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21/03/2012 - Diário de São Paulo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Prejuízo com remédios soma R$ 32 milhões

Por: Plínio Delphino

Polícia vai investigar licitações para compras de remédios de alto custo do SUS, em função de prejuízo.

A Polícia Civil, em 2009, indentificou e diagnosticou o câncer da corrupção e da bandidagem que debilitava os cofres públicos e a saúde da população em São Paulo. Iniciou o tratamento e destruiu três grandes células criminosas. Mas, a doença movida pela ganância parece ter proliferado. Na semana passada, policiais identificaram a metástase da corrupção para outro estado. Remédios de alto custo para tratamento de leucemia foram desviados da Secretaria de Estado do Rio de Janeiro e enviadas por Sedex a membros da quadrilha na Zona Norte de São Paulo.

A sequência da investigação levantou suspeitas gravíssimas sobre a possibilidade dos criminosos estarem falsificando não só o rótulo do medicamento Mabthera, destinado a tratamento para câncer, mas também do próprio remédio. “ A falsificação do rótulo é certa. A do medicamento é muito possível. O frasco que apreendemos veio do Rio de Janeiro e foi usado por um paciente em uma clínica de São Paulo. Encaminhamos o restante do produto do frasco suspeito para comparação no Instituto de Criminalística. Se for remédio falso, essas pessoas estão induzindo pacientes à morte. Isso é seríssimo”, alertou o delegado Anderson Giampaoli, do Departamento de Polícia de Proteção ao Consumidor (DPPC).

O policial iniciou a Operação Medula e ainda prossegue com os trabalhos, que já se dividiram em três etapas (Medula I, II e III). Com os trabalhos, a polícia identificou seis unidades de distribuição de remédios e hospitais que foram vítimas dos criminosos. Tanto por desvios de medicamentos quanto por roubo. O DPPC prendeu donos de distribuidoras de remédios, como os irmãos Giuliana, Giovana e Stefano Mantonvani Fernandes, condenados a 14 anos de prisão. Este último, de dentro da cadeia, continuou a coordenar o esquema de desvio, compra e venda de remédios. Por isso, foi encaminhado para cumprir pena em Regime Disciplinar Diferenciado. O principal assaltante de unidades de distribuidoras de remédios do estado, José Walter Olegário dos Santos foi condenado na semana passada a 11 anos de cadeia. A funcionária pública Eliane Assunção de Siqueira, denunciada pelo Ministério Público por desviar remédios do Hospital Brigadeiro, aceitou participar do programa de delação premiada. A polícia apura superfaturamento nas compras de remédios e licitações.

Etapas da operação

Operação Medula I
Em 2009, o Estado foi vítima de 15 roubos de medicamentos de suas unidades distribuidoras. A polícia iniciou investigação e descobriu os receptadores desses remédios. Prendeu oito pessoas, entre elas Dahir Fernandes e seus 3 filhos, donos de distribuidoras de remédios em São Caetano do Sul, Santos e Sorocaba.

Operação Medula II
Em fevereiro de 2010, assaltantes invadiram unidade de distribuição de remédios da Domingos de Moraes, na Vila Mariana e roubaram centenas de remédios. . O foco da polícia foi encontrar os ladrões. Prendeu oito. O líder, José Walter Olegário foi condenado.

Operação Medula III
Stefano Mantovani, preso na 1operação, continuou, por telefone, comandando esquema de desvio, compra e venda de remédios de dentro do CDP de Pinheiros. A polícia prendeu ele e mais 11 pessoas, entre elseu cunhado, sua mulher, donos de farmácia, distribuidoras e uma funcionária

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