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18/03/2012 - A Crítica (Manaus) Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Bandidos utilizam golpe de falso sequestro por telefone, em Manaus, para extorquir vítimas

Por: Gerson Severo Dantas, Maria Derzi e Joana Queiroz

Polícia registra uma média de cinco a seis ocorrências mensais de bandidos que exigem resgate de supostas vítimas.

Uma nova onda de golpes de sequestros falsos, comunicados por telefone a parentes de supostas vítimas, está acontecendo em Manaus. Nos últimos 10 dias, pelo menos três pessoas foram vitimadas pelo golpe. Na sexta-feira (16), por exemplo, a aposentada Andrea do Carmo* perdeu R$ 5 mil remetidos para uma conta bancária do Bradesco, de uma agência do Rio de Janeiro.

Além do dinheiro, ela também pagou aos bandidos R$ 500 em cartões para telefones celulares pré-pagos. O pior, segundo a aposentada, foi a tortura psicológica a qual foi submetida, durante quase sete horas em uma ligação a cobrar, na qual os bandidos ameaçavam matar a filha dela, o genro e os netos.

A aposentada conta que o drama começou por volta de 3h da madrugada de sexta-feira, quando atendeu uma ligação a cobrar. “Uma voz de mulher, muito parecida com a de minha filha dizia: ‘mãezinha me pegaram’; ‘maezinha, faz tudo que eles pedem’. Eu fiquei desesperada”, contou.

Conversa contínua

A ligação telefônica durou quase sete horas e, durante esse período, os bandidos se revezaram na missão de torturar a aposentada com ameaças, gritos e choros da falsa filha.

“Um deles dizia ‘você tem cartão de crédito, nós sabemos’. Eu respondia que não tinha, mas eles insistiam. Era uma tortura”, afirmou.

“Outro dizia: ‘a senhora é muito educada, faça tudo que pedimos e sairá bem’. Ficaram nessa até amanhecer e o banco abrir, o que só ocorreu às 9h”, completou.

Com o início do expediente bancário, a aposentada foi orientada pelos bandidos cariocas a deixar a ligação em aberto e fazer o depósito na conta que eles passaram. Feito o depósito, ela voltou pra casa e o bandido ainda estava à espera do dinheiro cair na conta. “Quando caiu na conta, ele disse que já tinha visto o saldo no notebook e mandou eu desligar”, afirmou.

Ela conta que durante esse período foi proibida de falar com qualquer pessoa, polícia ou mesmo deixar de falar no telefone fixo dela. Não dava nem tempo de acionar o celular porque a conversa era contínua. “Fiquei com a boca seca, eles não deixaram nem eu tomar água”.

Outra estratégia utilizada pelos bandidos para prender a aposentada ao telefone foi dizer que o genro dela também estava sequestrado. “Eu pedi pra falar com ele, mas não deixaram. ‘Ele foi agressivo, tivemos que agir, mas ele está bem agora’. Eu perguntava por meus netos, e eles diziam que estavam bem também”, contou.

Esquecimento

A comerciante Wanilse Carneiro Lima*, conta que os o irmão estava em casa e ela no trabalho. Quando ele atendeu o telefone convencional, um homem foi logo dizendo que tinha a sequestrado e que queria R$ 10 mil de resgate.

“Uma mulher falou com o meu irmão e ordenou que ele não desligasse o convencional. Como eu estava fora de casa, ele ficou nervoso e pensou que fosse verdade. O sequestrador mandou meu irmão dar o número do celular dele para manter contato e cumprir todas ordens dele. Mandou meu irmão depositar o dinheiro. Meu irmão foi para uma casa lotérica e todo tempo tinha que ficar falando com o seqüestrador”, relata.

Entretanto, cComo ele esqueceu o RG, teve que voltar em casa.

“Logo depois, a linha do convencional caiu e minha mãe teve a ideia de ligar para meu trabalho e conseguiu falar comigo. Fui para casa e consegui encontrar meu irmão na lotérica. Pedi para ele entrar no carro e o levei embora”, relembra.

Subnotificações

A modalidade de crime que tem crescido e assustado famílias de todo o país, conhecido como falso sequestro, está fazendo uma média de cinco a seis vítimas por mês em Manaus, segundo o tenente-coronel George Chaves, responsável pelo Comando de Policiamento Metropolitano (COM). A média refere-se somente aos casos que chegam ao conhecimento da polícia.

O tenente-coronel acredita que mais pessoas estão sendo vitimadas, mas não levam ao conhecimento das autoridades porque, na maioria das vezes, se sentem envergonhadas por terem sido enganadas.

George Chaves disse que esse tipo de golpe é feito por criminosos que estão em presídios de outros estados, que conseguem fazer esses telefonemas usando celulares ou centrais telefônicas instaladas clandestinamente nas unidades. Segundo o comandante, a polícia já tem informações de grupos que estão atuando na capital.

Para o titular da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (DERFD), Orlando Amaral, o falso sequestro não é nem classificado como crime. Quando a vítima passa acreditar no que o falso sequestrador está dizendo e atende o exigido, pode ser figurado como estelionato.

Segundo Amaral não há registro na DERFD de ocorrências desse tipo. Ele alerta que esse tipo de ação não é difícil de ser elucidada, quando é identificado o número do telefone usado pelo falso sequestrador. O delegado orienta a população a estar atenta para não cair no golpe.

Segundo Amaral, ao receber uma ligação anunciando o falso sequestro, o correto é desligar imediatamente o telefone e fazer contato com a pessoa que estaria sequestrada. Caso não consiga falar com ela, o próximo passo é entrar em contato com a polícia e pedir ajuda.

*Nomes fictícios

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