoas. É um risco invisível que vai acumulando no organismo”, pontuou o delegado.

O veneno é considerado altamente tóxico e contém o principio ativo Fipronil, utilizado para controle de pragas em plantação de cana-de-açúcar. O produto falsificado contém uma dosagem menor do princípio ativo. Ele é vendido em embalagens reutilizadas do verdadeiro produto, com rótulo e lacres falsos. “É um veneno fortíssimo que não sabemos de onde vem. É isso que queremos descobrir”, disse o delegado Carlos Fernando Cunha.

Todo o agrotóxico apreendido em Várzea Grande que deu origem a investigação foi periciados e comprovado que está sendo distribuídos de forma inadequada, colocando em risco as pessoas que os manuseiam e a saúde da população que consomem os alimentos proveniente das lavouras que o utiliza como inseticida.

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