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29/03/2012 - Diário da Amazônia Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Desvios de energia geram prejuízo de mais de R$ 410 milhões por ano


Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) aponta que Rondônia é o quarto Estado brasileiro no ranking de fraudes de energia elétrica, ficando atrás de Amazonas, Piauí e Alagoas. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), 13% da energia consumida no País não é faturada, uma perda de R$ 7 bilhões ao ano. Ainda conforme a Aneel, a situação mais preocupante é na região Norte. Em Rondônia, de acordo com a Eletrobras, a perda com furtos de energia chega a 27%, cerca de R$ 410 milhões anuais.
Em Porto Velho, o número é ainda maior e as perdas chegam a 37%. “Nós dividimos o Estado em três grandes blocos: norte, que compreende a região de Itapuã do Oeste até Guajará-Mirim, a central, de Ariquemes a Ji-Paraná, e o sul, que começa na rodovia 429 e termina em Vilhena. Na região norte é onde há o maior número de furtos”, garante Efraim Cruz, procurador da Eletrobras em Rondônia. A justificativa é o grande número de pessoas no topo do Estado.
Com o desvio de energia elétrica o Estado deixa de arrecadar cerca de R$ 100 milhões em impostos. “Todo mundo perde. O consumidor que não paga a energia elétrica, que é furtada, não terá o dinheiro investido em melhorias para o Estado e a cidade”, diz Efraim. Na Capital, o procurador explica que as fraudes na rede elétrica não são feita apenas por pessoas com renda mais baixa. “Nós encontramos desvio de energia em todas as classes sociais”, afirma. Conforme o procurador, existem profissionais que oferecem os serviços de fraude e que a polícia já investiga os casos.
A criatividade de quem tenta burlar o sistema de medição não tem limites. Efraim conta que o mais comum é o desvio da fiação, ou seja, os consumidores ilegais ligam a energia elétrica para que ela não passe dentro do medidor de energia, além dessa, existe alguns que apertam o disco que mede o consumo de energia e outros que injetam produtos químicos nos medidores eletrônicos, aqueles que não possuem discos. “Algumas pessoas montam dentro do muro a fiação, outros jogam água para dar pane do equipamento e por aí vai”, afirma.
Toda fraude, segundo Efraim, é descoberta pela Eletrobras e o consumidor pode ter uma pena de um a quatro anos pelo crime. Quando é descoberta a fraude, a empresa entra em contato com a polícia, é feito um boletim de ocorrência e o Estado entra com a ação penal contra o infrator. “O que nós queremos fazer agora é realizar uma queixa crime e encaminhar para o Ministério Público para tentar agilizar essas ações penais no sentido de coibir a população de fazer esse tipo de uso para desviar energia”, conta.
Para identificar a fraude, a Eletrobras conta com um grande mutirão. Em Porto Velho, trabalham 40 equipes na detecção de desvio de energia elétrica. “Existe uma metodologia de acompanhamento, não tem uma rota específica, até para não ser detectada a ação. Os locais são escolhidos aleatoriamente”, finaliza.

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