Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


FALSIDADE DOCUMENTAL NOS PROCESSOS ELETRÔNICOS

Veja aqui a programação deste inédito treinamento programado para o dia 20/12 em São Paulo

Acompanhe nosso Twitter

13/03/2012 - Correio do Minho Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Fraude a nível da saúde compromete 11 arguidos

Por: Luís Fernandes


Dos 11 arguidos que, desde ontem, respondem por crimes de corrupção, falsificação de documentos, burla qualificada e branqueamento de capitais, os quatro primeiros são membros de uma conhecida família de Guimarães que, entre 1998 e 2002, eram responsáveis por estabelecimentos de prestação de saúde e meios complementares de diagnóstico, através de dois laboratórios e de um posto médico instalado na sua fábrica de malhas.

No edifício da Unidade Médica Convencionada de Guimarães, por eles criada e controlada, funcionavam os laboratório Lab-Guima e Deguima.
Sob o controlo do primeiro arguido, António V., 54 anos, médico, com quatro médicos ao serviço, a Unidade Médica trabalhava na base de contrato celebrado com a Administração Regional de Saúde (ARS), tendo sido celebrados acordos com o Serviço Nacional de Saúde para prestação de cuidados de saúde, nomeadamente em radiologia, electroencefalografia e análises clínicas.

Aproveitando o facto de aquele médico ter interesses directos ou indirectos através de familiares seus nas sociedades proprietárias dos laboratórios, foram debitados à Administração Regional de Saúde do Norte o preço de vários exames, prescritos pela Unidade Convencionada; e outros que não chegaram a ser realizados foram igualmente debitados, tendo sido forjadas assinaturas de utentes.

Em outros casos, segundo a acusação do Ministério Público, os laboratórios controlados pelo arguido António V. alteravam as requisições para exames mais dispendiosos — uns efectuados, outros não — cobrando à ARS valores muito superiores aos devidos.
Detectadas as irregularidades, a ARS suspendeu as convenções mantidas com tais laboratórios.

No entanto, para prosseguir com a sua actividade, foi alterada a denominação das sociedades detentoras dos laboratórios, tendo sido cedidas quotas a uma pessoa de confiança. E, assim, foram celebrados contratos de prestação de serviços com a Santa Casa da Misericórdia de Vila Verde, o que justifica a presença do respectivo provedor entre os 11 arguidos.

Na sessão inaugural de ontem e perante o colectivo presidido pela juíza Raquel Baptista Tavares, apenas o arguido António respondeu, durante mais de quatro horas, rejeitando umas e explicando outras.

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 148 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2017 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal