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30/09/2007 - Gazeta de Ribeirão Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Espionagem industrial

Por: Luca Reis


Uma nova categoria de investigações particulares vem ganhando destaque entre as agências de detetives de Ribeirão Preto: os casos de espionagem empresarial e industrial.

A procura por esse tipo de investigação cresceu de 20% a 30% nos últimos dois anos nas agências de detetives particulares de Ribeirão Preto. Quem afirma são detetives ouvidos pela reportagem da Gazeta de Ribeirão.

De acordo com os especialistas, os clientes procuram as agências para investigar suspeitas de furto, fraude, desvio, grampo telefônico ou espionagem dentro de sua própria empresa. Nos casos mais comuns, o objetivo de empresários e donos de industrias é buscar provas para utilização em processos judiciais trabalhistas, golpes em seguradoras, fraudes, furtos de mercadorias e grampos telefônicos sem autorização.

Apesar de ainda não figurar no topo do ranking dos casos - as histórias de infidelidade ainda lideram -, as investigações empresariais são mais rentáveis aos detetives. O preço dessas investigações, que requerem uma complexa parafernália tecnológica e a presença de um detetive infiltrado entre os funcionários, pode variar de R$ 5 mil a R$ 100 mil.

"Fizemos recentemente uma megaoperação em uma usina de álcool da região de Ribeirão. Os proprietários desconfiaram de desvio de carga e nos contrataram. Foram 48 dias de investigações, infiltrando detetives e utilizando equipamentos modernos", disse o investigador particular Breno Teodoro, da Sipan Detetive, que revelou o custo do serviço prestado: R$ 100 mil. "Para uma empresa que fatura milhões por ano e que estava levando desfalques todo mês, esse dinheiro é como um investimento", disse.

Os detetives explicam que o preço cobrado é reflexo da alta complexidade que os casos apresentam. Além disso, os aparelhos usados pelos profissionais vão muito além da tradicional lupa e dos binóculos. "Os detetives modernos não são mais como Sherlock Holmes. Usamos aparelhos modernos, GPS, rastreadores, escutas telefônicas, micro câmeras, microfones, etc", disse o agente Altamir Antunes Soares, da Denip Detetive.

Funcionários também são investigados em casos de ações trabalhistas, como em afastamentos por lesões ou doenças.

"Já fizemos o flagrante de um funcionário que levou um atestado médico na empresa mas estava fazendo um 'bico' em outro lugar", conta Teodoro, da Sipan.

Infidelidade

Apesar da crescente busca por casos empresariais, a maior parte dos clientes que procuram os detetives particulares ainda buscam um flagrante de adultério do parceiro. Nestes casos, o valor e o tempo do serviço são menores.

"Há casos de infidelidade que resolvemos em quatro ou cinco dias. Normalmente, quando há a desconfiança de uma das partes é porque está realmente havendo traição", disse o agente Décio Freitas, da Akopol Detetives.

Polícia: não atrapalham

O delegado titular da DIG de Ribeirão, Carlos Alberto Gomes da Rocha Silva, afirmou que os detetives não atrapalham o serviço da polícia, mas também estão longe de colaborar com a Justiça.

Para os casos de investigações empresarias, Rocha Silva recomenda que é preciso chamar a polícia quando surge a desconfiança de desvio de conduta de funcionários. "Se o funcionário está subtraindo, então é crime. Logo, o patrão deve procurar a polícia, que está muito bem aparelhada e capacitada para ajudar a população. Além disso, eu já vi muitos detetives particulares pedindo ajuda à polícia, mas jamais passando informações que poderiam nos ajudar", disse o delegado.

Ele afirma que é preciso cuidado nas investigações particulares onde pode ocorrer invasão de privacidade. "Não compactuo com esse tipo de investigação em casos de adultério. É preciso cuidado para não violar os direitos e a privacidade das pessoas", disse.

Os detetives particulares se baseiam em uma lei de 1957, sancionada pelo presidente Juscelino Kubitschek, que determina condições para o funcionamento de estabelecimento de informações reservadas ou confidenciais, comerciais e particulares.

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