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17/03/2012 - Diário do Vale Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Delegacia registra quase 60 casos de estelionato em menos de 40 dias

Por: Tamires Cabral


As histórias são quase sempre as mesmas: o telefone toca e, ao atender, uma pessoa se passando por algum parente pede ajuda alegando um sequestro e pedindo um valor para o resgate. Em outros casos, uma ligação ou mensagem de texto informa um grande prêmio ao "sortudo" que, para recebê-lo, deve comprar alguns cartões de crédito para celular ou depositar alguma quantia de dinheiro em uma conta. Logo depois se descobre que tudo não se passava de uma farsa.
Em Volta Redonda, 59 registros de estelionato ocorreram durante pouco mais de um mês (a partir de fevereiro até o último dia 8). Porém, de acordo com o delegado da 93ª DP, Antônio Furtado, esse número pode ser muito maior, devido ao fato de que muitas vítimas não fazem o registro de ocorrência, e isso estaria dificultando o trabalho da polícia no momento da investigação.
- Quando a pessoa vê que caiu em um golpe desses, se sente envergonhada e acaba não procurando a polícia. Das pessoas que procuraram a delegacia, a maioria era daquelas que perderam uma grande quantidade de dinheiro. É importante que as pessoas saibam que, independente de terem caído ou não no golpe, se receberem esse tipo de ligação ou mensagem devem procurar a polícia, pois, se não há um grande número de ocorrências relacionadas a isso, parece que a situação não é tão grave, o que dificulta a investigação - comentou, acrescentando que as principais vítimas desse tipo de crime são os idosos.
Ele também frisa que o falso sequestro é classificado como extorsão, por intimidar, ou ameaçar a pessoa para conseguir algo, enquanto as supostas premiações se enquadram no estelionato - e diariamente vítimas desse crime buscam ajuda na delegacia.
- O estelionato por si só é um crime que induz a vítima ao erro, através de algum artifício ou qualquer outro meio fraudulento. Como a pessoa que se passa por um representante de uma grande empresa, canal de televisão ou qualquer outra coisa. O estelionatário vai sempre oferecer uma grande vantagem que precisa de algo em troca, uma quantia em dinheiro ou, como é mais comum, os cartões de créditos para celular. E é ai que a vítima deve desconfiar - disse.
De acordo com as investigações da polícia, a maioria das ligações fraudulentas provém de presídios e são efetuadas por criminosos com cúmplices livres. Antônio Furtado destaca o fato de que a maioria das ligações destinadas a Volta Redonda, ocorrem de cidades distantes e até de outros estados.
- Já houve casos de ligações até de Manaus. As pessoas que nos fornecem o número do qual receberam a ligação ajudam a iniciar a investigação. Em alguns casos, pedimos até a quebra de sigilo para verificar de onde vem aquele número, entre outros fatores que não posso divulgar para não atrapalhar outras investigações. Mas sim, temos meios de investigar e encontrar o culpado. Esse é um crime grave e que ocorre em larga escala. Não só em Volta Redonda, mas em todo o país - comentou.

Como agir

Durante a semana diversos leitores relataram casos em que foram vítimas ou conheciam pessoas que sofreram o golpe do falso sequestro, assim como as premiações fictícias de carros, casas e altas somas em dinheiro. A leitora Silvana Trindade Loureiro contou que recentemente ajudou uma vizinha a não ser lesada pelo golpe - eles alegaram que haviam sequestrado a filha da amiga. Segundo ela, é preciso manter a calma na hora da ligação e procurar entrar em contato com o suposto sequestrado. Para o delegado Antonio Furtado, Silvana está certa. Ele explica que a principal arma do bandido que aplica o golpe é o desespero da vítima - que, sem perceber, acaba dando ao criminoso todos os dados necessários para que o suposto sequestro se pareça cada vez mais real.
- São pessoas inteligentes que aplicam esse tipo de golpe. Elas ameaçam as pessoas e as aterrorizam para que elas fiquem cada vez mais nervosas. Muitas vezes o bandido faz a ligação sem ter nenhum dado sobre a suposta pessoa sequestrada, mas no desespero a vítima não sabe o que o fala, e acaba fornecendo essas informações sem perceber - explica.
Para se livrar do golpe o delegado recomenda que, ao atender a ligação e do outro lado o sequestro for anunciado, a pessoa deve desligar. Se o telefone tocar novamente é importante manter a calma e conversar com o criminoso durante um bom tempo, até que a pessoa supostamente sequestrada seja localizada.
- Ao desligar o telefone a pessoa já oferece um motivo de desistência ao criminoso. Se ele ligar novamente a pessoa pode seguir conversando com o bandido para ganhar tempo enquanto localiza a suposta vítima. Nesse tipo de crime o autor tem que ser muito rápido, pois quanto mais ele demora conversando com a pessoa, mais tempo ele oferece para que o suposto sequestrado entre em contato ou a vítima perceba a farsa - afirmou, acrescentando que outro fator que pode indicar que tudo não passa de um golpe é o valor do resgate.
- Primeiro, o mais comum em sequestros verdadeiros não é entregar o dinheiro através de conta ou com a compra de créditos para celular, sem contar que a quantia de dinheiro em sequestros verdadeiros costuma ser bem mais alta. Se o bandido pedir uma quantia como R$ 500, por exemplo, é quase certo que aquilo é apenas um golpe - disse.
A leitora Lindalva de Souza Moura contou que seu pai recebeu há pouco tempo uma ligação comunicando que foi premiado com um carro no valor de R$ 50 mil de uma marca de cosméticos, e que deveria ligar para outro número. Ambos decidiram ignorar a mensagem. Em relação aos falsos prêmios, Antônio Furtado afirma que é bem mais simples se livrar do golpe. Segundo ele, basta apenas a pessoa visualizar a situação de uma maneira abrangente.
- Se a pessoa não está concorrendo a nenhum prêmio, então não haveria nada para ganhar. Além disso, enviar mensagens indicando outros números não é a forma com que as empresas entram em contato com seus vencedores; além disso, fazer com que a pessoa pague qualquer quantia ou compre créditos de celular para receber o prêmio também não [é o usual] - explicou.

Perigo na internet

Com a popularização da internet, as redes sociais também se tornaram um ambiente que propicia a ação de bandidos que realizam esse tipo de golpe. De acordo com Antônio Furtado, expor dados como fotos, telefone e endereço em redes sociais pode deixar a pessoa mais vulnerável a esse tipo de golpe.
- É preciso conhecer as pessoas que se mantém adicionadas em suas redes sociais. Ter certeza de que são amigos, pois se qualquer um pode ter acesso ao que elas fazem, quem são e onde vivem, acabam se tornando presas fáceis para esse tipo de situação - disse.

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