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30/09/2007 - Gazeta de Ribeirão Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Empresa investigada

Por: Gabriela Yamada


A Polícia Civil de Ribeirão Preto investiga a empresa Omni International, com sede na cidade, por suposto crime de estelionato conhecido como "golpe da pirâmide". As informações são do delegado do quarto Distrito Policial, Luiz Geraldo Dias.

Os dez boletins de ocorrência registrados somam, juntos, R$ 150 mil que, segundo o delegado, teriam sido perdidos pelas supostas vítimas. O proprietário da Omni em Ribeirão, Amauri Cimetta, nega haver problemas com a empresa.

A Omni vende uma loja virtual por R$ 4.090, mas os valores do que chama custos administrativos variam entre R$ 5 e R$ 50 mil, segundo o delegado Dias. Ao adquirir uma loja, o comprador pode convidar outras pessoas a também fazer o investimento e recebe R$ 360 por cada indicação, num modelo de negócios conhecido como marketing de rede, ou pirâmide.

Além disso, os "empreendedores" precisam criar formas para vender os produtos pelo seu site na internet. Na loja virtual há desde palestras e cursos até artigos de sex shop, eletrônicos e para informática.

Paulistana e com sede em diversas cidades e até em outros países -- Argentina, Portugal e Estados Unidos --, a empresa organiza uma reunião todos os domingos. Cada interessado paga R$ 40 para entrar.

É nestas reuniões que o público é apresentado ao negócio por meio de testemunhos de membros que, segundo a Omni, já conquistaram diversos bens após o investimento, como um helicóptero ou um carro importado, segundo Dias.

Em Ribeirão, o encontro acontece no Centro de Convenções e reúne 300 pessoas por reunião. "Destas, 50, no mínimo, compram o direito de atuar. A Omni tem ganhos mensais extraordinários, com um know-how de Internet de empresa moderna", afirma o delegado.

Dias acredita que a Omni de Ribeirão tenha informações privilegiadas, já que há pessoas que foram contatadas por telefone. "São empresários, microempresários e gerentes de lojas de shopping", afirma.

Entretanto, a gana de "ganhar dinheiro fácil", como define o delegado, atinge também pessoas de classe baixa. O casal Susana e Pedro, que prefere não se identificar por temer retaliações, diz ser vítima da Omni.

A reportagem teve acesso ao contrato assinado entre Pedro e a Omni, assim como o recibo onde consta o pagamento de R$ 4.090, em dinheiro, assinado pelo representante da empresa Natal Noel Rosa da Silva. Foi entregue um cheque no valor no dia 10 de maio deste ano, quando Pedro recebeu um "recibo provisório".

No dia 23 do mesmo mês ele recebeu o "recibo permanente", após o cheque ter sido descontado. Para comprar a loja Pedro fez uma dívida com uma financeira indicada pela Omni. "Depois, eles disseram que tínhamos que pagar mais R$ 300 para o site funcionar", afirma Susana. Resultado: a loja nunca funcionou, eles nunca indicaram ninguém e os cheques do empréstimo estão voltando.

Marina, que se diz vítima do golpe e também prefere não se identificar, afirma que pagou R$ 4 mil num contrato de abril deste ano, e depois desembolsou mais R$ 350 para que a loja fosse montada.

"Um mês depois, o site sumiu do ar. Nunca consegui resolver o meu problema", afirma Marina. "Na reunião, eles dizem que a Omni pode realizar o nosso sonho, que vamos ganhar dinheiro, ter sucesso", diz. Desempregada na época, usou dinheiro da poupança para investir no negócio.

‘Muitos mudaram de vida com a Omni’

O proprietário da Omni International em Ribeirão Preto, Amauri Cimetta, afirmou em entrevista por telefone na última sexta-feira que se a investigação policial for séria, será boa para a empresa. "A investigação irá mostrar que não há problema algum com a Omni", afirmou.

Segundo ele, que procurou o jornal para dar a entrevista, a empresa atua há quatro anos em Ribeirão e conta com seis mil clientes só na cidade. A Omni fui fundada há sete anos em São Paulo.

Ele afirma também que é possível acontecer problemas com a Internet, e que no contrato o comprador reconhece que o sucesso do empreendimento depende exclusivamente dele e de seu trabalho.

"A loja virtual funciona em, no máximo, dez dias após a assinatura do contrato", afirma Cimetta. O comprador recebe o login e uma senha, e a loja virtual funciona sob auto gestão.

Sobre os R$ 350 a mais que são cobrados, ele diz que são pela consultoria técnica que a Omni coloca à disposição para que o site funcione. "Não é obrigatório", diz.

Para participar das reuniões, Cimetta afirma que os convites são qualificados por consultores. A reunião acontece entre 14h e 21h, e os participantes recebem todas as informações de como funciona a Omni, segundo o proprietário.

"Tem muita gente que mudou de vida, que deixou o emprego para ser empreendedor. Acontece que há pessoas que nunca vão aprender a ser empreendedoras", afirma Cimetta.

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Comentários


Autor e data do comentário: Diogo - 07/03/2011 03:00

Bom dia!

Ainda há notícias dessa empresa (OMNI International)? Foi feito justiça a ela?
Muitas pessoas foram enganadas e essa empresa continua assim impune?
Se possível alguém pudesse disponibilizar o atual endereço da OMNI.
Se a OMNI não é culpada, porque que ela mudou de nome, de endereço, porque seus gestores sumiram!!
Acho que existe algo muito estranho e seria bom se o Ministério Público atuasse nesse caso com mais intensidade!!


Autor e data do comentário: - 28/10/2010 17:56

http://fujadomico.com/2009/endereco-cnpj-omni-iwigo-somos-nos.php

TUDO SOBRE A OMNI QUE FOI PUBLICADO



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